Day 43 / 365
Números 10–12
Números 10–12
1E o SENHOR falou a Moisés, dizendo:
2Faze para ti duas trombetas de prata; de obra de martelo as farás, as quais te servirão para convocar a congregação, e para fazer mover o acampamento.
3E quando as tocarem, toda a congregação se juntará a ti à porta do tabernáculo do testemunho.
4Mas quando tocarem somente uma, então se congregarão a ti os príncipes, os chefes dos milhares de Israel.
5E quando tocardes alarme, então moverão o acampamento dos que estão alojados ao oriente.
6E quando tocardes alarme a segunda vez, então moverão o acampamento dos que estão alojados ao sul: alarme tocarão à suas partidas.
7Porém quando houverdes de juntar a congregação, tocareis, mas não com som de alarme.
8E os filhos de Arão, os sacerdotes, tocarão as trombetas; e as tereis por estatuto perpétuo por vossas gerações.
9E quando vierdes à guerra em vossa terra contra o inimigo que vos oprimir, tocareis alarme com as trombetas: e sereis em memória diante do SENHOR vosso Deus, e sereis salvos de vossos inimigos.
10E no dia de vossa alegria, e em vossas solenidades, e nos princípios de vossos meses, tocareis as trombetas sobre vossos holocaustos, e sobre os sacrifícios de vossas pazes, e vos serão por memória diante de vosso Deus: Eu sou o SENHOR vosso Deus.
11E foi no ano segundo, no mês segundo, aos vinte do mês, que a nuvem se levantou do tabernáculo do testemunho.
12E moveram os filhos de Israel por suas partidas do deserto de Sinai; e parou a nuvem no deserto de Parã.
13E moveram a primeira vez ao dito do SENHOR por meio de Moisés.
14E a bandeira do acampamento dos filhos de Judá começou a marchar primeiro, por seus esquadrões: e Naassom, filho de Aminadabe, era sobre seu exército.
15E sobre o exército da tribo dos filhos de Issacar, Natanael filho de Zuar.
16E sobre o exército da tribo dos filhos de Zebulom, Eliabe filho de Helom.
17E depois que estava já desarmado o tabernáculo, moveram os filhos de Gérson e os filhos de Merari, que o levavam.
18Logo começou a marchar a bandeira do acampamento de Rúben por seus esquadrões: e Elizur, filho de Sedeur, era sobre seu exército.
19E sobre o exército da tribo dos filhos de Simeão, Selumiel filho de Zurisadai.
20E sobre o exército da tribo dos filhos de Gade, Eliasafe filho de Deuel.
21Logo começaram a marchar os coatitas levando o santuário; e enquanto que eles traziam, os outros levantavam o tabernáculo.
22Depois começou a marchar a bandeira do acampamento dos filhos de Efraim por seus esquadrões: e Elisama, filho de Amiúde, era sobre seu exército.
23E sobre o exército da tribo dos filhos de Manassés, Gamaliel filho de Pedazur.
24E sobre o exército da tribo dos filhos de Benjamim, Abidã filho de Gideoni.
25Logo começou a marchar a bandeira do campo dos filhos de Dã por seus esquadrões, recolhendo todos os acampamentos: e Aiezer, filho de Amisadai, era sobre seu exército.
26E sobre o exército da tribo dos filhos de Aser, Pagiel filho de Ocrã.
27E sobre o exército da tribo dos filhos de Naftali, Aira filho de Enã.
28Estas são as partidas dos filhos de Israel por seus exércitos, quando se moviam.
29Então disse Moisés a Hobabe, filho de Reuel midianita, seu sogro: Nós nos partimos para o lugar do qual o SENHOR disse: Eu a vós o darei. Vem conosco, e te faremos bem: porque o SENHOR falou bem a respeito de Israel.
30E ele lhe respondeu: Eu não irei, mas sim que me marcharei à minha terra e à minha parentela.
31E ele lhe disse: Rogo-te que não nos deixes; porque tu conheces nossos alojamentos no deserto, e nos serás em lugar de olhos.
32E será, que se vieres conosco, quando tivermos o bem que o SENHOR nos há de fazer, nós te faremos bem.
33Assim partiram do monte do SENHOR, caminho de três dias; e a arca da aliança do SENHOR foi diante deles caminho de três dias, buscando-lhes lugar de descanso.
34E a nuvem do SENHOR ia sobre eles de dia, desde que partiram do acampamento.
35E foi, que em movendo a arca, Moisés dizia: Levanta-te, o SENHOR, e sejam dissipados teus inimigos, e fujam de tua presença os que te aborrecem.
36E quando ela assentava, dizia: Volta, SENHOR, aos milhares de milhares de Israel.
1E aconteceu que o povo se queixou aos ouvidos do SENHOR: e ouviu-o o SENHOR, e ardeu seu furor, e acendeu-se neles fogo do SENHOR e consumiu a extremidade do acampamento.
2Então o povo clamou a Moisés, e Moisés orou ao SENHOR, e o fogo se apagou.
3E chamou a aquele lugar Taberá; porque o fogo do SENHOR se acendeu neles.
4E o povo misturado que havia no meio deles teve um intenso desejo; então os filhos de Israel voltaram-se, choraram, e disseram: Quem nos dera comer carne!
5Nós nos lembramos do peixe que comíamos no Egito de graça, dos pepinos, dos melões, dos alhos-porós, das cebolas, e dos alhos;
6mas agora a nossa alma se seca; nada há, a não ser maná, diante dos nossos olhos.
7O maná era como semente de coentro, e sua cor como cor de bdélio.
8O povo se espalhava, e recolhia, e moía em moinhos, ou malhava em pilões, e o cozia em panelas, ou fazia dele bolos; e o seu sabor era como sabor de azeite fresco.
9E quando o orvalho descia sobre o acampamento de noite, o maná descia sobre ele.
10E Moisés ouviu o povo chorar por suas famílias, cada um à porta de sua tenda; e o furor do SENHOR se acendeu grandemente; também pareceu mal a Moisés.
11E Moisés disse ao SENHOR: Por que fizeste mal a teu servo? E por que não achei favor aos teus olhos, que puseste sobremim a carga de todo este povo?
12Por acaso fui eu que concebi todo este povo? Fui o que o dei à luz, para que me digas: Leva-o em teu colo, como uma ama leva um bebê de peito, à terra da qual juraste a seus pais?
13De onde eu teria carne para dar a todo este povo? Porque choram a mim, dizendo: Dá-nos carne para comer.
14Não posso suportar sozinho todo este povo, porque é pesado demais para mim.
15E se assim fazes tu comigo, eu te rogo que me mates, se achei favor aos teus olhos; e que não me deixes ver a minha calamidade.
16Então o SENHOR disse a Moisés: Ajunta-me setenta homens dos anciãos de Israel, de quem sabes que são anciãos do povo, e seus oficiais; e traze-os à porta do tabernáculo do testemunho, e esperem ali contigo.
17E eu descerei e falarei ali contigo; e tomarei do espírito que está sobre ti, e o porei neles; e contigo levarão a carga do povo, para que tu não a leves sozinho.
18Porém dirás ao povo: Santificai-vos para amanhã, e comereis carne; porque chorastes em ouvidos do SENHOR, dizendo: Quem nos dera comer carne! Certamente estávamos bem no Egito! O SENHOR, pois, vos dará carne, e comereis.
19Não comereis um dia, nem dois dias, nem cinco dias, nem dez dias, nem vinte dias;
20mas sim, um mês inteiro, até que vos saia pelas narinas, e sintais repulsa dela, porque rejeitastes o SENHOR que está no meio de vós, e chorastes diante dele, dizendo: Para que saímos do Egito?
21Então disse Moisés: Seiscentos mil a pé é este povo no meio do qual estou; e tu dizes: Eu lhes darei carne, e comerão um mês inteiro.
22Por acaso serão degoladas para eles ovelhas e bois que lhes bastem? Ou se ajuntarão para eles todos os peixes do mar para que lhes sejam suficientes?
23Porém o SENHOR respondeu a Moisés: Por acaso o poder do SENHOR é curto? Agora verás se a minha palavra te acontecerá ou não.
24E Moisés saiu, e disse ao povo as palavras do SENHOR; e ajuntou setenta homens dos anciãos do povo, e os pôs ao redor da tenda.
25Então o SENHOR desceu na nuvem, e lhe falou; e tomou do espírito que estava sobre ele, e o pôs sobre aqueles setenta anciãos; e aconteceu que, quando o espírito repousou sobre eles, profetizaram, mas depois nunca mais.
26Porém ficaram no acampamento dois homens, um chamado Eldade e o outro Medade, sobre os quais o espírito também repousou (porque estavam entre os inscritos, mas não haviam saído à tenda); e profetizaram no acampamento.
27Então um jovem correu, e avisou a Moisés, e disse: Eldade e Medade estão profetizando no acampamento.
28Então Josué, filho de Num, assistente de Moisés desde a sua juventude, respondeu, e disse: Meu senhor Moisés, impede-os.
29E Moisés lhe respondeu: Tens tu ciúmes por mim? Bom seria se todos do povo do SENHOR fossem profetas, que o SENHOR pusesse seu Espírito sobre eles.
30E Moisés recolheu-se ao acampamento, ele e os anciãos de Israel.
31E saiu um vento do SENHOR, que trouxe codornizes do mar, e deixou-as sobre o acampamento, de um dia de caminho de um lado e do outro, ao redor do acampamento, e quase dois côvados sobre a face da terra.
32Então o povo se levantou e recolheu para si codornizes durante todo aquele dia, e toda a noite, e todo o dia seguinte.O que recolheu menos recolheu dez ômeres; e as estenderam para si ao redor do acampamento.
33A carne ainda estava entre os dentes deles, antes que fosse mastigada, quando o furor do SENHOR se acendeu no povo, e o SENHOR feriu o povo com uma praga muito grande.
34Por isso aquele lugar recebeu o nome de Quibrote-Hataavá, porque ali sepultaram o povo que teve o desejo.
35De Quibrote-Hataavá o povo partiu para Hazerote, e ficaram em Hazerote.
1E Miriã e Arão falaram contra Moisés por causa da mulher cuxita que havia tomado; porque ele havia tomado uma cuxita por esposa.
2E disseram: Por acaso o SENHOR falou somente por Moisés? Não falou também por nós? E o SENHOR ouviu isso.
3Aquele homem Moisés era muito manso, mais que todos os homens que havia sobre a terra,
4E logo disse o SENHOR a Moisés, a Arão, e a Miriã: Saí vós três à tenda do encontro. E saíram eles três.
5Então o SENHOR desceu na coluna da nuvem, e pôs-se à entrada da tenda, e chamou a Arão e a Miriã; e saíram eles ambos.
6E ele lhes disse: Ouvi agora minhas palavras: se tiverdes profeta do SENHOR, lhe aparecerei em visão, em sonhos falarei com ele.
7Não assim a meu servo Moisés, que é fiel em toda minha casa:
8Face a face falarei com ele, e às claras, e não por figuras; e verá a aparência do SENHOR: por que pois não tivestes temor de falar contra meu servo Moisés?
9Então o furor do SENHOR se acendeu neles; e ele se foi.
10E a nuvem se afastou da tenda; e eis que Miriã era leprosa como a neve; e Arão olhou para Miriã, e eis que estava leprosa.
11E disse Arão a Moisés: Ah! Senhor meu, não ponhas sobre nós este pecado; porque loucamente o fizemos, e pecamos.
12Rogo que ela não seja como um que sai morto do ventre de sua mãe, com a metade de sua carne já consumida.
13Então Moisés clamou ao SENHOR, dizendo: Rogo-te, ó Deus, que a sares agora.
14Respondeu o SENHOR a Moisés: Se o seu pai houvesse cuspido em sua face, não seria envergonhada por sete dias? Que ela esteja fora do acampamento durante sete dias, e depois seja trazida de volta.
15Assim Miriã foi expulsa do acampamento por sete dias; e o povo não partiu até que Miriã voltasse.
16Depois o povo partiu de Hazerote, e assentaram o acampamento no deserto de Parã.
"Tive muitas coisas em minhas mãos e todas perdi; mas o que coloquei nas mãos de Deus, ainda possuo."
— Martin Luther