Day 300 / 365
Marcos 2–5
Marcos 2–5
1Dias depois, Jesus entrou outra vez em Cafarnaum, e ouviu-se que estava em casa.
2Logo juntaram-se tantos, que nem mesmo perto da porta cabiam; e ele lhes falava a palavra.
3E vieram a ele uns que traziam um paralítico carregado por quatro.
4Como não podiam se aproximar dele por causa da multidão, descobriram o telhado onde ele estava, fizeram um buraco, e baixaram por ele o leito em que jazia o paralítico.
5Quando Jesus viu a fé deles, disse ao paralítico: Filho, os teus pecados te são perdoados.
6E estavam ali sentados alguns escribas, que pensavam em seus corações:
7Por que este homem fala essas blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, a não ser somente Deus?
8Imediatamente Jesus percebeu em seu espírito que assim pensavam em si mesmos. Então perguntou-lhes: Por que pensais assim em vossos corações?
9O que é mais fácil? Dizer ao paralítico: “Os teus pecados estão perdoados”, ou dizer, “Levanta-te, toma o teu leito, e anda”?
10Mas para que saibais que o Filho do homem tem poder na terra para perdoar pecados,(disse ao paralítico):
11A ti eu digo: levanta-te, toma o teu leito, e vai para a tua casa.
12E logo ele se levantou, tomou o leito, e saiu na presença de todos, de tal maneira, que todos ficaram admirados, e glorificaram a Deus, dizendo: Nunca vimos algo assim.
13Jesus voltou a sair para o mar; toda a multidão veio até ele, e ele os ensinava.
14E enquanto passava, ele viu Levi, filho de Alfeu, sentado no posto de coleta de impostos, e disse-lhe: Segue-me.Então Levi se levantou e o seguiu.
15E aconteceu que enquanto estava sentado à mesa na casa dele, muitos publicanos e pecadores também estavam assentados à mesa com Jesus e os seus discípulos; porque eram muitos, e o haviam seguido.
16Quando os escribas e os fariseus o viram comer com os publicanos e pecadores, disseram a seus discípulos: Por que é que ele come e bebe com os publicanos e os pecadores?
17Jesus ouviu e lhes respondeu: Os que têm saúde não precisam de médico, mas sim os que estão doentes. Eu não vim para chamar os justos, mas sim, os pecadores, ao arrependimento.
18Os discípulos de João e os dos fariseus estavam jejuando; então vieram lhe perguntar: Por que os discípulos de João e os dos fariseus jejuam, e os teus discípulos não jejuam?
19Jesus lhes respondeu: Podem os convidados do casamento jejuar enquanto o noivo estiver com eles? Enquanto tiverem o noivo consigo, eles não podem jejuar.
20Mas dias virão, quando o noivo lhes for tirado; e então naqueles dias jejuarão.
21Ninguém costura remendo de pano novo em roupa velha; senão o remendo novo rompe o velho, e se faz pior rasgo.
22E ninguém põe vinho novo em odres velhos; senão o vinho novo rompe os odres, derrama-se o vinho, e os odres se danificam; mas o vinho novo deve ser posto em odres novos.
23E aconteceu que, enquanto Jesus passava pelas plantações no sábado, os seus discípulos, andando, começaram a arrancar espigas.
24Os fariseus lhe disseram: Olha! Por que estão fazendo o que não é lícito no sábado?
25E ele lhes disse: Nunca lestes o que fez Davi, quando teve necessidade e fome, ele e os que com ele estavam?
26Como ele entrou na Casa de Deus, quando Abiatar era sumo sacerdote, e comeu os pães da proposição (dos quais não é lícito comer, a não ser aos sacerdotes), e também deu aos que com ele estavam?
27Disse-lhes mais: O sábado foi feito por causa do ser humano, não o ser humano por causa do sábado.
28Por isso o Filho do homem é Senhor até do sábado.
1Jesus entrou outra vez na sinagoga; e estava ali um homem que tinha uma mão definhada.
2E prestavam atenção nele, se o curaria no sábado, para o acusarem.
3E Jesus disse ao homem que tinha a mão definhada: Levanta-te, e vem para o meio.
4E disse-lhes:É lícito no sábado fazer o bem, ou o mal? Salvar uma pessoa, ou matá-la? E mantiveram-se calados.
5E olhando ao redor para eles com indignação, sentindo pena da dureza dos seus corações, disse ao homem: Estende a tua mão. E ele estendeu; e sua mão foi restaurada , sã como a outra.
6Assim que os fariseus saíram, tiveram reunião com os herodianos contra ele, para combinarem sobre como o matariam.
7E Jesus retirou-se com os seus discípulos para o mar; e seguiu-o uma grande multidão da Galileia, da Judeia,
8de Jerusalém, da Idumeia, dalém do Jordão, e os das proximidades de Tiro e de Sidom; uma grande multidão, tendo ouvido quão grandes coisas fazia, vieram a ele.
9E disse aos seus discípulos que um barquinho ficasse continuamente perto dele, por causa das multidões; para que não o apertassem.
10Pois havia curado muitos, de maneira que todos quantos tinham algum mal lançavam-se sobre ele a fim de tocá-lo.
11E os espíritos imundos, quando o viam, prostravam-se diante dele, e exclamavam: Tu és o Filho de Deus.
12Mas Jesus os repreendia muito, para que não manifestassem quem ele era.
13Ele subiu ao monte, e chamou para si os que quis; então vieram a ele.
14E constituiu doze para que estivessem com ele, para enviá-los a pregar,
15para que tivessem poder de curar as enfermidades e expulsar os demônios.
16Eram eles: Simão, a quem pôs por nome Pedro;
17Tiago filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago; e pôs-lhes por nome Boanerges, que significa “filhos do trovão”;
18e André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé; Tiago filho de Alfeu; Tadeu; Simão o zelote;
19e Judas Iscariotes, o que o traiu.
20Quando foram para uma casa, outra vez se ajuntou uma multidão, de maneira que nem sequer podiam comer pão.
21Os seus familiares , ao ouvirem isso, saíram para detê-lo, porque diziam: “Ele stá fora de si”.
22E os escribas que haviam descido de Jerusalém diziam: Ele tem Belzebu, e é pelo chefe dos demônios que expulsa demônios.
23Então Jesus os chamou, e lhes disse por parábolas: Como pode Satanás expulsar Satanás?
24Se algum reino estiver dividido contra si mesmo, tal reino não pode durar;
25e se alguma casa estiver dividida contra si mesma, tal casa não pode durar firme.
26E se Satanás se levantar contra si mesmo, e for dividido, não pode durar, mas tem fim.
27Ninguém pode roubar os bens do valente, quando se entra na casa dele, se antes não amarrar ao valente; depois disso roubará a sua casa.
28Em verdade vos digo que todos os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, e todas as blasfêmias com que blasfemarem;
29mas quem blasfemar contra o Espírito Santo ficará sem perdão para sempre; em vez disso, é culpado do juízo eterno.
30Pois diziam: “Ele tem espírito imundo”.
31Então chegaram os seus irmãos e a sua mãe ; e estando de fora, mandaram chamá-lo.
32A multidão estava sentada ao redor dele. Então disseram-lhe: Eis que a tua mãe e os teus irmãos estão lá fora a te procurar.
33Ele lhes respondeu: Quem é a minha mãe ou os meus irmãos?
34E, olhando em redor aos que estavam sentados perto dele, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos.
35Pois quem fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã, e mãe.
1Jesus começou outra vez a ensinar junto ao mar, e uma grande multidão se ajuntou a ele, de maneira que ele entrou num barco e ficou sentado no mar; e toda a multidão estava em terra junto ao mar.
2E ensinava-lhes muitas coisas por parábolas; e dizia-lhes em seu ensinamento:
3Ouvi: eis que o semeador saiu a semear;
4E aconteceu que, enquanto semeava, uma parte das sementes caiu junto ao caminho, e os pássaros do céu vieram, e a comeram.
5E outra caiu em pedregulhos, onde não havia muita terra; e logo nasceu, porque não tinha terra profunda.
6Mas, quando saiu o sol, queimou-se; e porque não tinha raiz, secou-se.
7E outra caiu entre espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram, e não deu fruto.
8Mas outra caiu em boa terra, e deu fruto, que subiu, e cresceu; e um deu trinta, outro sessenta, e outro cem.
9E disse-lhes : Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
10E quando Jesus esteve só, os que estavam junto dele, com os doze, perguntaram-lhe acerca da parábola .
11E respondeu-lhes: A vós é concedido saber o mistério do Reino de Deus; mas aos que são de fora, todas estas coisas se fazem por meio de parábolas;
12para que vendo, vejam, e não percebam; e ouvindo, ouçam, e não entendam; para não haver de se converterem, e lhes sejam perdoados os pecados . Isaías 6:9-10
13E disse-lhes: Não sabeis o significado desta parábola? Como, pois, entendereis todas as parábolas?
14O semeador semeia a palavra.
15E estes são os de junto ao caminho: nos quais a palavra é semeada; mas depois de a ouvirem, Satanás logo vem, e tira a palavra que foi semeada nos seus corações .
16E, semelhantemente, estes são os que se semeiam em pedregulhos: os que havendo ouvido a palavra, logo a recebem com alegria.
17Mas não têm raiz em si mesmos; em vez disso, são temporários. Depois, quando se levanta a tribulação ou a perseguição por causa da palavra, logo tropeçam na fé.
18E estes são os que se semeiam entre espinhos: os que ouvem a palavra;
19mas as preocupações deste mundo, a sedução das riquezas, e as cobiças por outras coisas, entram, sufocam a palavra, e ela fica sem gerar fruto.
20E estes são os que foram semeados em boa terra: os que ouvem a palavra, recebem-na, e dão fruto, um trinta, e outro sessenta, e outro cem.
21E ele lhes disse: Por acaso a lâmpada vem a ser posta debaixo de uma caixa ou sob da cama? Não deve ela ser posta na luminária?
22Pois não há nada encoberto que não haja de ser revelado; e nada se faz para ficar encoberto, mas sim, para ser vir à luz.
23Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça.
24E disse-lhes: Prestai atenção ao que ouvis: com a medida que medirdes a vós mesmos se medirá, e será acrescentado a vós que ouvis .
25Pois ao que tem, lhe será dado; e ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.
26E dizia: Assim é o Reino de Deus, como se um homem lançasse semente na terra;
27e dormisse, e se levantasse, de noite e de dia, e a semente brotasse, e crescesse, sem que ele saiba como.
28Pois a terra de si mesma frutifica, primeiro a erva, depois a espiga, depois o grão cheio na espiga.
29E quando o fruto se mostra pronto, logo mete a foice, pois a colheita chegou.
30E dizia: A que assemelharemos o Reino de Deus? Ou com que parábola o compararemos?
31Com um grão da mostarda que, quando semeado na terra, é a menor de todas as sementes na terra.
32Mas, depois de semeado, cresce, e se torna a maior de todas as hortaliças, e cria grandes ramos, de maneira que os pássaros do céu podem fazer ninhos sob a sua sombra.
33E com muitas parábolas como essas Jesus lhes falava a palavra, conforme o que podiam ouvir.
34E não lhes falava sem parábola; mas aos seus discípulos explicava tudo em particular.
35Naquele dia, chegando o entardecer, disse-lhes: Passemos para o outro lado.
36Então despediram a multidão, e o levaram consigo assim como estava no barco; mas havia também outros barquinhos com ele.
37E levantou-se uma grande tempestade de vento; as ondas atingiam por cima do barco, de maneira que já se enchia.
38Jesus estava na popa dormindo sobre uma almofada. Então despertaram-no, e disseram-lhe: Mestre, não te importas que pereçamos?
39Então ele se levantou, repreendeu o vento, e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te! E o vento se aquietou, e fez-se grande bonança.
40E perguntou-lhes: Por que sois tão covardes? Como não tendes fé?
41E ficaram muito atemorizados, e diziam uns aos outros: Quem é este, que até o vento e o mar lhe obedecem?
1E chegaram ao outro lado do mar, à terra dos Gadarenos.
2Assim que Jesus saiu do barco, veio das sepulturas ao seu encontro um homem com um espírito imundo,
3que morava nas sepulturas, e nem mesmo com correntes conseguiam prendê-lo;
4pois muitas vezes fora preso com grilhões e correntes; mas as correntes eram por ele feitas em pedaços, os grilhões eram esmigalhados, e ninguém o conseguia controlar.
5E sempre dia e noite andava gritando pelos montes e pelas sepulturas, e ferindo-se com pedras.
6Quando ele viu Jesus de longe, correu e prostrou-se diante dele.
7E gritou em alta voz: Que tenho eu contigo Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Imploro-te por Deus que não me atormentes.
8(Pois Jesus havia lhe dito: “Sai deste homem, espírito imundo”.)
9Então perguntou-lhe: Qual é o teu nome? E respondeu: Legião é o meu nome, porque somos muitos.
10E rogava-lhe muito que não os expulsasse daquela terra.
11Havia ali perto dos montes uma grande manada de porcos pastando.
12E todos aqueles demônios rogaram-lhe, dizendo: Manda-nos para aqueles porcos, para que entremos neles.
13Imediatamente Jesus lhes permitiu. Então aqueles espíritos imundos saíram para entrar nos porcos; e a manada lançou-se abaixo no mar; (eram quase dois mil) e afogaram-se no mar.
14Os que apascentavam os porcos fugiram, e avisaram na cidade e nos campos; e as pessoas foram ver o que havia acontecido.
15Então aproximaram-se de Jesus, e viram o endemoninhado sentado, vestido, e em sã consciência o que tivera a legião; e ficaram apavorados.
16E os que haviam visto contaram-lhes o que acontecera ao endemoninhado, e sobre os porcos.
17Então começaram a rogar-lhe que saísse do território deles.
18Quando Jesus entrava no barco, o que fora endemoninhado rogou-lhe que estivesse com ele.
19Jesus se recusou, porém lhe disse: Vai para a tua casa, aos teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor fez contigo, e como teve misericórdia de ti.
20Então ele foi embora, e começou a anunciar em Decápolis quão grandes coisas Jesus havia feito com ele; e todos se admiravam.
21Depois de Jesus passar outra vez num barco para o outro lado, uma grande multidão se ajuntou a ele; e ele ficou junto ao mar.
22E eis que veio um dos líderes de sinagoga, por nome Jairo; e quando o viu, prostrou-se aos seus pés.
23E implorava-lhe muito, dizendo: Minha filhinha está a ponto de morrer. Rogo-te que venhas pôr as mãos sobre ela, para que seja curada, e viva.
24Jesus foi com ele. Uma grande multidão o seguia, e o apertavam.
25E havia uma certa mulher, que tinha um fluxo de sangue havia doze anos,
26que tinha sofrido muito por meio de muitos médicos, e gastado tudo quanto possuía, e nada havia lhe dado bom resultado; ao invés disso, piorava.
27Quando ela ouviu falar de Jesus, veio entre a multidão por detrás, e tocou a roupa dele.
28Pois dizia: Se tão somente tocar as suas roupas, serei curada.
29E imediatamente a fonte do seu sangue parou se secou; e sentiu no corpo que já havia sido curada daquele flagelo.
30Jesus logo notou em si o poder que dele havia saído. Então virou-se na multidão, e perguntou: Quem tocou as minhas roupas?
31E seus discípulos lhe disseram: Eis que a multidão te aperta, e perguntas: Quem me tocou?
32E ele olhava em redor, para ver quem havia lhe feito isso.
33Então a mulher temendo, e tremendo, sabendo o que havia sido feito em si, veio, prostrou-se diante dele, e disse-lhe toda a verdade.
34E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou. Vai em paz, e estejas curada deste teu flagelo.
35Estando ele ainda falando, alguns vieram da casa do líder de sinagoga, e disseram: A tua filha já morreu; por que ainda estás incomodando o Mestre?
36Mas Jesus, assim que ouviu essa palavra que havia sido falada, disse ao líder de sinagoga: Não temas; crê somente.
37E não permitiu que ninguém o seguisse, a não ser Pedro, Tiago, e João irmão de Tiago.
38Ele chegou à casa do líder de sinagoga, e viu o alvoroço, os que choravam muito e pranteavam.
39E ao entrar, disse-lhes: Por que fazeis alvoroço e chorais? A menina não morreu, mas está dormindo.
40E riram dele. Porém ele, depois de pôr todos fora, tomou consigo o pai e a mãe da menina, e os que estavam com ele. Em seguida, entrou onde a menina estava deitada.
41Ele pegou a mão da menina, e lhe disse: “Talita cumi”, (que significa: “Menina, eu te digo, levanta-te”).
42E logo a menina se levantou e andou, pois já tinha doze anos de idade. E ficaram grandemente espantados.
43E mandou-lhes muito que ninguém o soubesse; e mandou que dessem a ela de comer.
"Somos imortais até que nossa obra na terra esteja concluída."
— George Whitefield