Bible in a Year
“Truly, truly, I say to you, whoever believes in me will also do the works that I do; and greater works than these will he do, because I am going to the Father. Whatever you ask in my name, this I will do, that the Father may be glorified in the Son. If you ask me anything in my name, I will do it.”John 14:12-14 ESV“Truly, truly, I say to you, whoever believes in me will also do the works that I do; and greater works than these will he do, because I am going to the Father. Whatever you ask in my name, this I will do, that the Father may be glorified in the Son. If you ask me anything in my name, I will do it.”John 14:12-14 ESV

Day 74 / 365

Juízes 9–11

Juízes 9–11

1E foi-se Abimeleque filho de Jerubaal a Siquém, aos irmãos de sua mãe, e falou com eles, e com toda a família da casa do pai de sua mãe, dizendo:

2Eu vos rogo que faleis a ouvidos de todos os de Siquém: Que tendes por melhor, que vos dominem setenta homens, todos os filhos de Jerubaal; ou que vos senhoreie um homem? Lembrai-vos que eu sou osso vosso, e carne vossa.

3E falaram por ele os irmãos de sua mãe a ouvidos de todos os de Siquém todas estas palavras: e o coração deles se inclinou em favor de Abimeleque, porque diziam: Nosso irmão é.

4E deram-lhe setenta siclos de prata do templo de Baal-Berite, com os quais Abimeleque contratou homens ociosos e vagabundos, que lhe seguiram.

5E vindo à casa de seu pai em Ofra, matou a seus irmãos os filhos de Jerubaal, setenta homens, sobre uma pedra: mas restou Jotão, o menor filho de Jerubaal, que se escondeu.

6E reunidos todos os de Siquém com toda a casa de Milo, foram e elegeram a Abimeleque por rei, próximo da planície do pilar que estava em Siquém.

7E quando se o disseram a Jotão, foi e pôs-se no cume do monte de Gerizim, e levantando sua voz clamou, e disse-lhes: Ouvi-me, homens de Siquém; que Deus vos ouça.

8Foram as árvores a eleger rei sobre si, e disseram à oliva: Reina sobre nós.

9Mas a oliveira respondeu: Tenho de deixar meu azeite, com o que por minha causa Deus e os homens são honrados, para ir a ser grande sobre as árvores?

10E disseram as árvores à figueira: Anda tu, reina sobre nós.

11E respondeu a figueira: Tenho de deixar minha doçura e meu bom fruto, para ir a ser grande sobre as árvores?

12Disseram logo as árvores à vide: Pois vem tu, reina sobre nós.

13E a vide lhes respondeu: Tenho de deixar meu mosto, que alegra a Deus e aos homens, para ir a ser grande sobre as árvores?

14Disseram então todas as árvores ao espinheiro: Vem tu, reina sobre nós.

15E o espinheiro respondeu às árvores: Se em verdade me elegeis por rei sobre vós, vinde, e assegurai-vos debaixo de minha sombra: e se não, fogo saia do espinheiro que devore os cedros do Líbano.

16Agora, pois, se com verdade e com integridade tendes procedido em fazer rei a Abimeleque, e se o fizestes bem com Jerubaal e com sua casa, e se lhe haveis pagado conforme a obra de suas mãos;

17(Pois que meu pai lutou por vós, e expulsou longe sua vida para livrar-vos da mão de Midiã;

18E vós vos levantastes hoje contra a casa de meu pai, e matastes seus filhos, setenta homens, sobre uma pedra; e pusestes por rei sobre os de Siquém a Abimeleque, filho de sua criada, porquanto é vosso irmão);

19Se com verdade e com integridade agistes hoje com Jerubaal e com sua casa, alegrai-vos de Abimeleque, e ele se alegre de vós.

20E se não, fogo saia de Abimeleque, que consuma aos de Siquém e à casa de Milo; e fogo saia dos de Siquém e da casa de Milo, que consuma a Abimeleque.

21E fugiu Jotão, e se escapou, e foi-se a Beer, e ali se esteve por causa de Abimeleque seu irmão.

22E depois que Abimeleque dominou sobre Israel três anos,

23Enviou Deus um espírito mau entre Abimeleque e os homens de Siquém: que os de Siquém se levantaram contra Abimeleque:

24Para que o crime dos setenta filhos de Jerubaal, e o sangue deles, viesse a se pôr sobre Abimeleque seu irmão que os matou, e sobre os homens de Siquém que corroboraram as mãos dele para matar a seus irmãos.

25E puseram-lhe os de Siquém emboscadores nos cumes dos montes, os quais assaltavam a todos os que passavam junto a eles pelo caminho; do que foi dado aviso a Abimeleque.

26E Gaal filho de Ebede veio com seus irmãos, e passaram a Siquém: e os de Siquém se confiaram nele.

27E saindo ao campo, vindimaram suas vinhas, e pisaram a uva, e fizeram alegrias; e entrando no templo de seus deuses, comeram e beberam, e amaldiçoaram a Abimeleque.

28E Gaal filho de Ebede disse: Quem é Abimeleque e que é Siquém, para que nós a ele sirvamos? não é filho de Jerubaal? e não é Zebul seu assistente? Servi aos homens de Hamor pai de Siquém: mas por que serviríamos a ele?

29Fosse-me dado este povo abaixo de minha mão, eu expulsaria logo a Abimeleque. E dizia a Abimeleque: Aumenta teus esquadrões, e sai.

30E Zebul assistente da cidade, ouvindo as palavras de Gaal filho de Ebede, acendeu-se sua ira;

31E enviou sagazmente mensageiros a Abimeleque, dizendo: Eis que Gaal filho de Ebede e seus irmãos vieram a Siquém, e eis que cercaram a cidade contra ti.

32Levanta-te, pois, agora de noite, tu e o povo que está contigo, e põe emboscada no campo:

33E pela manhã ao sair do sol te levantarás e atacarás a cidade: e ele e o povo que está com ele sairão contra ti, e tu farás com ele segundo que se te oferecerá.

34Levantando-se, pois, de noite Abimeleque e todo aquele povo que com ele estava, puseram emboscada contra Siquém com quatro companhias.

35E Gaal filho de Ebede saiu, e pôs-se à entrada da porta da cidade: e Abimeleque e todo aquele povo que com ele estava, se levantaram da emboscada.

36E vendo Gaal o povo, disse a Zebul: Eis ali povo que desce dos cumes dos montes. E Zebul lhe respondeu: A sombra dos montes te parece homens.

37Mas Gaal voltou a falar, e disse: Eis ali um povo que desce por meio da terra, e um esquadrão vem pelo caminho da campina de Meonenim.

38E Zebul lhe respondeu: Onde está agora aquele teu falar, dizendo; Quem é Abimeleque para que lhe sirvamos? Não é este o povo que menosprezavas? Sai, pois, agora, e luta com ele.

39E Gaal saiu diante dos de Siquém, e lutou contra Abimeleque.

40Mas perseguiu-o Abimeleque, diante do qual ele fugiu; e caíram feridos muitos até a entrada da porta.

41E Abimeleque ficou em Aruma; e Zebul lançou fora a Gaal e a seus irmãos, para que não morassem em Siquém.

42E aconteceu ao dia seguinte, que o povo saiu ao campo: e foi dado aviso a Abimeleque.

43O qual, tomando gente, repartiu-a em três companhias, e pôs emboscadas no campo: e quando olhou, eis o povo que saía da cidade; e levantou-se contra eles, e feriu-os:

44Pois Abimeleque e o esquadrão que estava com ele, atacaram com ímpeto, e pararam à entrada da porta da cidade; e as duas companhias atacaram a todos os que estavam no campo, e os feriram.

45E depois de combater Abimeleque a cidade todo aquele dia, tomou-a, e matou o povo que nela estava, e assolou a cidade, e semeou-a de sal.

46Quando ouviram isto todos os que estavam na torre de Siquém, entraram na fortaleza do templo do deus Berite.

47E foi dito a Abimeleque como todos os da torre de Siquém estavam reunidos.

48Então subiu Abimeleque ao monte de Salmom, ele e toda a gente que com ele estava; e tomou Abimeleque um machado em sua mão, e cortou um ramo das árvores, levantou-o, e o pôs sobre seus ombros, dizendo ao povo que estava com ele: O que vós vedes que estou fazendo, fazei imediatamente como eu.

49E assim todo aquele povo cortou também cada um seu ramo, e seguiram a Abimeleque, e puseram-nas junto à fortaleza, e prenderam fogo com elas à fortaleza: por maneira que todos os da torre de Siquém morreram, como uns mil homens e mulheres.

50Depois Abimeleque se foi a Tebes; e pôs cerco a Tebes, e tomou-a.

51Em meio daquela cidade havia uma torre forte, à qual se retiraram todos os homens e mulheres, e todos os senhores da cidade; e fechando atrás de si as portas, subiram ao piso alto da torre.

52E veio Abimeleque à torre, e combatendo-a, chegou-se à porta da torre para pegar-lhe fogo.

53Mas uma mulher deixou cair um pedaço de uma roda de moinho sobre a cabeça de Abimeleque, e quebrou-lhe o crânio.

54E logo ele chamou a seu escudeiro, e disse-lhe: Tira tua espada e mata-me, porque não se diga de mim: Uma mulher o matou. E seu escudeiro o atravessou, e morreu.

55E quando os israelitas viram morto a Abimeleque, foram-se cada um à sua casa.

56Assim, pois, Deus pagou a Abimeleque o mal que fez contra seu pai matando a seus setenta irmãos.

57E ainda todo aquele mal dos homens de Siquém devolveu Deus sobre suas cabeças: e a maldição de Jotão, filho de Jerubaal, veio sobre eles.

1E Depois de Abimeleque levantou-se para livrar a Israel, Tolá filho de Puá, filho de Dodô, homem de Issacar, o qual habitava em Samir, no monte de Efraim.

2E julgou a Israel vinte e três anos, e morreu, e foi sepultado em Samir.

3Depois dele se levantou Jair, gileadita, o qual julgou a Israel vinte e dois anos.

4Este teve trinta filhos que cavalgavam sobre trinta asnos, e tinham trinta vilas, que se chamaram as vilas de Jair até hoje, as quais estão na terra de Gileade.

5E morreu Jair, e foi sepultado em Camom.

6Mas os filhos de Israel voltaram a fazer o mal aos olhos do SENHOR, e serviram aos baalins e a Astarote, e aos deuses da Síria, e aos deuses de Sidom, e aos deuses de Moabe, e aos deuses dos filhos de Amom, e aos deuses dos filisteus:

7E o SENHOR se irou contra Israel, e vendeu-os por mão dos filisteus, e por mão dos filhos de Amom:

8Os quais moeram e quebrantaram aos filhos de Israel naquele tempo dezoito anos, a todos os filhos de Israel que estavam da outra parte do Jordão na terra dos amorreus, que é em Gileade.

9E os filhos de Amom passaram o Jordão para fazer também guerra contra Judá, e contra Benjamim, e a casa de Efraim: e foi Israel em grande maneira afligido.

10E os filhos de Israel clamaram ao SENHOR, dizendo: Nós pecamos contra ti; porque deixamos a nosso Deus, e servido aos baalins.

11E o SENHOR respondeu aos filhos de Israel: Não fostes oprimidos pelo Egito, pelos amorreus, pelos amonitas, dos filisteus,

12Dos de Sidom, de Amaleque, e de Maom, e clamando a mim vos livrei de suas mãos?

13Mas vós me deixastes, e servistes a deuses alheios: portanto, eu não vos livrarei mais.

14Andai, e clamai aos deuses que escolhestes para vós, que vos livrem no tempo de vossa aflição.

15E os filhos de Israel responderam ao SENHOR: Pecamos; faze tu conosco como bem te parecer: somente que agora nos livres neste dia.

16E tiraram dentre si os deuses alheios, e serviram ao SENHOR; e sua alma foi angustiada por causa do sofrimento de Israel.

17E juntando-se os filhos de Amom, assentaram acampamento em Gileade; juntaram-se assim os filhos de Israel, e assentaram seu acampamento em Mispá.

18E os príncipes e o povo de Gileade disseram um ao outro: Quem será o que começará a batalha contra os filhos de Amom? Ele será cabeça sobre todos os que habitam em Gileade.

1Existia então Jefté, gileadita, homem valente, filho de uma prostituta, ao qual havia gerado Gileade.

2E a mulher de Gileade também lhe havia dado à luz filhos; os quais quando foram grandes, lançaram fora a Jefté, dizendo-lhe: Não herdarás na casa de nosso pai, porque és bastardo.

3Fugindo, pois, Jefté por causa de seus irmãos, habitou em terra de Tobe; e juntaram-se com ele homens ociosos, os quais com ele saíam.

4E aconteceu que depois de dias os filhos de Amom fizeram guerra contra Israel:

5E quando os filhos de Amom tinham guerra contra Israel, os anciãos de Gileade foram para fazer voltar a Jefté da terra de Tobe;

6E disseram a Jefté: Vem, e serás nosso capitão, para que lutemos com os filhos de Amom.

7E Jefté respondeu aos anciãos de Gileade: Não me odiastes, e me lançastes da casa de meu pai? por que pois vindes agora a mim quando estais em aflição?

8E os anciãos de Gileade responderam a Jefté: Por esta mesma causa voltamos agora a ti, para que venhas conosco, e lutes contra os filhos de Amom, e nos sejas cabeça a todos os que moramos em Gileade.

9Jefté então disse aos anciãos de Gileade: Se me fazeis voltar para que lute contra os filhos de Amom, e o SENHOR os entregar diante de mim, serei eu vossa cabeça?

10E os anciãos de Gileade responderam a Jefté: O SENHOR ouça entre nós, se não fizermos como tu dizes.

11Então Jefté veio com os anciãos de Gileade, e o povo o elegeu por seu cabeça e príncipe; e Jefté falou todas seus palavras diante do SENHOR em Mispá.

12E enviou Jefté embaixadores ao rei dos amonitas, dizendo: Que tens tu comigo que vieste a mim para fazer guerra em minha terra?

13E o rei dos amonitas respondeu aos embaixadores de Jefté: Porquanto Israel tomou minha terra, quando subiu do Egito, desde Arnom até Jaboque e o Jordão; portanto, devolve-as agora em paz.

14E Jefté voltou a enviar outros embaixadores ao rei dos amonitas,

15Para dizer-lhe: Jefté disse assim: Israel não tomou terra de Moabe, nem terra dos filhos de Amom:

16Mas subindo Israel do Egito, andou pelo deserto até o mar Vermelho, e chegou a Cades.

17Então Israel enviou embaixadores ao rei de Edom, dizendo: Eu te rogo que me deixes passar por tua terra. Mas o rei de Edom não os escutou. Enviou também ao rei de Moabe; o qual tampouco quis: ficou, portanto, Israel em Cades.

18Depois, indo pelo deserto, rodeou a terra de Edom e a terra de Moabe, e vindo pelo lado oriental da terra de Moabe, assentou seu acampamento de outra parte de Arnom, e não entraram pelo termo de Moabe: porque Arnom é termo de Moabe.

19E enviou Israel embaixadores a Seom rei pelos amorreus, rei de Hesbom, dizendo-lhe: Rogo-te que me deixes passar por tua terra até meu lugar.

20Mas Seom não confiou em Israel para dar-lhe passagem por seu termo; antes juntando Seom toda sua gente, pôs acampamento em Jaza, e lutou contra Israel.

21Porém o SENHOR, o Deus de Israel, entregou Seom e todo o seu povo na mão de Israel, e os derrotou; e Israel tomou posse de toda a terra dos amorreus que habitavam naquela terra.

22Possuíram também todo aquele termo dos amorreus desde Arnom até Jaboque, e desde o deserto até o Jordão.

23Assim que o SENHOR o Deus de Israel expulsou os amorreus diante de seu povo Israel: e o hás de possuir tu?

24Se Camos teu Deus te expulsasse algum, não o possuirias tu? Assim nós possuiremos a tudo aquilo que o SENHOR expulsou nosso Deus de diante de nós.

25És tu agora em algo melhor que Balaque filho de Zipor, rei de Moabe? Teve ele questão contra Israel, ou fez guerra contra eles?

26Quando Israel esteve habitando por trezentos anos a Hesbom e suas aldeias, a Aroer e suas aldeias, e todas as cidades que estão aos termos de Arnom, por que não as reclamaste nesse tempo?

27Assim que, eu nada pequei contra ti, mas tu fazes mal comigo fazendo-me guerra: o SENHOR, que é o juiz, julgue hoje entre os filhos de Israel e os filhos de Amom.

28Mas o rei dos filhos de Amom não atendeu os argumentos de Jefté que lhe enviou.

29E o espírito do SENHOR foi sobre Jefté: e passou por Gileade e Manassés; e dali passou a Mispá de Gileade; e de Mispá de Gileade passou aos filhos de Amom.

30E Jefté fez voto ao SENHOR, dizendo: Se entregares aos amonitas em minhas mãos,

31Qualquer um que me sair a receber das portas de minha casa, quando voltar dos amonitas em paz, será do SENHOR, e lhe oferecerei em holocausto.

32Passou, pois, Jefté aos filhos de Amom para lutar contra eles; e o SENHOR os entregou em sua mão.

33E os feriu de grandíssimo dano desde Aroer até chegar a Minite, vinte cidades; e até a Abel-Queramim. Assim foram dominados os amonitas diante dos filhos de Israel.

34E voltando Jefté a Mispá à sua casa, eis que sua filha lhe saiu a receber com adufes e danças, e era a única, a única sua; não tinha além dela outro filho nem filha.

35E quando ele a viu, rompeu suas roupas dizendo: Ai, filha minha! De verdade me abateste, e tu és dos que me afligem: porque eu abri minha boca ao SENHOR, e não poderei retratar-me.

36Ela então lhe respondeu: Pai meu, se abriste tua boca ao SENHOR, faze de mim como saiu de tua boca, pois que o SENHOR fez vingança em teus inimigos os filhos de Amom.

37E voltou a dizer a seu pai: Faze-me isto: deixa-me por dois meses que vá e desça pelos montes, e chore minha virgindade, eu e minhas companheiras.

38Ele então disse: Vai. E deixou-a por dois meses. E ela foi com suas companheiras, e chorou sua virgindade pelos montes.

39Passados os dois meses, voltou a seu pai, e fez dela conforme seu voto que havia feito. E ela nunca conheceu homem.

40De aqui foi o costume em Israel que de ano em ano iam as virgens de Israel a lamentar à filha de Jefté gileadita, quatro dias no ano.

"A fé é crer no que não se vê; a recompensa dessa fé é ver aquilo em que se crê."

Augustine of Hippo

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