Day 303 / 365
Marcos 13–15
Marcos 13–15
1Quando ele estava saindo do templo, um de seus discípulos lhe disse: Mestre, olha que pedras, e que edifícios!
2Jesus respondeu, dizendo-lhe: Vês estes grandes edifícios? Não será deixada pedra sobre pedra, que não seja derrubada.
3Depois, sentando-se ele no monte das Oliveiras, de frente ao templo, Pedro, Tiago, João, e André perguntaram-lhe à parte:
4Dize-nos, quando serão essas coisas? E que sinal haverá de quando todas essas coisas se cumprirão?
5E Jesus, respondendo-lhes, começou a dizer: Cuidado! ninguém vos engane;
6porque muitos virão em meu nome, dizendo: “Sou eu”, e enganarão a muitos.
7E quando ouvirdes de guerras e de rumores de guerras, não vos perturbeis; porque assim deve acontecer; mas ainda não será o fim.
8Porque nação se levantará contra nação, e reino contra reino, e haverá terremotos em muitos lugares, e haverá fomes e tumultos. Estes serão os princípios das dores.
9Mas cuidai de vós mesmos; porque vos entregarão em tribunais e em sinagogas; sereis açoitados, e sereis levados diante de governadores e reis, por causa de mim, para que lhes haja testemunho.
10Mas antes o Evangelho deve ser pregado entre todas as nações.
11Porém, quando vos levarem para vos entregar, não estejais ansiosos antecipadamente do que deveis dizer, nem o planejeis; mas o que naquela hora for dado, isso falai. Porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo.
12E o irmão entregará ao irmão à morte, e o pai ao filho; e os filhos se levantarão contra os pais, e os matarão.
13E sereis odiados por todos por causa do meu nome; mas quem perseverar até o fim, esse será salvo.
14E quando virdes a abominação da desolação, que foi dita pelo profeta Daniel, estar onde não deve, (quem lê, entenda), então os que estiverem na Judeia, fujam para os montes.
15E quem estiver sobre telhado, não desça para a casa, nem entre para tomar alguma coisa de sua casa.
16E quem estiver no campo, não volte atrás, para tomar sua roupa.
17Mas ai das grávidas, e das que amamentarem naqueles dias!
18Orai, porém, para que a vossa fuga não aconteça no inverno.
19Porque aqueles dias serão de tal aflição, qual nunca foi desde o princípio da criação das coisas, que Deus criou, até agora, nem jamais será.
20E se o Senhor não encurtasse aqueles dias, ninguém se salvaria; mas por causa dos escolhidos, que escolheu, ele encurtou aqueles dias.
21Então se alguém vos disser: “Eis aqui o Cristo”; ou “ei-lo ali”, não creiais nele.
22Porque se levantarão falsos cristos, e falsos profetas, que farão sinais e prodígios, para enganar, se possível, até os escolhidos.
23Vós, porém, tende cuidado; eis que tenho vos dito tudo com antecedência.
24Mas naqueles dias, depois daquela aflição, o sol se escurecerá, e a lua não dará seu brilho;
25as estrelas do céu cairão, e as forças que estão nos céus se abalarão.
26Então verão o Filho do homem vir nas nuvens, com grande poder e glória.
27Ele então enviará os seus anjos, e ajuntará os seus escolhidos dos quatro ventos, desde a extremidade da terra, até a extremidade do céu.
28E aprendei a parábola da figueira: Quando o seu ramo já vai ficando tenro, e brota folhas, bem sabeis que o verão já está perto.
29Assim também vós, quando virdes suceder estas coisas, sabei que já está perto, às portas.
30Em verdade vos digo que não passará esta geração, até que todas estas coisas aconteçam.
31O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras em maneira nenhuma passarão.
32Porém daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, a não ser somente o Pai.
33Olhai, vigiai, e orai; porque não sabeis quando será o tempo.
34Assim como o homem que, partindo-se para fora de sua terra, deixou sua casa, e deu autoridade aos seus servos, e a cada um o seu trabalho, e mandou ao porteiro que vigiasse,
35assim também vigiai, porque não sabeis quando virá o Senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã,
36para que ele não venha de repente, e vos ache dormindo.
37E as coisas que vos digo, digo a todos: Vigiai.
1E dali a dois dias era a Páscoa, e a festa dos pães sem fermento; e os chefes dos sacerdotes, e os escribas buscavam um meio de prendê-lo através de um engano, e o matarem.
2Diziam, porém: “Não na festa, para que não aconteça tumulto entre o povo.”
3E estando ele em Betânia, na casa de Simão o Leproso, sentado à mesa , veio uma mulher, que tinha um vaso de alabastro, de óleo perfumado de nardo puro, de muito preço, e quebrando o vaso de alabastro, derramou-o sobre a cabeça dele.
4E houve alguns que em si mesmos se indignaram, e disseram: “Para que foi feito este desperdício do óleo perfumado?
5Porque isto podia ter sido vendido por mais de trezentos denários, e seria dado aos pobres.” E reclamavam contra ela.
6Porém Jesus disse: “Deixai-a; por que a incomodais? Ela me fez boa obra.
7Porque pobres sempre tendes convosco; e quando quiserdes, podeis lhes fazer bem; porém a mim, nem sempre me tendes.
8Esta fez o que podia; adiantou-se para ungir o meu corpo, para a sepultura.
9Em verdade vos digo, que onde quer que em todo o mundo este Evangelho for pregado, também o que esta fez será dito em sua memória.”
10E Judas Iscariotes, um dos doze, foi aos chefes dos sacerdotes, para o entregar a eles.
11E eles ouvindo, alegraram-se; e prometeram lhe dar dinheiro; e buscava como o entregaria em tempo oportuno.
12E o primeiro dia dos pães sem fermento, quando sacrificavam o cordeiro da Páscoa, seus discípulos lhe disseram: “Onde queres que vamos preparar para comerdes a Páscoa?”
13E mandou dois de seus discípulos, e disse-lhes: “Ide à cidade, e um homem que leva um cântaro de água vos encontrará, a ele segui.
14E onde quer que ele entrar, dizei ao senhor da casa: O Mestre diz: Onde está o cômodo onde comerei Páscoa com meus discípulos?
15E ele vos mostrará um grande salão, ornado e preparado; ali fazei os preparativos para nós.”
16E seusdiscípulos saíram, e vieram à cidade, e acharam como havia lhes dito, e prepararam a Páscoa.
17E chegada a tarde, veio com os doze.
18E quando se sentaram à mesa , e comeram, Jesus disse: “Em verdade vos digo, que um de vós, que está comendo comigo, me trairá.”
19E eles começaram a se entristecer, e a lhe dizer um após outro: “Por acaso sou eu?” E outro: “Por acaso sou eu?”
20Porém ele lhes respondeu: “É um dos doze, o que está molhando a mão comigo no prato.
21Em verdade o Filho do homem vai, como está escrito sobre ele; mas ai daquele homem por quem o Filho do homem é traído; bom lhe fosse ao tal homem não haver nascido.”
22E enquanto eles comiam, Jesus tomou o pão; e bendizendo, partiu-o, deu-lhes, e disse: “Tomai, comei, isto é o meu corpo.”
23E tomando o copo, e dando graças, deu-lhes; e todos beberam dele.
24E disse-lhes: “Isto é o meu sangue, o do novo testamento, que é derramado por muitos.
25Em verdade vos digo, que não beberei mais do fruto da vide, até aquele dia, quando o beber novo no Reino de Deus.”
26E depois de cantarem um hino, saíram para o monte das Oliveiras.
27E Jesus lhes disse: “Todos vós falhareis comigo esta noite; porque está escrito: Ferirei ao pastor, e as ovelhas serão dispersas. Zacarias 13:7
28Mas depois de eu haver ressuscitado, irei adiante de vós para a Galileia.”
29E Pedro lhe disse: “Ainda que todos falhem, eu não falharei .”
30Jesus lhe disse: “Em verdade te digo, que hoje, nesta noite, antes que o galo cante duas vezes, me negarás três vezes.”
31Mas Pedro , insistindo, dizia: “Ainda que me seja necessário morrer contigo, em maneira nenhuma te negarei.” E todos diziam também da mesma maneira.
32E vieram ao lugar, cujo nome era Getsêmani, e disse a seus discípulos: “Sentai-vos aqui, enquanto eu oro.”
33E tomou consigo Pedro, Tiago, e João, e começou a ficar muito apavorado e angustiado.
34E disse-lhes: “Minha alma totalmente está triste até a morte; ficai-vos aqui, e vigiai.”
35Então ele foi um pouco mais adiante, e prostrou-se em terra. E orou, que se fosse possível, afastasse dele aquela hora.
36E disse: “Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; passa de mim este copo; porém não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres .”
37Depois veio de volta, e os achou dormindo; e disse a Pedro: “Simão, estás dormindo? Não podes vigiar uma hora?
38Vigiai, e orai, para que não entreis em tentação; o espírito em verdade está pronto, mas a carne é fraca.”
39E depois que se foi novamente, orou, dizendo as mesmas palavras.
40Quando voltou, achou-os outra vez dormindo; porque os olhos deles estavam pesados, e não sabiam o que lhe responder.
41E veio a terceira vez, e disse-lhes: “Ainda estais dormindo e descansando? Basta, chegada é a hora. Eis que o Filho do homem é entregue em mãos dos pecadores.
42Levantai-vos, vamos; eis que o que me trai está perto.
43E logo, enquanto ele ainda estava falando, veio Judas, que era um dos doze, e com ele uma grande multidão, com espadas e bastões, da parte dos chefes dos sacerdotes, dos escribas, dos anciãos.
44E o que o traía lhes tinha dado um sinal comum, dizendo: “Ao que eu beijar, é esse; prendei-o, e levai-o em segurança.”
45E quando veio, logo foi-se a ele, e disse-lhe: “Rabi, Rabi”, e o beijou.
46Então o agarraram, e o prenderam.
47E um dos que estavam ali presentes puxou a espada, feriu o servo do sumo sacerdote, e cortou-lhe a orelha.
48Jesus começou a lhes dizer: “Viestes me prender com espadas e bastões, como se eu fosse um bandido?
49Todo dia eu estava convosco no templo, ensinando, e não me prendestes; mas assim se faz para que as Escrituras se cumpram.”
50Então todos o deixaram, e fugiram.
51E certo rapaz o seguia, envolto num lençol sobre o corpo nu. E os rapazes o agarraram.
52Mas ele largou o lençol, e fugiu deles nu.
53E levaram Jesus ao sumo sacerdote; e ajuntaram-se a ele todos os chefes dos sacerdotes, os anciãos, e os escribas.
54E Pedro o seguiu de longe até dentro do pátio do sumo sacerdote, e ficou sentado com os oficiais, esquentando-se ao fogo.
55E os chefes dos sacerdotes, e todo o supremo conselho buscavam algum testemunho contra Jesus, para o matarem, e não o achavam.
56Porque muitos davam falso testemunho contra ele, mas os testemunhos não concordavam entre si.
57E alguns se levantavam e davam falso testemunho contra ele, dizendo:
58“Nós o ouvimos dizer: Eu derrubarei este templo feito por mãos, e em três dias construirei outro feito não por mãos.
59E nem assim o testemunho deles era concordante.
60Então o sumo sacerdote levantou-se no meio, e perguntou a Jesus: “Não respondes nada? O que estes testemunham contra ti?”
61Mas ele ficou calado, e nada respondeu. O sumo sacerdote voltou a lhe perguntar: “És tu o Cristo, o Filho daquele que é Bendito?”
62Jesus respondeu: “Eu sou. E vereis o Filho do homem sentado à direita do Poderoso , e vindo com as nuvens do céu.”
63E o sumo sacerdote, rasgando suas roupas, disse: “Para que mais necessitamos de testemunhas?
64Vós ouvistes a blasfêmia. Que vos parece?” E todos o condenaram como culpado de morte.
65E alguns começaram a cuspir nele, e a cobrir o rosto dele; e a dar-lhe de socos, e dizer-lhe: “Profetiza”. E os oficiais lhe davam bofetadas.
66E, enquanto Pedro estava no pátio abaixo, veio uma das servas do sumo sacerdote.
67Quando ela viu Pedro, que estava sentado esquentando-se, olhou para ele, e disse: “Também tu estavas com Jesus, o Nazareno.”
68Mas ele negou, dizendo: “Não o conheço, nem sei o que dizes.”; e saiu para o alpendre. Então o galo cantou.
69A serva o viu outra vez, e começou a dizer aos que ali estavam: “Este é um deles”.
70Mas ele o negou de novo. E pouco depois, outra vez os que ali estavam disseram a Pedro: “Verdadeiramente tu és um deles; pois também és galileu”, e a tua fala é semelhante”.
71Então ele começou a amaldiçoar e a jurar, dizendo : “Não conheço esse homem de quem dizeis.”
72O galo cantou a segunda vez. E Pedro se lembrou da palavra que Jesus havia lhe dito: “Antes que o galo cante duas vezes, tu me negarás três vezes.” Então ele retirou-se dali e chorou.
1E logo ao amanhecer, os chefes dos sacerdotes tiveram uma reunião com os anciãos, com os escribas, e com todo o supremo conselho; e, amarrando Jesus, levaram -no e o entregaram a Pilatos.
2E Pilatos lhe perguntou: És tu o Rei dos Judeus? E ele lhe respondeu: Tu o dizes.
3E os chefes dos sacerdotes o acusavam de muitas coisas, porém ele nada respondia.
4E outra vez Pilatos lhe perguntou: Não respondes nada? Olha quantas coisas testemunham contra ti!
5Mas Jesus nada mais respondeu, de maneira que Pilatos ficou surpreso.
6Na festa, Pilatos lhes soltava um preso, qualquer um que pedissem.
7E havia um chamado Barrabás, preso com outros revoltosos, que numa rebelião havia cometido uma morte.
8E a multidão, gritando, começou a pedir, como sempre lhes havia feito.
9E Pilatos lhes respondeu: Quereis que eu vos solte o Rei dos Judeus?
10(Porque ele sabia que os chefes dos sacerdotes haviam o entregue por inveja).
11Mas os chefes dos sacerdotes incitaram a multidão, para que, em vez disso, lhes soltasse Barrabás.
12E Pilatos, respondendo, disse-lhes outra vez: Que, pois, quereis que eu faça com aquele a quem chamais Rei dos Judeus?
13E eles voltaram a clamar: Crucifica-o!
14Mas Pilatos lhes disse: Por quê? Que mal ele fez? E eles gritavam ainda mais: Crucifica-o!
15Então Pilatos, querendo satisfazer à multidão, soltou-lhes Barrabás; e entregou Jesus açoitado, para que fosse crucificado.
16E os soldados o levaram para o pátio, que é o pretório; e convocaram toda a tropa.
17E o vestiram de púrpura; teceram uma coroa de espinhos, e puseram nele.
18E começaram a saudá-lo: Viva! Ó Rei dos Judeus!
19E feriram a sua cabeça com uma cana, cuspiram nele, e, ajoelhados, o adoraram.
20Quando o escarneceram, despiram-lhe a púrpura, vestiram-no com as suas próprias roupas, e o levaram afora, para o crucificarem.
21E forçaram um Simão cireneu, que estava passando, vindo do campo, o pai de Alexandre e de Rufo, para que levasse sua cruz.
22E o levaram ao lugar de Gólgota, que traduzido é: o lugar da caveira.
23E ofereceram-lhe a beber vinho misturado com mirra; mas ele não o tomou.
24E havendo o crucificado, repartiram a roupas dele, lançando-lhes sortes, para o que cada um levaria.
25Era a hora terceira, e o crucificaram.
26E a descrição de sua acusação estava acima escrita: O REI DOS JUDEUS.
27E crucificaram com ele dois ladrões, um à sua direita, e outro à esquerda.
28E cumpriu-se a Escritura que diz: E foi contado com os malfeitores.
29E os que passavam blasfemavam dele, balançando suas cabeças, e dizendo: Ah! tu que derrubas o templo, e em três dias o edificas,
30salva a ti mesmo, e desce da cruz!
31E da mesma maneira também os chefes dos sacerdotes, com os escribas, diziam aos outros, escarnecendo: Ele salvou a outros, a si mesmo não pode salvar!
32Que o Cristo, o Rei de Israel, desça agora da cruz, para que o vejamos, e creiamos! Os que estavam crucificados com ele também o insultavam.
33E vinda a hora sexta, vieram trevas sobre toda a terra, até a hora nona.
34E na hora nona, Jesus exclamou em alta voz: ELOÍ, ELOÍ, LAMÁ SABACTÂNI, que traduzido é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
35E alguns dos que ali estavam, quando ouviram, disseram: Eis que ele está chamando Elias.
36E um correu, encheu de vinagre uma esponja; e pondo-a em uma cana, dava-lhe de beber, dizendo: Deixai, vejamos se Elias virá tirá-lo.
37E Jesus bradou em grande voz, então expirou.
38E o véu do Templo se rasgou em dois do alto abaixo.
39E o centurião que estava ali diante dele, vendo que havia expirado bradando assim, disse: Verdadeiramente este homem era Filho de Deus.
40E também estavam ali algumas mulheres olhando de longe, entre as quais estava também Maria Madalena, e Maria (mãe de Tiago o menor e de José), e Salomé;
41as quais também, quando ele estava na Galileia, o seguiam, e o serviam; e outras muitas, que haviam subido com ele a Jerusalém.
42E quando já vinha o final da tarde, porque era a preparação, que é o dia antes de sábado,
43Veio José de Arimateia, honrado membro do conselho, que também esperava o Reino de Deus, e com ousadia foi a Pilatos, e pediu o corpo de Jesus.
44Pilatos se surpreendeu de que já fosse morto. E chamou a si o centurião, e perguntou-lhe se já era morto já havia muito tempo.
45Quando ele recebeu a explicação do centurião, deu o corpo a José,
46o qual comprou um lençol fino, e tirando-o da cruz , envolveu-o no lençol fino. Em seguida, ele o pôs num sepulcro escavado em uma rocha, e rolouuma pedra à porta do sepulcro.
47Maria Madalena e Maria mãe de José olharam onde o puseram.
"Fé é dar o primeiro passo mesmo quando você não vê toda a escada."
— Martin Luther King Jr.