Day 305 / 365
Lucas 4–6
Lucas 4–6
1E Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão, e foi levado pelo Espírito ao deserto.
2E por quarenta dias foi tentado pelo diabo; e não comeu coisa alguma naqueles dias; e terminados eles, depois teve fome.
3Então o diabo lhe disse: Se tu és Filho de Deus, diz a esta pedra que se transforme em pão.
4Jesus lhe respondeu: Está escrito que não só de pão viverá o ser humano, mas de toda palavra de Deus. Deuteronômio 8:3
5E o diabo o levou a um alto monte, e lhe mostrou todos os reinos do mundo num instante.
6E o diabo lhe disse: Darei a ti todo este poder e sua glória; pois a mim foram entregues, e os dou a quem quero.
7Portanto, se tu me adorares, tudo será teu.
8E Jesus lhe respondeu: Para trás de mim, Satanás!Porque está escrito: Adorarás ao Senhor teu Deus, e só a ele servirás. Deuteronômio 6:13
9Então o levou a Jerusalém, e o pôs sobre a parte mais alta do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo.
10Porque está escrito que: Mandará aos seus acerca de ti que te guardem. Salmos 91:11
11E que: te sustentarão pelas mãos, para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra. Salmos 91:12
12Jesus lhe respondeu: Dito está: Não tentes ao Senhor teu Deus. Deuteronômio 6:16
13E quando o diabo acabou toda a tentação, ausentou-se dele por algum tempo.
14Então Jesus, no poder do Espírito, voltou para a Galileia, e sua fama se espalhou por toda a região ao redor.
15Ele ensinava em suas sinagogas, e era recebido com honra por todos.
16Ele foi a Nazaré, onde havia sido criado, e entrou, conforme o seu costume, num dia de Sábado, na sinagoga; e levantou-se para ler.
17Foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e quando abriu o livro, achou o lugar onde estava escrito:
18O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para evangelizar os pobres, me enviou para curar os contritos de coração;
19para proclamar liberdade aos cativos e dar vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, para proclamar o ano agradável do Senhor. Isaías 61:1-2
20Ele fechou o livro, e devolveu-o ao assistente, e se sentou. Os olhos de todos na sinagoga estavam fixos nele.
21Então ele começou a lhes dizer: Hoje esta escritura se cumpriu em vossos ouvidos.
22E todos davam testemunho dele, e se admiravam das palavras graciosas que saíam da sua boca; e diziam: Não é este o filho de José?
23E ele lhes disse: Sem dúvida me direis este provérbio: Médico, cura a ti mesmo; faz também aqui na tua terra natal todas as coisas que ouvimos terem sido feitas em Cafarnaum.
24E disse: Em verdade vos digo que nenhum profeta é bem recebido na sua terra natal.
25Porém em verdade vos digo que hava muitas viúvas em Israel nos dias de Elias, quando o céu se fechou por três anos e seis meses, de modo que em toda aquela terra houve grande fome.
26Mas a nenhuma delas Elias foi enviado, a não ser a uma mulher viúva de Sarepta de Sidom.
27E havia muitos leprosos em Israel no tempo do profeta Eliseu; mas nenhum deles foi limpo, a não ser Naamã, o sírio.
28E todos na sinagoga, quando ouviram essas coisas, encheram-se de ira.
29Então se levantaram, expulsaram-no da cidade, e o levaram até o topo do monte em que sua cidade era construída, para dali o lançarem abaixo.
30Porém ele passou por meio deles, e se retirou.
31Ele desceu a Cafarnaum, cidade de Galileia; e ali os ensinava nos sábados.
32E admiravam o seu ensino, pois a sua palavra era com autoridade.
33E estava na sinagoga um homem que tinha um espírito de um demônio imundo, e gritou com alta voz,
34dizendo: Ah, que temos contigo, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Sei quem és: o Santo de Deus.
35E Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te, e, sai dele. E o demônio o derrubou no meio do povo , e saiu dele sem lhe fazer dano algum.
36E espanto veio sobre todos; e falavam entre si uns aos outros, dizendo: Que palavra é esta, que até aos espíritos imundos ele manda com autoridade e poder, e eles saem?
37E sua fama era divulgada em todos os lugares em redor daquela região.
38Jesus levantou-se da sinagoga, e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava doente de uma grande febre, e rogaram-lhe por ela.
39Ele se inclinou a ela, e repreendeu a febre, que a deixou. Ela imediatamente se levantou e começou a lhes servir.
40Quando o sol estava se pondo, troxeram-lhe todos os que estavam enfermos de varias doenças. Ele punha as mãos sobre cada um deles e os curava.
41E também de muitos saíam demônios, gritando, e dizendo: Tu és o Cristo, o Filho de Deus. Ele os repreendia, e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Cristo.
42E sendo já dia, ele saiu, e foi a um lugar deserto. As multidões o buscavam; então vieram a ele, e queriam detê-lo, para que não os deixasse.
43Porém ele lhes disse: Também é necessário que eu anuncie a outras cidades o evangelho do Reino de Deus; pois para isso sou enviado.
44E ele pregava nas sinagogas da Galileia.
1E aconteceu que as multidões o comprimiam para ouvir a palavra de Deus, quando ele estava junto ao lago de Genesaré.
2Então ele viu dois barcos que estavam próximos da margem do lago, e os pescadores haviam descido deles, e estavam lavando as redes.
3Ele entrou num daqueles barcos, que era o de Simão, e lhe pediu que o afastasse um pouco da terra. Depois se sentou, e do barco ensinou às multidões.
4Quando acabou de falar, disse a Simão: Vai à água profunda, e lançai as vossas redes para pescar.
5Simão lhe respondeu: Mestre, trabalhamos toda a noite, mas nada pegamos; mas pela tua palavra lançarei a rede.
6Eles fizeram assim, e recolheram grande quantidade de peixes, e sua rede estava se rompendo.
7Então acenaram aos companheiros que estavam no outro barco, para que viessem os ajudar. Vieram, e encheram ambos os barcos, de tal maneira que quase afundavam.
8Quando Simão Pedro viuisso , prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador.
9Pois ele estava cheio de espanto, como todos os que estavam com ele, por causa da coleta de peixes que haviam feito.
10E semelhantemente, também, Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram colegas de Simão. E Jesus disse a Simão: Não temas, de agora em diante pescarás gente.
11Eles levaram os barcos para a terra, deixaram tudo, e o seguiram.
12E aconteceu que, quando ele estava numa daquelas cidades, eis que um homem cheio de lepra viu Jesus; então prostrou-se sobre o rosto, e lhe rogou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes me tornar limpo.
13Ele estendeu a mão, e o tocou, dizendo: Quero; sê limpo. E logo a lepra desapareceu dele.
14E mandou-lhe que não o dissesse a ninguém: Mas vai, mostra-te ao sacerdote, e oferece por tua purificação, como Moisés mandou, para lhes dar testemunho.
15Porém a sua fama se espalhava ainda mais; e ajuntavam-se muitas multidões para o ouvir, e para serem por ele curadas de suas enfermidades.
16Porém ele se retirava para os desertos, e ali orava.
17E aconteceu num daqueles dias que estava ensinando, e estavam ali sentados fariseus e instrutores da lei, que tinham vindo de todas as aldeias da Galileia, da Judeia, e de Jerusalém; e o poder do Senhor estava ali para os curar.
18E eis que uns homens traziam numa cama um homem que estava paralítico; e procuravam levá-lo para dentro, a fim de o porem diante dele.
19Como não acharam por onde pudessem levá-lo para dentro, por causa da multidão, subiram ao telhado, e pelas telhas o baixaram com o leito para o meio do povo , diante de Jesus.
20Ele viu a fé deles, e disse-lhe: Homem, teus pecados são perdoados.
21E os escribas e os fariseus começaram a questionar, dizendo: Quem é este que fala blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão só Deus?
22Porém Jesus, conhecendo os seus pensamentos, respondeu-lhes: O que pensais em vossos corações?
23O que é mais fácil? Dizer: Teus pecados são perdoados? Ou dizer: Levanta-te, e anda?
24Para que saibais que o Filho do homem tem poder sobre a terra para perdoar pecados, (disse ao paralítico:) Eu te digo, levanta-te, toma o teu leito, e vai para a tua casa.
25E ele levantou-se imediatamente diante deles, tomou o leito em que estava deitado, e foi para a sua casa, glorificando a Deus.
26E todos ficaram admirados, e glorificaram a Deus; e ficaram cheios de temor, dizendo: Hoje vimos maravilhas!
27Depois destas coisas, ele saiu; e viu um publicano, chamado Levi, sentado na coletoria de tributos, e disse-lhe: Segue-me.
28Ele deixou tudo, levantou-se, e o seguiu.
29E Levi lhe fez um grande banquete em sua casa; e havia ali uma grande multidão de publicanos e de outros que estavam sentados com eles à mesa .
30E seus escribas e fariseus murmuravam contra os seus discípulos, dizendo: Por que comeis e bebeis com publicanos e pecadores?
31Jesus lhes respondeu: Os que estão sãos não precisam de médico, mas sim os que estão doentes.
32Eu não vim para chamar os justos, mas sim, os pecadores, ao arrependimento.
33Então eles lhe disseram: Por que os discípulos de João jejuam muitas vezes, e fazem orações, como também os dos fariseus, mas os teus comem e bebem?
34Mas ele lhes disse: Podeis vós fazer jejuar os convidados do casamento, enquanto o noivo está com eles?
35Porém virão dias em que o esposo lhes será tirado; então naqueles dias jejuarão.
36E dizia-lhes também uma parábola: Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha; de outra maneira, o novo rompe, e o remendo do novo não será adequado ao velho.
37E ninguém põe vinho novo em odres velhos; de outra maneira, o vinho novo romperá os odres, e se derramará, e os odres são destruídos.
38Mas o vinho novo deve ser posto em odres novos, e ambos se conservam.
39E ninguém que beber do velho quer logo o novo; porque diz: O velho é melhor.
1E aconteceu que, no segundo sábadodepois do primeiro, Jesus passou pelas plantações, e seus discípulos iam arrancando espigas, e comiam, debulhando-as com as mãos.
2E alguns dos fariseus lhes disseram: Por que fazeis o que não é lícito fazer nos sábados?
3E Jesus lhes respondeu: Nunca lestes isto, o que Davi fez quando teve fome, ele e os que com ele estavam?
4Como entrou na casa de Deus, tomou, e comeu os pães da apresentação, e deu também aos que estavam com ele, pães que não é lícito comer, a não ser só os sacerdotes?
5E dizia-lhes: O Filho do homem é Senhor até do sábado.
6E aconteceu também em outro sábado que entrou na sinagoga, e estava ensinado; e ali estava um homem que tinha a mão direita definhada.
7E os escribas e fariseus o observavam, se o curaria no sábado; para acharem de que o acusar.
8Mas ele bem sabia dos seus pensamentos; e disse ao homem que tinha a mão definhada: Levanta-te, e põe-te em pé no meio. E ele se levantou e se pôs de pé.
9Então Jesus lhes disse: Uma coisa vos perguntarei: É lícito nos sábados fazer bem, ou fazer mal? Salvar uma pessoa, ou matá-la?
10E ele, olhando para todos em redor, disse ao homem: Estende a tua mão. E ele assim o fez; e a mão foi lhe restituída sã como a outra.
11Então encheram-se de ira; e conversaram uns com os outros sobre o que fariam a Jesus.
12E aconteceu que naqueles dias ele foi ao monte para orar; e passou a noite orando a Deus.
13E quando já era dia, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem também chamou de apóstolos:
14Simão, a quem também chamou de Pedro, e seu irmão André; Tiago, e João; Filipe, e Bartolomeu.
15Mateus, Tomé; Tiago filho de Alfeu, e Simão chamado “o Zelote”.
16Judas de Tiago, e Judas Iscariotes, o mesmo que foi o traidor.
17Ele desceu com eles, parou num lugar plano, e também com ele uma grande quantidade dos seus discípulos, e grande multidão do povo de toda a Judeia, de Jerusalém, da costa marítima de Tiro, e de Sidom,
18que tinham vindo para o ouvir, e para serem curados das suas enfermidades, como também os atormentados por espíritos imundos; e foram curados.
19E toda a multidão procurava tocá-lo; porque dele saía poder, e curava a todos.
20Ele levantou os olhos aos seus discípulos, e disse: Benditos sois vós, os pobres, porque o Reino de Deus é vosso.
21Benditos sois vós que agora tendes fome, porque sereis saciados. Benditos sois vós que agora chorais, porque rireis.
22Benditos sereis quando as pessoas vos odiarem, quando vos separarem, vos insultarem, e rejeitarem o vosso nome como mau, por causa do Filho do homem.
23Contentai-vos nesse dia, e saltai de alegria, porque eis que grande é a vossa recompensa nos céus; pois assim os pais deles faziam aos profetas.
24Mas ai de vós, ricos, porque já tendes a vossa consolação.
25Ai de vós que estais saciados, porque tereis fome. Ai de vós que agora rides, porque lamentareis, e chorareis.
26Ai de vós quando todas as pessoas falarem bem de vós; porque assim os pais deles faziam aos falsos profetas.
27Mas a vós, que estais ouvindo, digo: amai os vossos inimigos; fazei bem aos que vos odeiam;
28bendizei aos que vos maldizem, e orai pelos que vos maltratam.
29Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te tirar a capa, não recuses a túnica.
30Dá a quem te pedir; e ao que te tomar o que é teu, não o peças de volta.
31E como vós quereis que as pessoas vos façam, fazei-lhes vós também da mesma maneira.
32E se amardes aos que vos amam, que mérito tereis? Pois também os pecadores amam os que os amam.
33E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que mérito tereis? Pois também os pecadores fazem o mesmo.
34E se emprestardes àqueles de quem esperais receber de volta, que mérito tereis? Pois também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberam de volta o tanto equivalente.
35Em vez disso, amai aos vossos inimigos, fazei o bem, e emprestai, sem nada esperar disso; e grande será a vossa recompensa, e sereis filhos do Altíssimo; porque é benigno até para com os ingratos e maus.
36Portanto, sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso.
37Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; liberai, e vos liberarão.
38Dai, e será vos dado; medida boa, comprimida, sacudida e transbordante vos darão no vosso colo; pois com a mesma medida que medirdes vos medirão de volta.
39E disse-lhesuma parábola: Acaso pode o cego guiar outro cego? Não cairão ambos no buraco?
40O discípulo não está acima do seu mestre; mas todo aquele que estiver completamente capacitado será como o seu mestre.
41E por que tu prestas atenção no cisco que está no olho do teu irmão, e não enxergas a trave que está no teu próprio olho?
42Ou como podes dizer a teu irmão: “Irmão, deixa-me tirar o cisco que está no teu olho”, se tu mesmo não prestas atenção na trave que está no teu olho? Hipócrita, tira primeiro a trave de teu olho, e então verás bem para tirar o cisco que está no olho do teu irmão.
43Pois não há boa árvore que dê mau fruto, nem árvore má que dê bom fruto.
44Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros, nem se tiram uvas dos cardos.
45A boa pessoa tira o bem do bom tesouro do seu coração, e a pessoa má tira o mal do mau tesouro do seu coração; pois a sua boca fala daquilo que o coração tem em abundância.
46E por que me chamais: “Senhor!”, “Senhor!”, e não fazeis o que eu digo?
47Todo aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras, e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante:
48Semelhante é ao homem que construiu uma casa, cavou, abriu bem fundo, e pôs o fundamento sobre a rocha; e quando veio a enchente, a corrente bateu com ímpeto naquela casa, e não a pôde abalar, porque estava fundada sobre a rocha.
49Mas aquele que ouve e não pratica é semelhante ao homem que construiu uma casa sobre a terra, sem fundamento, na qual a corrente bateu com ímpeto, e logo caiu; e foi grande a queda daquela casa.
"Deus é mais glorificado em nós quando estamos mais satisfeitos nele."
— John Piper