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Romanos 4–7
Romanos 4–7
1Então, que diremos que Abraão, nosso ancestral segundo a carne, obteve?
2Pois se Abraão foi justificado pelas obras, ele tem do que se orgulhar, mas não diante de Deus.
3Pois o que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi lhe imputado como justiça. Gênesis 15:6
4Ora, ao que trabalha, seu pagamento não é considerado um favor, mas sim, uma dívida.
5Porém, ao que não tem obra, mas crê naquele que torna justo o ímpio, sua fé lhe é reputada como justiça.
6Desta maneira, também Davi afirma que bendito é aquele a quem Deus atribui justiça independentemente das obras:
7Benditos são os que têm as transgressões perdoadas, e seus pecados são cobertos.
8Bendito é o homem a quem o Senhor não atribui pecado.
9Ora, essa bendição é somente para os circuncisos, ou também para os incircuncisos? Pois dizemos que a fé a Abraão foi reputada como justiça.
10Como, pois, lhe foi reputada? Enquanto ele estava na circuncisão ou na incircuncisão? Não na circuncisão, mas sim, na incircuncisão.
11E ele recebeu o sinal da circuncisão como selo da justiça da fé quando ainda era incircunciso, para que fosse pai de todos os que creem, ainda que não estejam circuncidados, para que a justiça também lhes seja imputada;
12e para que fosse pai da circuncisão, dos que não somente são circuncidados, mas que também andam nos passos da fé do nosso pai Abraão, quando ainda não era circuncidado.
13Pois não foi pela Lei que a promessa de ser herdeiro do mundo foi feita a Abraão ou à sua descendência, mas sim, pela justiça da fé;
14porque, se é da Lei que são os herdeiros, logo a fé se torna vazia, e a promessa é anulada.
15Pois a Lei produz ira, porque onde não há Lei, também não há transgressão.
16Por isso é pela fé, para que seja conforme a graça, a fim de que a promessa seja confirmada a todos os descendentes, não somente aos que são da Lei, mas também aos que são da fé de Abraão, que é Pai de todos nós,
17(como está escrito: “Eu te constituí pai de muitas nações”) Gênesis 17:5 diante daquele em quem ele creu, Deus, que vivifica os mortos, e chama as coisas que não são como se já fossem.
18Com esperança, Abraão creu, contra as expectativas, que se tornaria pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: “Assim será a tua descendência”. Gênesis 15:5
19Ele não fraquejou na fé, não dando atenção ao seu próprio corpo já praticamente morto (pois já era de quase cem anos), nem ao estado de morte do ventre de Sara;
20nem duvidou da promessa de Deus; pelo contrário, fortaleceu-se na fé, dando glória a Deus;
21e teve plena certeza de que aquele que havia prometido também era poderoso para cumprir.
22Por esse motivo que também isso lhe foi imputado como justiça.
23Ora, não só por causa dele está escrito que lhe foi imputado;
24mas também por nós, a quem será imputado, aos que creem naquele que ressuscitou dos mortos a Jesus, nosso Senhor,
25que foi entregue por nossos pecados, e ressuscitou para a nossa justificação.
1Portanto, agora que somos justificados pela fé, temos paz com Deus por meio do nosso Senhor Jesus Cristo.
2Por meio dele também temos acesso pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos alegramos na esperança da glória de Deus.
3E não somente isso , mas também nos alegramos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz paciência;
4a paciência produz experiência, e a experiência produz esperança.
5E a esperança não frustra, porque o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.
6Pois quando ainda éramos fracos, Cristo morreu a seu tempo pelos ímpios.
7Ora, dificilmente alguém morre por um justo, ainda que talvez alguém possa ousar morrer por uma boa pessoa.
8Mas Deus prova o seu amor por nós através de Cristo haver morrido por nós, quando ainda éramos pecadores.
9Por isso, muito mais agora, que já somos justificados por seu sangue, seremos por ele salvos da ira.
10Pois, se quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte do seu Filho, muito mais, tendo sido reconciliados, seremos salvos pela sua vida.
11E não somente isso , mas também nos alegramos em Deus por meio do nosso Senhor Jesus Cristo, por quem agora recebemos a reconciliação.
12Portanto, assim como por um homem o pecado entrou no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os seres humanos, porque todos pecaram.
13Pois, antes da Lei, o pecado já existia no mundo; porém, quando não há Lei, o pecado não é considerado.
14Mas a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual era uma figura daquele que estava para vir.
15Mas o dom gratuito não é como a transgressão; porque, se pela transgressão de um, muitos morreram, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça de um homem, Jesus Cristo, têm sido abundantes sobre muitos.
16E o dom não é como a transgressão de um que pecou; porque o julgamento de uma só transgressão trouxe condenação, mas o dom gratuito, de muitas transgressões, trouxe justificação.
17Pois, se pela transgressão de um, a morte reinou por causa desse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça reinarão em vida por um só, Jesus Cristo.
18Portanto, assim como uma transgressão resultou em condenação sobre todos os seres humanos, assim também um ato de justiça resultou em justificação da vida sobre todos os seres humanos.
19Pois, assim como pela desobediência de um só homem muitos foram feitos pecadores, assim também, pela obediência de um só, muitos serão justificados.
20A Lei veio para que a transgressão aumentasse; mas onde o pecado aumentou, a graça superabundou;
21a fim de que, assim como o pecado reinou para a morte, também a graça reine pela justiça para a vida eterna, por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor.
1Que diremos, pois? Continuaremos no pecado, para que a graça aumente?
2De maneira nenhuma! Nós, que morremos para o pecado, como ainda viveremos nele?
3Ou não sabeis que todos os que somos batizados em Cristo Jesus, somos batizados em sua morte?
4Por isso, estamos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos para a glória do Pai, assim também nós andemos em novidade de vida.
5Pois, se fomos unidos a ele na semelhança de sua morte, também o seremos na da sua ressurreição.
6E sabemos isto: que o nosso velho ser foi crucificado com ele , para que o corpo do pecado seja extinto, a fim de que não mais sirvamos ao pecado;
7pois o que está morto já está absolvido do pecado.
8Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos.
9Porque sabemos que, depois que Cristo foi ressuscitado dos mortos, já não morre mais; a morte já não mais o domina.
10Pois, ao morrer, ele morreu para o pecado de uma vez por todas; mas, ao viver, vive para Deus.
11Assim também vós, considerai que estais mortos para o pecado, mas vivendo para Deus, em Cristo Jesus, nosso Senhor.
12Portanto, não reine o pecado em vosso corpo mortal, para obedecer a ele em seus maus desejos.
13Nem apresenteis os membros do vosso corpo ao pecado como instrumentos de injustiça; em vez disso, apresentai-vos a Deus, como vivos dentre os mortos, e vossos membros como instrumentos de justiça para Deus.
14Pois o pecado não vos dominará, porque não estais sob a Lei, mas sim, sob a graça.
15Então, quê? Pecaremos, já que não estamos sob a Lei, mas sob a graça? De maneira nenhuma!
16Não sabeis vós, que a quem vos apresentardes por servos para obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis? Ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça.
17Porém, graças a Deus que vós éreis servos do pecado, mas agora , de coração obedeceis à forma de doutrina a que vós fostes entregues;
18e, sendo libertos do pecado, vos tornastes servos da justiça.
19Estou falando na lógica humana, pela fraqueza de vossa carne. Pois, assim como apresentastes os membros do vosso corpo como servos da impureza e da maldade para a maldade, assim também apresentai agora os vossos membros como servos da justiça para a santificação.
20Porque quando éreis servos do pecado, estáveis livres da justiça.
21Afinal, que fruto obtivestes das coisas de que agora vos envergonhais? Pois o fim delas é a morte.
22Mas agora, libertos do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação, e por fim a vida eterna;
23porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.
1Não sabeis vós, irmãos (pois estou falando com os que entendem a Lei), que a Lei domina o ser humano por todo o tempo que vive?
2Pois a mulher casada está, pela Lei, ligada ao marido enquanto o ele viver; porém, depois do marido morrer, ela está livre da Lei do marido.
3Ou seja, enquanto o marido viver, ela será chamada de adúltera, se for de outro homem; mas depois de morto o marido, ela está livre da Lei, de maneira que não será adúltera se for de outro homem.
4Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a Lei por meio do corpo de Cristo, para que sejais de outro, daquele que foi ressuscitado dos mortos, a fim de frutificarmos para Deus.
5Pois, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, que eram pela Lei, operavam nos membros do nosso corpo, a fim de frutificarem para a morte.
6Mas agora estamos livres da Lei, estando mortos para aquilo em que estávamos presos, para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da norma escrita.
7Que diremos, pois? É a Lei pecado? De maneira nenhuma! Todavia, eu não teria conhecido o pecado, se não fosse pela Lei; porque não conheceria a cobiça, se a Lei não dissesse: Não cobiçarás. Êxodo 20:17; Deuteronômio 5:21
8Mas o pecado, aproveitando-se do mandamento, operou em mim toda variedade de cobiça. Pois sem a Lei o pecado estaria morto.
9Antes eu vivia sem a Lei; mas quando veio o mandamento, o pecado reviveu, e eu morri;
10e descobri que o mandamento, que era para a vida, resultou-me para a morte.
11Pois o pecado, aproveitando o mandamento, me enganou, e por ele me matou.
12Portanto, a Lei é santa, e o mandamento é santo, justo, e bom.
13Então o que é bom se tornou para mim morte? De maneira nenhuma! Mas foi o pecado, para que se mostrasse como pecado, que operou a morte em mim por meio do bem, a fim de que, por meio do mandamento, o pecado se tornasse excessivamente pecaminoso.
14Pois sabemos que a Lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido como servo do pecado.
15Porque não entendo o que faço, pois o que quero, isso não faço; mas o que eu odeio, isso faço.
16E se faço o que não quero, consinto que a Lei é boa;
17De maneira que agora não sou mais eu que faço aquilo, mas sim, o pecado que habita em mim.
18Porque sei que em mim, isto é, em minha carne, não habita bem algum; porque o querer está em mim; porém o fazer o bem eu não consigo.
19Pois o bem que quero, não faço; mas o mal que não quero, isso faço.
20Ora, se faço o que não quero, não sou eu que faço, mas sim, o pecado que habita em mim.
21Acho, então, esta lei: que quando quero fazer o bem, o mal está comigo.
22Pois, quanto ao ser interior, tenho prazer na Lei de Deus;
23mas em meus membros vejo outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende sob a lei do pecado, que está nos meus membros.
24Miserável homem que sou ! Quem me livrará deste corpo de morte?
25Agradeço a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. Assim, eu mesmo com o entendimento sirvo à Lei de Deus, mas, com a carne, à lei do pecado.
"A fé é crer no que não se vê; a recompensa dessa fé é ver aquilo em que se crê."
— Augustine of Hippo