Bible in a Year
“Truly, truly, I say to you, whoever believes in me will also do the works that I do; and greater works than these will he do, because I am going to the Father. Whatever you ask in my name, this I will do, that the Father may be glorified in the Son. If you ask me anything in my name, I will do it.”John 14:12-14 ESV“Truly, truly, I say to you, whoever believes in me will also do the works that I do; and greater works than these will he do, because I am going to the Father. Whatever you ask in my name, this I will do, that the Father may be glorified in the Son. If you ask me anything in my name, I will do it.”John 14:12-14 ESV

Day 306 / 365

Lucas 7–10

Lucas 7–10

1E depois de acabar todos os seus discursos aos ouvidos do povo, ele entrou em Cafarnaum.

2E o servo de um certo centurião, a quem muito estimava, que estava doente, e a ponto de morrer.

3E quando o centurião ouviu falar sobre Jesus, enviou-lhe uns anciãos dos judeus, rogando-lhe que viesse curar o seu servo.

4Eles vieram a Jesus, e rogaram-lhe com urgência, dizendo: Ele é digno de lhe concederes isto,

5porque ele ama a nossa nação, e ele mesmo construiu a nossa sinagoga.

6Jesus foi com eles; mas quando já não estava longe da casa, o centurião enviou-lhe uns amigos, dizendo-lhe: “Senhor, não te incomodes, porque não sou digno que entres abaixo do meu telhado.

7Por isso que nem mesmo me considerei digno de vir a ti; mas diz uma palavra, e o meu servo sarará.

8Porque também eu sou homem subordinado à autoridade, e tenho soldados sob o meu comando, e digo a este: 'Vai', e ele vai; e a outro: 'Vem', e ele vem; e a meu servo: 'Faz isto', e ele faz”.

9Quando Jesus ouviu isso, admirou-se dele; então se virou, e disse à multidão que o seguia: Digo-vos que nem mesmo em Israel achei tanta fé.

10E quando os que foram enviados voltaram para casa, acharam com boa saúde o servo antes doente.

11E aconteceu no dia seguinte, que Jesus ia a uma cidade chamada Naim, e com ele iam muitos de seus discípulos e uma grande multidão.

12E quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia grande multidão da cidade.

13Quando o Senhor a viu, comoveu-se de intima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores.

14Então se aproximou, tocou o caixão (e os que a levavam, pararam), e disse: Jovem, a ti eu digo: levanta-te.

15E o defunto se sentou e começou a falar; e ele o entregou à sua mãe.

16Todos se encheram de temor, e glorificavam a Deus, dizendo: “Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo!”

17E essa sua fama correu por toda a Judeia, e por toda a região em redor.

18E os discípulos de João lhe anunciaram essas coisas.

19Então João chamou dois de seus discípulos, e os enviou a Jesus, dizendo: “És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?”

20E quando aqueles homens vieram a ele, disseram: “João Batista nos enviou a ti, dizendo: 'És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?'”

21E naquela mesma hora ele curou a muitos de enfermidades, males, e espíritos maus, e a deu vista a muitos cegos.

22E Jesus lhes respondeu: Ide, e anunciai a João as coisas que tendes visto e ouvido: que os cegos veem, os mancos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, e aos pobres é anunciado o Evangelho.

23E bendito é aquele que não se ofender em mim.

24E quando os mensageiros de João se foram, Jesus começou a dizer às multidões acerca de João: Que saístes para ver no deserto? Alguma cana sacudida pelo vento?

25Mas que saístes para ver? Um homem vestido de roupas delicadas? Eis que os que vestem roupas delicadas e vivem no luxo estão nos palácios reais.

26Mas que saístes para ver? Um profeta? Sim, vos digo, e muito mais que profeta.

27Este é aquele de quem está escrito: Eis que envio o meu mensageiro adiante de tua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti.

28Pois eu vos digo, que dentre os nascidos de mulheres, não há profeta maior que João, o Batista; mas o menor no reino dos céus é maior que ele.

29E todo o povo e os publicanos ouviram, concordaram que Deus era justo, e foram batizados com o batismo de João.

30Mas os fariseus e os estudiosos da Lei rejeitaram o conselho de Deus contra si mesmos, e não foram batizados por ele.

31E o Senhor disse: “A quem, pois, compararei as pessoas desta geração? E a quem são semelhantes?

32São semelhantes às crianças sentadas na praça, que gritam umas às outras: 'Nós vos tocamos flautas, mas não dançastes; nós vos cantamos lamentações, mas não chorastes'.

33Porque veio João Batista, que não comia pão, nem bebia vinho, e dizeis: 'Ele tem demônio';

34Veio o Filho do homem, que come e bebe, e dizeis: 'Eis um homem comilão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e dos pecadores'.

35Mas a sabedoria foi considerada justa por todos os seus filhos”.

36E um dos fariseus lhe pediu que comesse com ele; então entrou na casa do fariseu, e sentou-se à mesa .

37E eis que uma mulher da cidade, que era pecadora, quando soube que ele estava na casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro de óleo perfumado.

38E estando atrás, aos seus pés, chorando, começou a molhar-lhe os pés com lágrimas; e os enxugava com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés, e os ungia com o óleo perfumado.

39E quando o fariseu que o havia convidado viu isso , falou consigo mesmo: Se ele fosse profeta, saberia quem e qual é a mulher que o toca; porque ela é pecadora.

40E Jesus lhe respondeu: “Simão, tenho uma coisa a te dizer”; e ele disse: “Dize-a, Mestre”.

41Jesus disse: “Certo credor tinha dois devedores. Um lhe devia quinhentas moedas de prata, e o outro cinquenta.

42Como não tinham com que pagar, perdoou-lhes a dívida de ambos. Dize, pois, qual deles o amará mais?”

43Simão respondeu: Tenho para mim que aquele a quem mais perdoou. E ele lhe disse: Julgaste corretamente.

44Ele se voltou à mulher, e disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei na tua casa, e não me deste água para os pés; porém esta molhou os meus pés com lágrimas, e os enxugou com os seus cabelos da cabeça.

45Tu não me beijaste; porém esta, desde que entrou, não parou de me beijar os pés.

46Não ungiste a minha cabeça com óleo, porém esta ungiu os meus pés com óleo perfumado.

47Por isso te digo, os muitos pecados dela são perdoados, porque muito amou; mas ao que pouco se perdoa, pouco ama.

48E disse a ela: Os teus pecados são perdoados.

49E os que estavam sentados começaram a dizer entre si: Quem é este, que até perdoa pecados?

50E disse à mulher: A tua fé te salvou; vai em paz.

1E aconteceu depois disso, que Jesus andava de cidade em cidade, e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus; e com ele os doze,

2e algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios;

3e Joana, a mulher de Cuza, mordomo de Herodes; e Susana, e muitas outras, que o serviam com seus bens.

4E quando se ajuntou uma multidão, e vindo a ele de todas as cidades, disse por parábola:

5Saiu um semeador a semear sua semente; e quando semeava, caiu uma parte junto ao caminho, e foi pisada, e as aves do céu a comeram.

6E outra parte caiu sobre a pedra; e nascida, secou-se, porque não tinha umidade.

7E outra parte caiu entre espinhos, e nascendo com ela, os espinhos a sufocaram.

8E outra parte caiu em boa terra, e nascida, produziu fruto a cem por um. Depois que disse coisas, exclamava: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

9E os seus discípulos lhe perguntaram: Que parábola é esta?

10Ele disse: A vós é dado conhecer os mistérios do reino de Deus; mas aos outros por parábolas, para que vendo, não vejam; e ouvindo, não entendam.

11Esta é, pois, a parábola: a semente é a palavra de Deus.

12Os que estão junto ao caminho são os que ouvem; depois vem o diabo, e tira-lhes do coração a palavra, para que não creiam nem se salvem.

13E os que estão sobre a pedra são os que, quando ouvem, recebem a palavra com alegria, mas esses não têm raiz, pois creem por algum tempo, mas no tempo da tentação se desviam.

14E o que caiu entre espinhos são os que ouviram, e indo, sufocam-se com as preocupações, e riquezas, e prazeres da vida, e não produzem bom fruto.

15E o que caiu em boa terra, estes são os que, ouvindo a palavra, conservam-na num coração honesto e bom, e dão fruto que permanece.

16E ninguém, quando acende uma lâmpada, cobre-a com algum vaso, ou a põe debaixo da cama; em vez disso põe na luminária, para que os que entram vejam a luz.

17Porque não há coisa oculta que não venha a se manifestar; nem coisa escondida que não venha a ser conhecida, e chegada à luz.

18Portanto, prestai atenção a como ouvis; pois àquele que tiver lhe será dado; e àquele que não tiver, até o que lhe parece ter, dele será tirado.

19E vieram a ele sua mãe e seus irmãos, mas não conseguiam chegar a ele por causa da multidão.

20E foi-lhe anunciado, dizendo: “Tua mãe e teus irmãos estão fora, e querem te ver”.

21Porém, ele lhes respondeu: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a praticam”.

22E aconteceu, num daqueles dias, que Jesus entrou em um barco com seus discípulos, e disse-lhes: “Passemos para o outro lado do lago”. E partiram.

23E enquanto navegavam, Jesus adormeceu; então desceu uma tempestade de vento no lago, e enchiam-se de água , e estavam em perigo.

24Então se aproximaram dele e o despertaram, dizendo: “Mestre, Mestre, estamos perecendo!” E ele se levantou, repreendeu o vento e as ondas da água; e pararam, e fez-se bonança.

25E disse-lhes: “Onde está a vossa fé?” Mas eles, temendo, admiravam-se, e diziam uns aos outros: “Quem é este, que manda até aos ventos, e à água, e lhe obedecem?”

26E navegaram para a terra dos gadarenos, que é do lado oposto à Galileia.

27E quando ele desceu à terra, veio da cidade ao seu encontro um homem, que havia muito tempo que tinha demônios, e não andava vestido, nem habitava em casa nenhuma, mas sim, nos sepulcros.

28Ele viu Jesus, então exclamou, prostrou-se diante dele, e disse com grande voz: “O que eu tenho contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Rogo-te que não me atormentes.”

29Porque ele havia mandado ao espírito imundo que saísse daquele homem; pois muitas vezes apoderava-se dele. E o mantinham preso com cadeias e grilhões; porém ele quebrava o que lhe prendia, e era conduzido pelo demônio aos desertos.

30E Jesus lhe perguntou: “Qual é teu nome?” E ele disse: “Legião” (porque muitos demônios tinham entrado nele).

31E rogavam-lhe que não os mandasse ir para o abismo.

32E havia ali uma manada de muitos porcos, que pastavam no monte; e rogaram-lhe que lhes concedesse entrar neles; e ele lhes concedeu.

33Os demônios saíram daquele homem e entraram nos porcos; e a manada se lançou de um precipício no lago e se afogou.

34Quando os que cuidavam dos porcos viram o que havia acontecido, fugiram; então foram anunciar na cidade e nos campos.

35E saíram para ver o acontecido, e vieram até Jesus; e acharam ao homem de quem os demônios tinham saído, vestido e em pleno juízo, sentado aos pés de Jesus; e temeram.

36E os que tinham visto contaram-lhes também como aquele endemoninhado havia sido liberto.

37E toda o povo da terra dos gadarenos ao redor lhe rogou que se retirasse deles; porque foram tomados por grande temor. Então ele entrou no barco e voltou.

38E aquele homem, de quem os demônios tinham saído, rogou-lhe para que lhe permitisse estar com ele; mas Jesus o despediu, dizendo:

39“Volta para tua casa, e conta como foram grandes as coisas que Deus te fez”. Ele se foi, e pregou por toda a cidade, como foram grandes as coisas que Jesus lhe tinha feito.

40E aconteceu que, quando Jesus voltou, a multidão o recebeu; porque todos o estavam esperando.

41E eis que chegou um homem, cujo nome era Jairo, e era chefe da sinagoga. Então ele se prostrou aos pés de Jesus e rogou-lhe que entrasse em sua casa;

42porque tinha uma filha única, com doze anos de idade, que estava a ponto de morrer. E enquanto ele ia, as multidões o apertavam.

43E uma mulher que tinha um fluxo de sangue, havia doze anos, e já tinha gastado todos os seus pertences com médicos, e não pôde ser curada por nenhum.

44Ela se aproximou de Jesus por detrás, e tocou a borda de sua roupa; e logo o fluxo de seu sangue parou.

45E Jesus disse: “Quem me tocou?” Enquanto todos negavam, disse Pedro e os que com ele estavam: Mestre, as multidões te apertam e empurram, e dizes: Quem me tocou?

46Jesus disse: “Alguém me tocou, pois sei que poder saiu de mim”.

47Então a mulher, vendo que não podia se esconder, veio tremendo, prostrou-se diante dele, e declarou-lhe diante de todo o povo a causa por que o havia tocado, e como logo havia sarado.

48E ele lhe disse: “Tem bom ânimo, filha; a tua fé te sarou; vai em paz”.

49Estando ele ainda falando, veio um da casa do chefe da sinagoga, que lhe disse: “Tua filha já está morta, não incomodes o Mestre.”

50Porém quando Jesus o ouviu, respondeu-lhe: “Não temas; crê somente, e ela será curada”.

51E quando entrou na casa, a ninguém deixou entrar, a não ser a Pedro, Tiago, João, e ao pai e à mãe da menina.

52E todos choravam e lamentavam por ela; mas ele disse: “Não choreis; ela não está morta, mas dorme”.

53E riam dele, porque sabiam que estava morta.

54Porém ele, depois de expulsá-los todos, segurou a mão dela e clamou: “Levanta-te, menina”.

55Então seu espírito voltou, e ela logo se levantou; e Jesus mandou que dessem de comer a ela.

56E seus pais ficaram maravilhados, mas ele lhes mandou que a ninguém dissessem o que havia acontecido.

1Jesus convocou seus doze discípulos, e lhes deu poder e autoridade sobre todos os demônios, e para curarem enfermidades.

2E os enviou para pregar o reino de Deus e para curar os enfermos.

3E disse-lhes: “Não tomeis nada convosco para o caminho: nem vara, nem bolsa, nem pão, nem dinheiro, nem tenhais duas túnicas cada um.

4E em qualquer casa que entrardes, ficai ali, e dali saí.

5E a todo os que não vos receberem, quando sairdes daquela cidade, sacudi até o pó dos vossos pés, em testemunho contra eles”.

6Então eles partiram, e percorreram todas as aldeias, anunciando o Evangelho, e curando em todos os lugares.

7E o tetrarca Herodes ouvia falar todas as coisas que ele fazia; e estava perplexo, porque alguns diziam que João tinha ressuscitado dos mortos;

8e outros, que Elias havia aparecido; e outros, que algum profeta dos antigos havia ressuscitado.

9E Herodes disse: “A João mandei degolar; quem, pois, é este, de quem tais coisas ouço?” E procurava vê-lo.

10E quando os apóstolos, voltaram, contaram a Jesus todas as coisas que tinham feito. Então ele os tomou consigo, e retirou-se à parte a um lugar deserto de uma cidade chamada Betsaida.

11E quando as multidões souberam, seguiram-no. Ele as recebeu, e lhes falava do Reino de Deus, e curava aos que precisavam de cura.

12E o dia já começava a declinar. Então os doze se aproximaram dele, e lhe disseram: “Despede a multidão, para irem aos lugares e aldeias ao redor, se agasalhem, e achem o que comer; porque aqui estamos em lugar deserto”.

13Mas ele lhes disse: “Dai-lhes vós de comer”. E eles disseram: “Não temos mais que cinco pães e dois peixes; a não ser se formos nós mesmos comprar de comer para todo este povo”.

14Porque havia ali quase cinco mil homens. Então disse aos seus discípulos: “Fazei-os se sentarem em grupos de cinquenta em cinquenta”.

15E assim procederam, fazendo todos se sentarem.

16Então ele tomou os cinco pães e os dois peixes e, olhando para o céu, abençoou-os e partiu-os, e os deu a seus discípulos, para os porem diante da multidão.

17E todos comeram, e saciaram-se; e levantaram doze cestos de pedaços que sobraram.

18E aconteceu que, quando ele estava orando só, e seus discípulos estavam com ele, que ele lhes perguntou: “Quem as multidões dizem que eu sou?”

19E eles responderam: “Uns , João Batista; outros, Elias; e outros, que algum dos profetas antigos ressuscitou”.

20E disse-lhes: “E vós, quem dizeis que eu sou?” E Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”.

21Então ele os alertou, e mandou-lhes que não dissessem a ninguém,

22dizendo: “É necessário que o Filho do homem sofra muitas coisas; que seja rejeitado pelos anciãos, pelos chefes dos sacerdotes, e pelos escribas; que seja morto, e que seja ressuscitado ao terceiro dia”.

23E dizia a todos: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia sua cruz, e siga- me.

24Pois quem quiser salvar sua vida a perderá; porém quem, por minha causa, perder a sua vida, esse a salvará.

25Porque, que aproveita para alguém ganhar o mundo todo, e perder ou prejudicar a si mesmo?

26Pois quem se envergonhar de mim e das minhas palavras, dele o Filho do homem se envergonhará, quando vier na sua glória, e na do Pai, e dos santos anjos.

27E em verdade vos digo que, dentre os que aqui estão, há alguns que não experimentarão a morte, até que vejam o Reino de Deus”.

28E aconteceu que, quase oito dias depois dessas palavras, ele tomou consigo a Pedro, João, e a Jacó, e subiu ao monte para orar.

29E ele, enquanto estava orando, a aparência do seu rosto se transfigurou, e sua roupa ficou branca e brilhante.

30E eis que estavam falando com ele dois homens, que eram Moisés e Elias,

31os quais apareceram com glória, e falavam de sua partida, que estava para se cumprir em Jerusalém.

32Pedro e os que estavam com ele estavam cheios de sono; e quando despertaram, viram a glória dele, e aqueles dois homens que estavam com ele.

33E aconteceu que, quando eles estavam saíndo da presença dele, Pedro disse a Jesus: “Mestre, é bom estarmos nós aqui. Façamos três tendas, uma para ti, uma para Moisés, e uma para Elias”, não sabendo o que dizia.

34E enquanto ele dizia isso, veio uma nuvem que os cobriu com a sua sombra; e, quando entraram na nuvem, temeram.

35E veio uma voz da nuvem, que dizia: “Este é o meu Filho amado; a ele ouvi”.

36E, depois de terminada aquela voz, Jesus se encontrava só; e eles se calaram, e por aqueles dias não contaram a ninguém nada do que tinham visto.

37E aconteceu no dia seguinte que, descendo eles do monte, uma grande multidão lhe saiu ao encontro.

38E eis que um homem da multidão clamou: “Mestre, rogo-te que vejas a meu filho, que é o único que tenho,

39e eis que um espírito o toma, e de repente grita, e o convulsiona até espumar, e somente sai dele quando o maltrata severamente.

40E roguei aos teus discípulos que o exupulsassem, mas não conseguiram”.

41E Jesus respondeu: “Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei ainda convosco, e vos suportarei? Traze aqui teu filho”.

42E quando ainda vinha chegando, o demônio o derrubou, e o convulsionou. Porém Jesus repreendeu o espírito imundo, curou ao menino, e o devolveu ao seu pai.

43E todos ficaram perplexos com a grandeza de Deus. E enquanto todos se maravilhavam de tudo o que Jesus fazia, disse aos seus discípulos:

44“Ponde vós em vossos ouvidos estas palavras: que o Filho do homem será entregue nas mãos dos homens”.

45Mas eles não entendiam essa palavra, e era-lhes encoberta, para que não a compreendessem; e temiam perguntar-lhe sobre essa palavra.

46E levantou-se entre eles uma discussão sobre qual deles seria o maior.

47Mas Jesus, conhecendo o pensamento de seus corações, pegou uma criança, e a pôs junto a si.

48Então disse-lhes: “Quem receber esta criança em meu nome, a mim me recebe; e quem receber a mim, recebe o que me enviou; porque aquele que entre todos vós for o menor, esse será grande”.

49João respondeu: “Mestre, vimos um que em teu nome expulsava os demônios, e nós o proibimos, porque não segue conosco”.

50E Jesus lhe disse: “Não o proibais, porque quem não é contra nós, é por nós”.

51E aconteceu que, quando completaram-se os dias em que ele viria a ser recebido no alto, ele se determinou a ir para Jerusalém.

52E mandou mensageiros adiante de si; e eles se foram, e entraram numa aldeia de samaritanos, para lhe fazerem os preparativos.

53Mas não o receberam, porque seu rosto demonstrava que ele ia para Jerusalém.

54Quando seus discípulos, Tiago e João, viram isso , disseram: “Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez?”

55Porém ele se virou, repreendeu-os, e disse: Vós não sabeis de que espírito sois.

56Porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos seres humanos, mas sim para salvá-las.E foram para outra aldeia.

57E aconteceu que, enquanto eles iam pelo caminho, alguém lhe disse: “Senhor, eu te seguirei para onde quer que fores”.

58E Jesus lhe disse: “As raposas têm tocas, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do homem não tem onde deitar a cabeça”.

59E disse a outro: “Segue-me”. Porém ele disse: “Senhor, deixa-me que primeiro eu vá, e eu enterre meu pai”.

60Mas Jesus lhe disse: “Deixa os mortos enterrarem os seus próprios mortos; tu, porém, vai, e anuncia o reino de Deus”.

61E outro também disse: “Senhor, eu te seguirei; mas deixa-me primeiro despedir dos que estão em minha casa”.

62E Jesus lhe disse: “Ninguém que colocar a sua mão no arado e olhar para trás é apto para o reino de Deus”.

1E depois disso, o Senhor ordenou ainda outros setenta, e os mandou de dois em dois adiante de sua face, para toda cidade e lugar aonde ele havia de vir.

2E lhes dizia: “A colheita verdadeiramente é grande, mas os trabalhadores são poucos; portanto rogai ao Senhor da colheita para que ele envie trabalhadores para a sua colheita.

3Ide; eis que eu vos mando como cordeiros no meio dos lobos.

4Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias; e a ninguém saudeis pelo caminho.

5E em qualquer casa que entrardes, dizei primeiro: Paz seja nesta casa.

6E se ali houver algum filho da paz, a vossa paz repousará sobre ele; e se não, ela voltará para vós mesmos.

7E ficai na mesma casa, comendo e bebendo do que eles vos derem; pois o trabalhador é digno do seu salário. Não vos mudeis de casa em casa.

8E em qualquer cidade que entrardes, e vos receberem, comei do que puserem diante de vós.

9E curai os enfermos que nela houver, e dizei-lhes: Chegado é para vós o reino de Deus.

10Mas em qualquer cidade em que entrardes e não vos receberem, saí pelas ruas, e dizei:

11Até o pó da vossa cidade que ficou em nós, sacudimos sobre vós; porém disto sabeis, que o reino de Deus é chegado até vós.

12E eu vos digo, que mais tolerável será naquele dia para Sodoma, do que para aquela cidade.

13Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque se em Tiro e em Sidom tivessem sido feitas as maravilhas que foram feitas entre vós, há muito tempo que teriam se arrependido em saco e em cinza.

14Portanto, para Tiro e Sidom será mais tolerável no juízo, do que para vós.

15E tu, Cafarnaum, que pensas estar elevada ao céu, até o Xeol serás derrubada!

16Quem vos ouve, ouve a mim; e quem vos rejeita, rejeita a mim; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou.

17E os setenta voltaram com alegria, dizendo: Senhor, até os demônios se sujeitam a nós por teu nome.

18E disse-lhes: Eu vi a Satanás, que caía do céu como um raio.

19Eis que vos dou poder para pisar sobre serpentes e escorpiões, e sobre toda a força do inimigo, e nada vos fará dano nenhum.

20Mas não vos alegreis de que os espíritos se sujeitem a vós; em vez disso, alegrai-vos por vossos nomes estarem escritos nos céus.

21Naquela hora Jesus se alegrou em espírito, e disse: Graças te dou, o Pai, Senhor do céu e da terra; porque tu escondeste estas coisas aos sábios e instruídos, e as revelaste às crianças. Sim, Pai, porque assim lhe agradou diante de ti.

22Todas as coisas me foram entregues pelo meu Pai; e ninguém sabe quem é o Filho, a não ser o Pai; nem quem é o Pai, a não ser o Filho, e a quem o Filho o quiser revelar.

23E virando-se para seus discípulos, disse -lhes à parte: Bem-aventurados os olhos que veem o que vós vedes.

24Porque vos digo, que muitos profetas e reis desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; o ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram.

25E eis que um certo estudioso da Lei se levantou, tentando-o, e dizendo: Mestre, o que devo fazer para ter para herdar a vida eterna?

26E ele lhe disse: O que está escrito na Lei? Como tu a lês?

27E respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo teu coração, e de toda tua alma, e de todas tuas forças, e de todo teu entendimento; e amarás a teu próximo como a ti mesmo.

28E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso, e viverás.

29Mas ele, querendo se justificar, disse a Jesus: E quem é o meu próximo?

30E respondendo Jesus, disse: Um homem descia de Jerusalém a Jericó, e foi atacado por assaltantes, que também tiraram suas roupas, espancaram-no, e se foram, deixando-o meio morto.

31E por acaso descia um certo sacerdote pelo mesmo caminho, e vendo-o, passou longe dele .

32E semelhantemente também um levita, chegando junto a aquele lugar, veio, e vendo-o, passou longe dele

33Porém um certo samaritano, que ia pelo caminho, veio junto a ele, e vendo-o, teve compaixão dele .

34E chegando-se, amarrou-lhe um curativo nas feridas, pondo-lhe nelas azeite e vinho; e pondo-o sobre o animal que o transportava, levou-o para uma hospedaria, e cuidou dele.

35E partindo-se no outro dia, tirou dois dinheiros, e os deu para o hospedeiro; e disse-lhe: Cuide dele; e tudo o que gastares a mais, eu te pagarei quando voltar.

36Quem, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que foi atacado por assaltantes?

37Ele disse: Aquele que agiu tendo misericórdia com ele.Então Jesus lhe disse: Vai, e faze da mesma maneira.

38E aconteceu que eles, enquanto eles caminhavam, ele entrou em uma aldeia; e uma certa mulher, de nome Marta, o recebeu em sua casa.

39E esta tinha uma irmã, chamada Maria, a qual, sentando-se também aos pés de Jesus, ouvia sua palavra.

40Marta, porém, ficava muito ocupada com muitos serviços; e ela, vindo, disse: Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha para servir? Dize a ela, pois, que me ajude.

41E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, tu és preocupada com muitas coisas, e perturbada por elas;

42Mas somente uma coisa é necessária. E Maria escolheu a parte boa, a qual não lhe será tirada.

"Deus está sempre fazendo 10.000 coisas em sua vida, e você talvez perceba apenas três."

John Piper

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