Day 78 / 365
Juízes 21 · Rute 1–2
Juízes 21
1E os homens de Israel haviam jurado em Mispá, dizendo: Nenhum de nós dará sua filha aos de Benjamim por mulher.
2E veio o povo à casa de Deus, e estiveram ali até à tarde diante de Deus; e levantando sua voz fizeram grande pranto, e disseram:
3Ó SENHOR Deus de Israel, por que sucedeu isto em Israel, que falte hoje de Israel uma tribo?
4E ao dia seguinte o povo se levantou de manhã, e edificaram ali altar, e ofereceram holocaustos e pacíficos.
5E disseram os filhos de Israel: Quem de todas as tribos de Israel não subiu à reunião próximo do SENHOR? Porque se havia feito grande juramento contra o que não subisse ao SENHOR em Mispá, dizendo: Sofrerá morte.
6E os filhos de Israel se arrependeram por causa de Benjamim seu irmão, e disseram: Uma tribo é hoje cortada de Israel.
7Que faremos em quanto a mulheres para os que restaram? Nós juramos pelo SENHOR que não lhes temos de dar nossas filhas por mulheres.
8E disseram: Há alguém das tribos de Israel que não tenha subido ao SENHOR em Mispá? E acharam que ninguém de Jabes-Gileade havia vindo ao acampamento à reunião:
9Porque o povo foi contado, e não havia ali homem dos moradores de Jabes-Gileade.
10Então a congregação enviou ali doze mil homens dos mais valentes, e mandaram-lhes, dizendo: Ide e ponde à espada aos moradores de Jabes-Gileade, e as mulheres e meninos.
11Mas fareis desta maneira: matareis a todo homem e a toda mulher que tiver se deitado com homem.
12E acharam dos moradores de Jabes-Gileade quatrocentas virgens que não tinham se deitado com homem, e trouxeram-nas ao acampamento em Siló, que está na terra de Canaã.
13Toda a congregação enviou logo a falar aos filhos de Benjamim que estavam na penha de Rimom, e chamaram-nos em paz.
14E voltaram então os de Benjamim; e deram-lhes por mulheres as que haviam escravo vivas das mulheres de Jabes-Gileade: mas não lhes bastaram estas.
15E o povo teve dor por causa de Benjamim, de que o SENHOR houvesse feito brecha nas tribos de Israel.
16Então os anciãos da congregação disseram: Que faremos acerca de mulheres para os que restaram? Porque as mulheres tinham sido exterminadas de Benjamim.
17E disseram: A herança dos que escaparam será o que era de Benjamim, para que não seja uma tribo extinta de Israel.
18Nós porém, não lhes podemos dar mulheres de nossas filhas, porque os filhos de Israel juraram, dizendo: Maldito o que der mulher a Benjamim.
19Agora bem, disseram, eis que cada ano há solenidade do SENHOR em Siló, que está ao norte de Betel, e ao lado oriental do caminho que sobe de Betel a Siquém, e ao sul de Lebona.
20E mandaram aos filhos de Benjamim, dizendo: Ide, e ponde emboscadas nas vinhas:
21E estai atentos: e quando virdes sair as filhas de Siló a dançar em cirandas, vós saireis das vinhas, e arrebatareis cada um mulher para si das filhas de Siló, e vos ireis à terra de Benjamim:
22E quando vierem os pais delas ou seus irmãos a nos exigirem, nós lhes diremos: Tende piedade de nós em lugar deles: pois que nós na guerra não tomamos mulheres para todos: que vós não as destes a eles, para que agora sejais culpáveis.
23E os filhos de Benjamim o fizeram assim; pois tomaram mulheres conforme seu número, tomando das que dançavam; e indo logo, voltaram-se à sua herança, e reedificaram as cidades, e habitaram nelas.
24Então os filhos de Israel se foram também dali, cada um à sua tribo e à sua família, saindo dali cada um à sua propriedade.
25Nestes dias não havia rei em Israel; cada um fazia o que era correto diante de seus olhos.
Rute 1–2
1E aconteceu nos dias que governavam os juízes, que houve fome na terra. E um homem de Belém de Judá, foi a peregrinar nos campos de Moabe, ele e sua mulher, e dois filhos seus.
2O nome daquele homem era Elimeleque, e o de sua mulher Noemi; e os nomes de seus dois filhos eram Malom e Quiliom, efrateus de Belém de Judá. Chegaram, pois, aos campos de Moabe, e assentaram ali.
3E morreu Elimeleque, marido de Noemi, e restou ela com seus dois filhos;
4Os quais tomaram para si mulheres de Moabe, o nome da uma Orfa, e o nome da outra Rute; e habitaram ali uns dez anos.
5E morreram também os dois, Malom e Quiliom, restando assim a mulher desamparada de seus dois filhos e de seu marido.
6Então se levantou com suas noras, e voltou-se dos campos de Moabe: porque ouviu no campo de Moabe que o SENHOR havia visitado a seu povo para dar-lhes pão.
7Saiu, pois, do lugar de onde havia estado, e com ela suas duas noras, e começaram em caminhar para voltar-se à terra de Judá.
8E Noemi disse a suas duas noras: Andai, voltai-vos cada uma à casa de sua mãe: o SENHOR faça convosco misericórdia, como a fizestes com os mortos e comigo.
9Dê-vos o SENHOR que acheis descanso, cada uma em casa de seu marido: beijou-as logo, e elas choraram a voz em grito.
10E disseram-lhe: Certamente nós voltaremos contigo a teu povo.
11E Noemi respondeu: Voltai, filhas minhas; para que ireis comigo? Tenho eu mais filhos no ventre, que possam ser vossos maridos?
12Voltai, filhas minhas, e ide; que eu já sou velha para ser para me casar com homem. E ainda que dissesse: Tenho esperança; e esta noite me casasse com um homem, e ainda desse à luz filhos;
13Teríeis vós de esperá-los até que fossem grandes? Ficaríeis vós sem se casar por causa deles? Não, filhas minhas; que maior amargura tenho eu que vós, pois a mão do SENHOR saiu contra mim.
14Mas elas levantando outra vez sua voz, choraram: e Orfa beijou à sua sogra, mas Rute se ficou com ela.
15E Noemi disse: Eis que tua cunhada se voltou a seu povo e a seus deuses; volta-te atrás dela.
16E Rute respondeu: Não me rogues que te deixe, e que me aparte de ti: porque de onde quer que tu fores, irei eu; e de onde quer que viveres, viverei. Teu povo será meu povo, e teu Deus meu Deus.
17Onde tu morreres, morrerei eu, e ali serei sepultada: assim me faça o SENHOR, e assim me dê, que somente a morte fará separação entre mim e ti.
18E vendo Noemi que estava tão decidida a ir com ela, deixou de falar-lhe.
19Andaram, pois, elas duas até que chegaram a Belém: e aconteceu que entrando em Belém, toda a cidade se comoveu por razão delas, e diziam: Não é esta Noemi?
20E ela lhes respondia: Não me chameis Noemi, mas sim me chamai Mara: porque em grande amargura me pôs o Todo-Poderoso.
21Eu me fui cheia, mas vazia me fez voltar o SENHOR. Por que me chamareis Noemi, já que o SENHOR deu testemunho contra mim, e o Todo-Poderoso me afligiu?
22Assim voltou Noemi e Rute moabita sua nora com ela; voltou dos campos de Moabe, e chegaram a Belém no princípio da colheita das cevadas.
1E tinha Noemi um parente de seu marido, homem poderoso e rico, da família de Elimeleque, o qual se chamava Boaz.
2E Rute a moabita disse a Noemi: Rogo-te que me deixes ir ao campo, e colherei espigas atrás daquele a cujos olhos achar favor. E ela lhe respondeu: Vai, filha minha.
3Foi, pois, e chegando, tirou espigas no campo atrás dos ceifeiros: e aconteceu porventura, que o terreno era de Boaz, o qual era da parentela de Elimeleque.
4E eis que Boaz veio de Belém, e disse aos ceifeiros: O SENHOR seja convosco. E eles responderam: O SENHOR te abençoe.
5E Boaz disse a seu criado o supervisor dos ceifeiros: De quem é esta moça?
6E o criado, supervisor dos ceifeiros, respondeu e disse: É a moça de Moabe, que voltou com Noemi dos campos de Moabe;
7E disse: Rogo-te que me deixes colher e juntar atrás dos ceifeiros entre os feixes; entrou, pois, e está desde pela manhã até agora, menos um pouco que se deteve em casa.
8Então Boaz disse á Rute: Ouve, filha minha, não vás a tirar espigas em outro campo, nem passes daqui: e aqui estarás com minhas moças.
9Olha bem o campo que colherem, e segue-as: porque eu mandei aos moços que não te toquem. E se tiveres sede, vai aos vasos, e bebe da água que os moços tirarem.
10Ela então baixando seu rosto inclinou-se à terra, e disse-lhe: Por que achei favor em teus olhos para que tu me reconheças, sendo eu estrangeira?
11E respondendo Boaz, disse-lhe: Por certo se me declarou tudo o que fizeste com tua sogra depois da morte de teu marido, e que deixando teu pai e tua mãe e a terra de onde nasceste, vieste a um povo que não conheceste antes.
12O SENHOR recompense tua obra, e tua remuneração seja cheia pelo SENHOR Deus de Israel, que vieste para cobrir-te debaixo de suas asas.
13E ela disse: Senhor meu, ache eu favor diante de teus olhos; porque me consolaste, e porque falaste ao coração de tua serva, não sendo eu como uma de tuas criadas.
14E Boaz lhe disse à hora de comer: Achega-te aqui, e come do pão, e molha teu bocado no vinagre. E sentou-se ela junto aos ceifeiros, e ele lhe deu grãos tostados, e comeu até que se fartou e lhe sobrou.
15Levantou-se logo para tirar espigas. E Boaz mandou a seus criados, dizendo: Colha também espigas entre os feixes, e não a envergonheis;
16Antes lançareis de propósito dos feixes, e a deixareis que colha, e não a repreendais.
17E tirou espigas no campo até à tarde, e debulhou o que havia colhido, e foi como um efa de cevada.
18E tomou-o, e veio à cidade; e sua sogra viu o que havia colhido. Tirou também logo o que lhe havia sobrado depois de farta, e deu-lhe.
19E disse-lhe sua sogra: Onde tiraste espigas hoje? e onde trabalhaste? Bendito seja o que te reconheceu. E ela declarou à sua sogra o que lhe havia acontecido com aquele, e disse: O nome do homem com quem hoje trabalhei é Boaz.
20E disse Noemi à sua nora: Seja ele bendito do SENHOR, pois que não recusou aos vivos a benevolência que teve para com os finados. Disse-lhe depois Noemi: Nosso parente é aquele homem, e de nossos remidores é.
21E Rute moabita disse: a mais disto me disse: Junta-te com meus criados, até que tenham acabado toda minha colheita.
22E Noemi respondeu a Rute sua nora: Melhor é, filha minha, que saias com suas criadas, que não que te encontrem em outro campo.
23Esteve, pois, junto com as moças de Boaz tirando espigas, até que a colheita das cevadas e a dos trigos foi acabada; mas com sua sogra habitou.
"Senhor, fazei-me instrumento da vossa paz."
— Francis of Assisi