Day 297 / 365
Mateus 20–22
Mateus 20–22
1Pois o reino dos céus é semelhante a um homem, dono de propriedade, que saiu de madrugada para empregar trabalhadores para a sua vinha.
2Ele entrou em acordo com os trabalhadores por um denário ao dia, e os mandou à sua vinha.
3E quando saiu perto da hora terceira, viu outros que estavam desocupados na praça.
4Então disse-lhes: “Ide vós também à vinha, e vos darei o que for justo”. E eles foram.
5Saindo novamente perto da hora sexta e nona, fez o mesmo.
6E quando saiu perto da décima primeira hora, achou outros que estavam desocupados, e lhes perguntou: “Por que estais aqui o dia todo desocupados?”
7Eles lhe disseram: “Porque ninguém nos empregou”. Ele lhes respondeu: “Ide vós também à vinha, e recebereis o que for justo”.
8E chegando o anoitecer, o senhor da vinha disse ao seu mordomo: “Chama aos trabalhadores, e paga-lhes o salário, começando dos últimos, até os primeiros”.
9Então vieram os de cerca da hora décima primeira, e receberam um denário cada um.
10Quando os primeiros vieram, pensavam que receberiam mais; porém eles também receberam um denário cada um.
11Assim, ao receberem, murmuraram contra o chefe de casa,
12dizendo: “Estes últimos trabalharam uma única hora, e tu os igualaste conosco, que suportamos a carga e o calor do dia”.
13Ele, porém, respondeu a um deles: “Amigo, nada de errado estou fazendo contigo. Não concordaste tu comigo por um denário?
14Toma o que é teu, e vai embora; e quero dar a este último tanto quanto a ti.
15Acaso não me é lícito fazer do que é meu o que eu quiser? Ou o teu olho é mau, porque eu sou bom?”
16Assim os últimos serão primeiros; e os primeiros, últimos; pois muitos são chamados, mas poucos escolhidos.
17E enquanto Jesus subia a Jerusalém, tomou consigo os doze discípulos à parte no caminho, e lhes disse:
18Eis que estamos subindo a Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos chefes dos sacerdotes e aos escribas, e o condenarão à morte.
19E o entregarão aos gentios, para que dele escarneçam, e o açoitem, e crucifiquem; mas ao terceiro dia ressuscitará.
20Então se aproximou dele a mãe dos filhos de Zebedeu, com os seus filhos. Ela o adorou para lhe pedir algo.
21E ele lhe perguntou: O que queres? Ela lhe disse: Dá ordem para que estes meus dois filhos se sentem, um à tua direita e outro à tua esquerda, no teu Reino.
22Porém Jesus respondeu: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu beberei, e ser batizados com o batismo com que eu sou batizado? Eles lhe disseram: Podemos.
23E ele lhes disse: De fato meu cálice bebereis, e com o batismo com que eu sou batizado sereis batizados; mas sentar-se à minha direita, e à minha esquerda, não me cabe concedê-lo, mas será para os que por meu Pai está preparado.
24E quando os dez ouviram isso ,indignaram-se contra os dois irmãos.
25Então Jesus os chamou a si, e disse: Vós bem sabeis que os chefes dos gentios os dominam, e os grandes usam de autoridade sobre eles.
26Mas não será assim entre vós. Ao contrário, quem quiser se tornar grande entre vós seja o vosso assistente;
27e quem quiser ser o primeiro entre vós seja o vosso servo;
28assim como o Filho do homem não veio para ser servido, mas sim para servir, e para dar a sua vida em resgate por muitos.
29Quando eles saíram de Jericó, uma grande multidão o seguiu.
30E eis que dois cegos assentados junto ao caminho, ao ouvirem que Jesus passava, clamaram: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de nós!
31E a multidão os repreendia, para que se calassem, mas eles clamavam ainda mais: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de nós!
32Então Jesus parou, chamou-os, e perguntou: Que quereis que eu vos faça?
33Eles lhe responderam: Senhor, que nossos olhos sejam abertos.
34E Jesus, compadecido deles, tocou-lhes os olhos. E logo os olhos deles enxergaram, e o seguiram.
1E quando se aproximaram de Jerusalém, e chegaram a Betfagé, ao monte das Oliveiras, então Jesus mandou dois discípulos, dizendo-lhes:
2Ide à aldeia em vossa frente, e logo achareis uma jumenta amarrada, e um jumentinho com ela; desamarra-a, e trazei-os a mim.
3E se alguém vos disser algo, direis: “O Senhor precisa deles, mas logo os devolverá”.
4Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta, que disse:
5Dizei à filha de Sião: “Eis que o teu rei vem a ti, manso, e sentado sobre um jumento; um jumentinho, filho de uma animal de carga”. Zacarias 9:9
6Os discípulos foram, e fizeram como Jesus havia lhes mandado;
7Então trouxeram a jumenta e o jumentinho, puseram as suas capas sobre eles, e fizeram -no montar sobre elas.
8E uma grande multidão estendia suas roupas pelo caminho, e outros cortavam ramos das árvores, e os espalhavam pelo caminho.
9E as multidões que iam adiante, e as que seguiam, clamavam: Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem no nome do Senhor! Hosana nas alturas!
10Enquanto ele entrava em Jerusalém, toda a cidade se alvoroçou, perguntando: Quem é este?
11E as multidões respondiam: Este é Jesus, o Profeta de Nazaré de Galileia.
12Jesus entrou no Templo de Deus; então expulsou todos os que estavam vendendo e comprando no Templo, e virou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas.
13E disse-lhes: Está escrito: “Minha casa será chamada casa de oração”; mas vós a tornastes em covil de ladrões! Isaías 56:7; Jeremias 7:11
14E cegos e mancos vieram a ele no Templo, e ele os curou.
15Quando os chefes dos sacerdotes e os escribas viram as maravilhas que ele fazia, e as crianças gritando no Templo: “Hosana ao Filho de Davi!”, eles ficaram indignados.
16E perguntaram-lhe: Ouves o que estas crianças dizem? E Jesus lhes respondeu: Sim. Nunca lestes: “Da boca das crianças e dos bebês providenciaste o louvor?” Salmos 8:2
17Então ele os deixou, e saiu da cidade para Betânia, e ali passou a noite.
18E pela manhã, enquanto voltava para a cidade, teve fome.
19Quando ele viu uma figueira perto do caminho, veio a ela, mas nada nela achou, a não ser somente folhas. E disse-lhe: Nunca de ti nasça fruto, jamais!E imediatamente a figueira se secou.
20Os discípulos viram, e ficaram maravilhados, dizendo: Como a figueira se secou de imediato?
21Porém Jesus lhes respondeu: Em verdade vos digo: se tiverdes fé, e não duvidardes, vós não somente fareis isto à figueira, mas até se disserdes a este monte: “Levanta-te, e lança-te no mar”, isso se fará.
22E tudo o que pedirdes em oração, crendo, recebereis.
23Depois de entrar no templo, quando ele estava ensinando, os chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo se aproximaram dele, perguntando: Com que autoridade fazes isto? E quem te deu esta autoridade?
24Jesus lhes respondeu: Eu também vos farei uma pergunta. Se vós a responderdes a mim, também eu vos responderei com que autoridade faço isto.
25De onde era o batismo de João? Do céu, ou dos seres humanos?E eles pensaram entre si mesmos, dizendo: Se dissermos: “Do céu”, ele nos dirá: “Por que, então, não crestes nele?
26Mas se dissermos: “Dos seres humanos”, temos medo da multidão, pois todos consideram João como profeta.
27Então responderam a Jesus: Não sabemos. E ele lhes disse: Nem eu vos digo com que autoridade faço isto.
28Mas que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Aproximando-se do primeiro, disse: “Filho, vai hoje trabalhar na minha vinha.”
29Porém ele respondeu: “Não quero”; mas depois se arrependeu, e foi.
30E, aproximando-se do segundo, disse da mesma maneira. E ele respondeu: “Eu vou , senhor”, mas não foi.
31Qual dos dois fez a vontade do pai? Eles lhe responderam: O primeiro. Jesus lhes disse: Em verdade vos digo que os publicanos e as prostitutas estão indo adiante de vós ao Reino de Deus.
32Pois João veio a vós mesmos no caminho de justiça, mas não crestes nele; enquanto que os publicanos e as prostitutas nele creram. Vós, porém, mesmo tendo visto isto , nem assim vos arrependestes, a fim de nele crer.
33Ouvi outra parábola. Havia um homem, dono de uma propriedade. Ele plantou uma vinha, cercou-a, fundou nela uma prensa de uvas, e construiu uma torre. Depois a arrendou a uns lavradores, e partiu-se para um lugar distante.
34Quando chegou o tempo dos frutos, enviou seus servos aos lavradores, para receberem os frutos que a ele pertenciam.
35Mas os lavradores tomaram os seus servos, e feriram um, mataram outro, e apedrejaram outro.
36Outra vez enviou outros servos, em maior número que os primeiros, mas fizeram-lhes o mesmo.
37E por último lhes enviou o seu filho, dizendo: “Respeitarão ao meu filho”.
38Mas quando os lavradores viram o filho, disseram entre si: “Este é o herdeiro. Venhamos matá-lo, e tomemos a sua herança”.
39Então o agarraram, lançaram-no para fora da vinha, e o mataram.
40Ora, quando o senhor da vinha chegar, o que fará com aqueles lavradores?
41Eles lhe responderam: Aos maus dará uma morte má, e arrendará a vinha a outros lavradores, que lhe deem os frutos em seus tempos de colheita .
42Jesus lhes disse: Nunca lestes nas Escrituras: “A pedra que os construtores rejeitaram, essa se tornou cabeça da esquina. Isto foi feito pelo Senhor, e é maravilhoso aos nossos olhos”? Salmos 118:22,23
43Portanto eu vos digo que o reino de Deus será tirado de vós, e será dado a um povo que produza os frutos dele.
44E quem cair sobre esta pedra será quebrado; mas sobre quem ela cair, ela o tornará em pó.
45Quando os chefes dos sacerdotes e os fariseus ouviram estas suas parábolas, entenderam que Jesus estava falando deles.
46E procuravam prendê-lo, mas temeram as multidões, pois elas o consideravam profeta.
1Então Jesus voltou a lhes falar por parábolas, dizendo:
2O reino dos céus é semelhante a um rei que fez uma festa de casamento para o seu filho;
3e mandou a seus servos que chamassem os convidados para a festa de casamento, mas não quiseram vir.
4Outra vez ele mandou outros servos, dizendo: “Dizei aos convidados: ‘Eis que já preparei meu jantar: meus bois e animais cevados já foram mortos, e tudo está pronto. Vinde à festa de casamento’”.
5Porém eles não deram importância e foram embora, um ao seu campo, e outro ao seu comércio;
6e outros agarraram os servos dele, e os humilharam e os mataram.
7Quando o rei Então enviou os seus exércitos, destruiu aqueles homicidas, e incendiou a cidade deles.
8Em seguida, disse aos seus servos: “Certamente a festa de casamento está pronta, porém os convidados não eram dignos.
9Ide, pois, às saídas dos caminhos, e convidai à festa de casamento tantos quantos achardes.
10Aqueles servos saíram pelos caminhos, e ajuntaram todos quantos acharam, tanto maus como bons; e a festa de casamento se encheu de convidados.
11Mas quando o rei entrou para ver os convidados, percebeu ali um homem que não estava vestido com roupa adequada para a festa de casamento.
12Então lhe perguntou: “Amigo, como entraste aqui sem ter roupa para a festa?” E ele emudeceu.
13Então o rei disse aos servos: “Amarrai-o nos pés e nas mãos, tomai-o, e lançai-o nas trevas de fora. Ali haverá pranto e o ranger de dentes”.
14Pois muitos são chamados, porém poucos escolhidos.
15Então os fariseus foram embora, e se reuniram para tramar como o apanhariam em cilada por algo que dissesse.
16Depois lhe enviaram seus discípulos, juntamente com os apoiadores de Herodes, e perguntaram: Mestre, bem sabemos que tu és verdadeiro, e que com verdade ensinas o caminho de Deus, e que não te importas com a opinião de ninguém, porque não dás atenção à aparência humana.
17Dize-nos, pois, o que te parece: é lícito dar tributo a César, ou não?
18Mas Jesus, entendendo a sua malícia, disse: Por que me tentais, hipócritas?
19Mostrai-me a moeda do tributo.E eles lhe trouxeram um denário.
20E ele lhes perguntou: De quem é esta imagem, e a inscrição?
21Eles lhe responderam: De César. Então ele lhes disse: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.
22Quando ouviram isso, eles ficaram admirados; então o deixaram e se retiraram.
23Naquele mesmo dia chegaram a ele os saduceus, que dizem não haver ressurreição, e perguntaram-lhe,
24dizendo: Mestre, Moisés disse: Se um homem morrer sem ter filhos, seu irmão se casará com sua mulher, e gerará descendência ao seu irmão. Deuteronômio 25:5
25Ora, havia entre nós sete irmãos. O primeiro se casou, e depois morreu; e sem ter tido filhos, deixou sua mulher ao seu irmão.
26E da mesma maneira também foi com o segundo, o terceiro, até os sete.
27Por último, depois de todos, a mulher também morreu.
28Assim, na ressurreição, a mulher será de qual dos sete? Pois todos a tiveram.
29Jesus, porém, lhes respondeu: Errais, por não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus.
30Porque na ressurreição, nem se tomam, nem se dão em casamento; mas são como os anjos de Deus no céu.
31E sobre a ressurreição dos mortos, não lestes o que Deus vos falou:
32Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Êxodo 3:6 Deus não é Deus dos mortos, mas sim dos vivos!
33Quando as multidões ouviram isto ,ficaram admiradas de sua doutrina.
34E os fariseus, ao ouvirem que ele havia feito os saduceus se calarem, reuniram-se.
35E um deles, especialista da Lei, tentando-o, perguntou-lhe:
36Mestre, qual é o grande mandamento na Lei?
37E Jesus lhe respondeu: Amarás ao Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, e com todo o teu entendimento: Deuteronômio 6:5
38este é o primeiro e grande mandamento.
39E o segundo, semelhante a este, é : Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Levítico 19:18
40Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.
41E, estando os fariseus reunidos, Jesus lhes perguntou,
42dizendo: Que pensais vós acerca do Cristo? De quem ele é filho? Eles lhe responderam: De Davi.
43Jesus lhes disse: Como, pois, Davi, em espírito, o chama Senhor, dizendo:
44Disse o Senhor a meu Senhor: “Senta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos como estrado de teus pés”. Salmos 110:1
45Ora, se Davi o chama Senhor, como é seu filho?
46E ninguém podia lhe responder palavra; nem ninguém ousou desde aquele dia a mais lhe perguntar.
"Faça todo o bem que puder, por todos os meios que puder, de todas as formas que puder, enquanto puder."
— John Wesley