Bible in a Year
“Truly, truly, I say to you, whoever believes in me will also do the works that I do; and greater works than these will he do, because I am going to the Father. Whatever you ask in my name, this I will do, that the Father may be glorified in the Son. If you ask me anything in my name, I will do it.”John 14:12-14 ESV“Truly, truly, I say to you, whoever believes in me will also do the works that I do; and greater works than these will he do, because I am going to the Father. Whatever you ask in my name, this I will do, that the Father may be glorified in the Son. If you ask me anything in my name, I will do it.”John 14:12-14 ESV

Day 298 / 365

Mateus 23–26

Mateus 23–26

1Então Jesus falou às multidões e aos seus discípulos,

2dizendo: Os escribas e os fariseus se sentam sobre o assento de Moisés.

3Portanto, tudo o que eles vos disserem que guardeis, guardai, e fazei. Mas não façais segundo as suas obras, porque eles dizem e não fazem.

4Pois eles amarram cargas pesadas e difíceis de levar, e as põem sobre os ombros das pessoas; porém eles nem sequer com o seu dedo as querem mover.

5E fazem todas as suas obras a fim de serem vistos pelas pessoas: por isso alargam seus filactérios, ) e fazem compridas as franjas de suas roupas.

6Eles amam os primeiros assentos nas ceias, as primeiras cadeiras nas sinagogas,

7as saudações nas praças, e serem chamados: “Rabi, Rabi” pelas pessoas.

8Mas vós, não sejais chamados Rabi, porque o vosso Mestre é um: o Cristo; e todos vós sois irmãos.

9E não chameis a ninguém na terra vosso pai; porque o vosso Pai é um: aquele que está nos céus.

10Nem sejais chamados mestres; porque o vosso mestre é um: o Cristo.

11Porém o maior de vós será vosso servo.

12E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado.

13Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque fechais o Reino dos céus em frente das pessoas; pois nem vós entrais, nem permitis a entrada do que estão para entrar.

14Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque devorais as casas das viúvas, e isso com pretexto de longas orações; por isso recebereis mais grave condenação.

15Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque rodeais o mar e a terra para fazerdes um prosélito; e quando é feito, vós o tornais filho do inferno duas vezes mais que a vós.

16Ai de vós, guias cegos, que dizeis: “Qualquer um que jurar pelo templo, nada é; mas qualquer um que jurar pelo ouro do templo, devedor é”.

17Tolos e cegos! Pois qual é maior: o ouro, ou o templo que santifica o ouro?

18Também dizeis : “Qualquer um que jurar pelo altar, nada é; mas quem jurar pela oferta que está sobre ele, devedor é”.

19Tolos e cegos! Pois qual é maior: a oferta, ou o altar que santifica a oferta?

20Portanto, quem jurar pelo altar, jura por ele, e por tudo o que está sobre ele.

21E quem jurar pelo templo, jura por ele, e por aquele que nele habita.

22E quem jurar pelo Céu, jura pelo trono de Deus, e por aquele que sobre ele está sentado.

23Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque dais o dízimo da hortelã, do endro, e do cominho, e desprezais o que é mais importante da Lei: a justiça, a misericórdia, e a fidelidade; estas coisas devem ser feitas, sem se desprezar as outras.

24Guias cegos, que coais um mosquito, e engolis um camelo!

25Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque limpais o exterior do copo ou do prato, mas por dentro estão cheios de extorsão e cobiça.

26Fariseu cego! Limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior deles fique limpo.

27Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de cadáveres, e de toda imundícia.

28Assim também vós, por fora, realmente pareceis justos às pessoas, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de injustiça.

29Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque edificais os sepulcros dos profetas, adornais os monumentos dos justos,

30e dizeis: “Se estivéssemos nos dias dos nossos pais, nunca teríamos sido cúmplices deles quando derramaram o sangue dos profetas”.

31Assim vós mesmos dais testemunho de que sois filhos dos que mataram os profetas.

32Completai, pois, a medida de vossos pais.

33Serpentes, ninhada de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?

34Por isso, eis que eu vos envio profetas, sábios, e escribas; a uns deles matareis e crucificareis, e a outros deles açoitareis em vossas sinagogas, e perseguireis de cidade em cidade;

35para que venha sobre vós todo o sangue justo que foi derramado sobre a terra, desde o sangue do justo Abel, até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, ao qual matastes entre o templo e o altar.

36Em verdade vos digo que tudo isto virá sobre esta geração.

37Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes eu quis ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas; porém não quisestes!

38Eis que vossa casa vos será deixada desolada.

39Pois eu vos digo que a partir de agora não me vereis, até que digais: “Bendito aquele que vem no nome do Senhor”. Salmos 118:26

1Jesus saiu do templo, e se foi. Então seus discípulos se aproximaram dele para lhe mostrarem os edifícios do complexo do templo.

2Mas Jesus lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo, que não será deixada aqui pedra sobre pedra, que não seja derrubada.

3E, depois de se assentar no monte das Oliveiras, os discípulos se aproximaram dele reservadamente, perguntando: Dize-nos, quando serão estas coisas, e que sinal haverá da tua vinda, e do fim da era?

4E Jesus lhes respondeu: Permanecei atentos, para que ninguém vos engane.

5Porque muitos virão em meu nome, dizendo: “Eu sou o Cristo”, e enganarão a muitos.

6E ouvireis de guerras, e de rumores de guerras. Olhai que não vos espanteis; porque é necessário, que tudo isto aconteça, mas ainda não é o fim.

7Pois se levantará nação contra nação, e reino contra reino; e haverá fomes, pestilências, e terremotos em diversos lugares.

8Mas todas estas coisas são o começo das dores.

9Então vos entregarão para serdes afligidos, e vos matarão; e sereis odiados por todas as nações, por causa do meu nome.

10E muitos tropeçarão na fé; e trairão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão.

11E muitos falsos profetas se levantarão, e enganarão a muitos.

12E, por se multiplicar a injustiça, o amor de muitos se esfriará.

13Mas o que perseverar até o fim, esse será salvo.

14E este Evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, como testemunho a todas as nações, e então virá o fim.

15Portanto, quando virdes que a abominação da desolação, dita pelo profeta Daniel, está no lugar santo, (quem lê, entenda),

16então os que estiveram na Judeia fujam para os montes;

17o que estiver no sobre o telhado não desça para tirar alguma coisa de sua casa;

18e o que estiver no campo não volte atrás para tomar as suas roupas.

19Mas ai das grávidas e das que amamentarem naqueles dias!

20Orai, porém, para que a vossa fuga não aconteça no inverno, nem no sábado.

21Pois haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá.

22E se aqueles dias não fossem encurtados, ninguém se salvaria; mas por causa dos escolhidos, aqueles dias serão encurtados.

23Então, se alguém vos disser: “Olha o Cristo aqui”, ou “ Olha ele ali”, não creiais,

24pois se levantarão falsos cristos e falsos profetas; e farão tão grandes sinais e prodígios que, se fosse possível, enganariam até os escolhidos.

25Eis que eu tenho vos dito com antecedência.

26Portanto, se vos disserem: “Eis que ele está no deserto”, não saiais; “Eis que ele está em um recinto”, não creiais.

27Porque, assim como o relâmpago, que sai do oriente, e aparece até o ocidente, assim também será a vinda do Filho do homem.

28Pois onde estiver o cadáver, ali se ajuntarão os abutres.

29E logo depois da aflição daqueles dias, o sol se escurecerá, a lua não dará o seu brilho, as estrelas cairão do céu, e as forças dos céus se estremecerão.

30Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem. Naquela hora todas as tribos da terra lamentarão, e verão ao Filho do homem, que vem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.

31E enviará os seus anjos com grande som de trombeta, e ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma extremidade à outra dos céus.

32Aprendei a parábola da figueira: “Quando os seus ramos já ficam verdes, e as folhas brotam, sabeis que o verão está perto”.

33Assim também vós, quando virdes todas estas coisas, sabei que já está perto, às portas.

34Em verdade vos digo que esta geração não passará, até que todas estas coisas aconteçam.

35O céu e a terra passarão, mas minhas palavras de maneira nenhuma passarão.

36Porém daquele dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos do céu, a não ser meu Pai somente.

37Assim como foram os dias de Noé, assim também será a vinda do Filho do homem.

38Pois, assim como nos dias antes do dilúvio comiam, bebiam, casavam, e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca;

39e não sabiam, até que veio o dilúvio, e levou todos, assim também será a vinda do Filho do homem.

40Naquela hora dois estarão no campo; um será tomado, e o outro será deixado.

41Duas estarão moendo em um moinho; uma será tomada, e a outra será deixada.

42Vigiai, pois, porque não sabeis em que hora o vosso Senhor virá.

43Porém sabei isto: se o dono de casa soubesse a que hora da noite o ladrão viria, vigiaria, e não deixaria invadir a sua casa.

44Portanto também vós estai prontos, porque o Filho do homem virá na hora que não esperais.

45Pois quem é o servo fiel e prudente, ao qual o seu senhor pôs sobre os seus trabalhadores, para lhes dar alimento no tempo devido?

46Feliz será aquele servo a quem, quando o seu senhor vier, achar fazendo assim.

47Em verdade vos digo que ele o porá sobre todos os seus bens.

48Porém se aquele servo mau disser em seu coração: “Meu senhor está demorando a chegar”,

49e começar a espancar os seus companheiros de serviço, e a comer, e a beber com os beberrões,

50o senhor daquele servo chegará num dia que ele não espera, e numa hora que ele não sabe,

51e o despedaçará, e porá sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes.

1Então o Reino dos céus será semelhante a dez virgens, que tomaram suas lâmpadas, e saíram ao encontro do noivo.

2E cinco delas eram prudentes, e cinco tolas.

3As tolas, quando tomaram as suas lâmpadas, não tomaram azeite consigo.

4Mas as prudentes tomaram azeite nos seus frascos, com as suas lâmpadas.

5O noivo demorou, por isso todas cochilaram e adormeceram.

6Mas à meia-noite houve um grito: “Eis que vem o noivo! Ide ao seu encontro!”.

7Então todas aquelas virgens se levantaram, e prepararam suas lâmpadas.

8E as tolas disseram às prudentes: “Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas estão se apagando”.

9Mas as prudentes responderam: “ Não ,para que não falte a nós e a vós; em vez disso, ide aos vendedores, e comprai para vós mesmas”.

10Enquanto elas foram comprar, veio o noivo. As que estavam preparadas entraram com ele à festa do casamento, e fechou-se a porta.

11Depois vieram também as outras virgens, dizendo: “Senhor, Senhor, abre-nos!”

12Mas ele respondeu: “Em verdade vos digo que não vos conheço”.

13Portanto, vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem virá.

14Pois é como um homem, que partindo para fora do país, chamou seus servos, e lhes entregou os seus bens.

15E a um deu cinco talentos, a outro dois, e ao terceiro um, a cada um conforme a sua habilidade, e logo depois partiu em viagem.

16Em seguida, o que havia recebido cinco talentos foi fazer negócios com eles, e obteve outros cinco talentos.

17E, semelhantemente, o que havia recebido dois ganhou também outros dois.

18Mas o que tinha recebido um foi cavar a terra, e escondeu o dinheiro do seu senhor.

19Muito tempo depois, o senhor daqueles servos veio fazer contas com eles.

20O que havia recebido cinco talentos chegou trazendo-lhe outros cinco talentos, e disse: ”Senhor, cinco talentos me entregaste, eis que ganhei com eles outros cinco talentos”.

21E o seu senhor lhe disse: “ Muito bem, servo bom e fiel! Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te porei; entra na alegria do teu senhor”.

22E chegando-se também o que havia recebido dois talentos, disse: “Senhor, dois talentos me entregaste, eis que ganhei com eles outros dois talentos”.

23Seu senhor lhe disse: “ Muito bem, servo bom e fiel! Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te porei; entra na alegria do teu senhor”.

24Mas, chegando também o que havia recebido um talento, disse: “Senhor, eu te conhecia, que és homem duro, que colhes onde não semeaste, e ajuntas onde não espalhaste;

25E eu, atemorizado, fui e escondi o teu talento na terra; eis aqui tens o que é teu”.

26Porém seu senhor lhe respondeu: “Servo mau e preguiçoso! Sabias que colho onde não semeei, e ajunto onde não espalhei.

27Devias, portanto, ter depositado o meu dinheiro com os banqueiros e, quando eu voltasse, receberia o que é meu com juros.

28Por isso, tirai dele o talento, e dai-o ao que tem dez talentos”.

29Pois a todo aquele que tiver, lhe será dado, e terá em abundância; porém ao que não tiver, até o que tem lhe será tirado.

30“E lançai o servo inútil às trevas de fora (ali haverá pranto e ranger de dentes)”.

31E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então ele se assentará sobre o trono de sua glória.

32E serão ajuntadas diante dele todas as nações, e separará as pessoas umas das outras, assim como o pastor separa as ovelhas dos bodes.

33E porá as ovelhas à sua direita, porém os bodes à esquerda.

34Então o Rei dirá o rei aos que estiverem à sua direita: “Vinde, benditos de meu Pai! Herdai o Reino que está preparado para vós desde a fundação do mundo.

35Pois tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; fui forasteiro, e me acolhestes;

36estive nu, e me vestistes; estive doente, e cuidastes de mim; estive na prisão, e me visitastes”.

37Então os justos lhe perguntarão: “Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer, ou com sede, e te demos de beber?

38E quando te vimos forasteiro, e te acolhemos, ou nu, e te vestimos?

39E quando te vimos doente, ou na prisão, e viemos te visitar?”

40E o Rei lhes responderá: “Em verdade vos digo que, todas as vezes que fizestes a um destes menores dos meus irmãos, fizestes a mim”.

41Então dirá também aos que estiverem à esquerda: “Apartai-vos de mim, malditos, ao fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos.

42Pois tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber.

43Fui forasteiro, e não me acolhestes; estive nu, e não me vestistes; estive doente, e na prisão, e não me visitastes.

44Então também eles lhe perguntarão: “Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou forasteiro, ou nu, ou doente, ou na prisão, e não te servimos?”

45Então ele lhes responderá, dizendo: “Em verdade vos digo que, todas as vezes que não fizestes a um destes menores, não fizestes a mim”.

46E estes irão ao tormento eterno, porém os justos à vida eterna.

1E aconteceu que, quando Jesus terminou todas estas palavras, disse aos seus discípulos:

2Vós bem sabeis que daqui a dois dias é a Páscoa, e o Filho do homem será entregue para ser crucificado.

3Então os chefes dos sacerdotes, os escribas, e os anciãos do povo se reuniram na casa do sumo sacerdote, que se chamava Caifás.

4E conversaram a fim de, usando mentira, prenderem Jesus, e o matarem.

5Porém diziam: Não na festa, para que não haja tumulto entre o povo.

6Enquanto Jesus estava em Betânia, na casa de Simão o leproso,

7veio a ele uma mulher com um vaso de alabastro, de óleo perfumado de grande valor, e derramou sobre a cabeça dele, enquanto estava sentado à mesa.

8E quando os seus discípulos viram, ficaram indignados, dizendo: Para que este desperdício?

9Pois esse óleo perfumado podia ter sido vendido por muito, e o dinheiro dado aos pobres.

10Porém Jesus, sabendo disso ,disse-lhes: Por que perturbais a esta mulher? Ora, ela me fez uma boa obra!

11Pois vós sempre tendes os pobres convosco, porém nem sempre me tereis.

12Pois ela, ao derramar este óleo perfumado sobre o meu corpo, ela o fez para preparar o meu sepultamento.

13Em verdade vos digo que, onde quer que este Evangelho em todo o mundo for pregado, também se dirá o que ela fez, para que seja lembrada.

14Então um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi aos chefes dos sacerdotes,

15e disse: O que quereis me dar, para que eu o entregue a vós? E eles lhe determinaram trinta moedas de prata.

16E desde então ele buscava oportunidade para o entregar.

17E no primeiro dia da festa dos pães sem fermento, os discípulos vieram a Jesus lhe perguntar: Onde queres que te preparemos para comer a Páscoa?

18E ele respondeu: Ide à cidade a um tal, e dizei-lhe: “O Mestre diz: ‘Meu tempo está perto. Contigo celebrarei a Páscoa com os meus discípulos’”.

19Os discípulos fizeram como Jesus havia lhes mandado, e prepararam a Páscoa.

20E vindo o anoitecer, ele se assentou à mesa com os doze.

21E enquanto comiam, disse: Em verdade vos digo que um de vós me trairá.

22Eles ficaram muito tristes, e cada um deles começou a lhe perguntar: Por acaso sou eu, Senhor?

23E ele respondeu: O que mete comigo a mão no prato, esse me trairá.

24De fato, o Filho do homem vai assim como dele está escrito; mas ai daquele homem por quem o Filho do homem é traído! Bom seria a tal homem se não houvesse nascido.

25E Judas, o que o traía, perguntou: Por acaso sou eu, Rabi? Jesus lhe disse: Tu o disseste.

26E enquanto comiam, Jesus tomou o pão, abençoou-o, e o partiu. Então o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo.

27Em seguida tomou o cálice, deu graças, e o deu a eles, dizendo: Bebei dele todos,

28porque este é o meu sangue, o sangue do novo testamento, o qual é derramado por muitos, para o perdão de pecados.

29E eu vos digo que desde agora não beberei deste fruto da vide, até aquele dia, quando convosco o beber, novo, no reino do meu Pai.

30E depois de cantarem um hino, saíram para o monte das Oliveiras.

31Então Jesus lhes disse: Todos vós falhareis comigo esta noite; porque está escrito: “Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersas”.

32Mas, depois que eu for ressuscitado, irei adiante de vós para a Galileia.

33Pedro, porém, respondeu-lhe: Ainda que todos falhem contigo, eu nunca falharei.

34Jesus lhe disse: Em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes do galo cantar, tu me negarás três vezes.

35Pedro lhe respondeu: Ainda que eu tenha de morrer contigo, em nenhuma maneira te negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo.

36Então Jesus veio com eles a um lugar chamado Getsêmani, e disse aos discípulos: Ficai sentados aqui, enquanto eu vou ali orar.

37Enquanto trazia consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, ele começou a se entristecer e a se angustiar muito.

38Então lhes disse: Minha alma está completamente triste até a morte. Ficai aqui, e vigiai comigo.

39E indo um pouco mais adiante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando, e dizendo: Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; porém, não seja como eu quero, mas sim como tu queres .

40Então voltou aos seus discípulos, e os encontrou dormindo; e disse a Pedro: Então, nem sequer uma hora pudestes vigiar comigo?

41Vigiai e orai, para que não entreis em tentação. De fato, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.

42Ele foi orar pela segunda vez, dizendo: Meu Pai, se este cálice não pode passar de mim sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.

43Quando voltou, achou-os outra vez dormindo, pois os seus olhos estavam pesados.

44Então os deixou, e foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras.

45Depois veio aos seus discípulos, e disse-lhes: Agora dormi e descansai. Eis que chegou a hora em que o Filho do homem é entregue em mãos de pecadores.

46Levantai-vos, vamos! Eis que chegou o que me trai.

47Enquanto ele ainda estava falando, eis que veio Judas, um dos doze, e com ele uma grande multidão, com espadas e bastões, da parte dos chefes dos sacerdotes e dos anciãos do povo.

48O seu traidor havia lhes dado sinal, dizendo: Aquele a quem eu beijar, é esse. Prendei-o.

49Logo ele se aproximou de Jesus, e disse: Felicitações, Rabi! e o beijou.

50Jesus, porém, lhe perguntou: Amigo, para que vieste? Então chegaram, agarraram Jesus, e o prenderam.

51E eis que um dos que estavam com Jesus estendeu a mão, puxou de sua espada, e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe uma orelha.

52Jesus, então, lhe disse: Põe de volta tua espada ao seu lugar, pois todos os que pegarem espada, pela espada perecerão.

53Ou, por acaso, pensas tu que eu não posso agora orar ao meu Pai, e ele me daria mais de doze legiões de anjos?

54Como, pois, se cumpririam as Escrituras que dizem que assim tem que ser feito?

55Naquela hora Jesus disse às multidões: Como a um ladrão saístes com espadas e bastões para me prender? Todo dia eu me sentava convosco, ensinando no templo, e não me prendestes.

56Porém tudo isto aconteceu para que as Escrituras dos profetas se cumpram.Então todos os discípulos o abandonaram, e fugiram.

57Os que prenderam Jesus o trouxeram à casa de Caifás, o sumo sacerdote, onde os escribas e os anciãos estavam reunidos.

58E Pedro o seguia de longe, até o pátio do sumo sacerdote; e entrou, e se assentou com os servos, para ver o fim.

59Os chefes dos sacerdotes, os anciãos, e todo o supremo conselho buscavam falso testemunho contra Jesus, para poderem matá-lo,

60mas não encontravam. E ainda que muitas falsas testemunhas se apresentavam, contudo não encontravam.

61Mas, por fim, vieram duas falsas testemunhas, que disseram: Este disse: “Posso derrubar o Templo de Deus e reconstruí-lo em três dias”.

62Então o sumo sacerdote se levantou, e lhe perguntou: Não respondes nada ao que eles testemunham contra ti?

63Porém Jesus ficava calado. Então o sumo sacerdote lhe disse: Ordeno-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus.

64Jesus lhe disse: Tu o disseste. Porém eu vos digo que, desde agora, vereis o Filho do homem, sentado à direita do Poderoso, e vindo sobre as nuvens do céu.

65Então o sumo sacerdote rasgou suas roupas, e disse: Ele blasfemou! Para que necessitamos mais de testemunhas? Eis que agora ouvistes a sua blasfêmia.

66Que vos parece?E eles responderam: Culpado de morte ele é.

67Então lhe cuspiram no rosto, e lhe deram socos.

68Outros lhe deram bofetadas, e diziam: Profetiza-nos, ó Cristo, quem é o que te feriu?

69Pedro estava sentado fora no pátio. Uma serva aproximou-se dele, e disse: Também tu estavas com Jesus, o galileu.

70Mas ele o negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes.

71E quando ele saiu em direção à entrada, outra o viu, e disse aos que ali estavam : Também este estava com Jesus, o nazareno.

72E ele o negou outra vez com um juramento: Não conheço esse homem.

73Pouco depois, os que ali estavam se aproximaram, e disseram a Pedro: Verdadeiramente também tu és um deles, pois a tua fala te denuncia.

74Então ele começou a amaldiçoar e a jurar: Não conheço esse homem!E imediatamente o galo cantou.

75Então Pedro se lembrou da palavra de Jesus, que lhe dissera: Antes do galo cantar, tu me negarás três vezes. Assim ele saiu, e chorou amargamente.

"Dê-me cem pregadores que não temam nada senão o pecado e não desejem nada senão a Deus, e não me importa se são clérigos ou leigos; só esses abalarão as portas do inferno."

John Wesley

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