Day 295 / 365
Mateus 13–15
Mateus 13–15
1Naquele dia, Jesus saiu de casa e se sentou junto ao mar.
2E ajuntaram-se perto dele tantas multidões, de maneira que ele entrou num barco e se sentou; e toda a multidão ficou na praia,
3E ele lhes falou muitas coisas por parábolas. Ele disse: Eis que o semeador saiu a semear.
4E enquanto semeava, caiu parte das sementes junto ao caminho, e vieram as aves e a comeram.
5E outra parte caiu entre pedras, onde não havia muita terra, e logo nasceu, porque não tinha terra funda.
6Mas quando o sol surgiu, queimou-se; e por não ter raiz, secou-se.
7E outra parte caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e a sufocaram.
8E outra parte caiu em boa terra, e rendeu fruto: um a cem, outro a sessenta, e outro a trinta.
9Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
10Então os discípulos se aproximaram, e lhe perguntaram: Por que falas a eles por parábolas?
11E ele lhes respondeu: Porque a vós é dado saber os mistérios do Reino dos céus, mas a eles não é dado.
12Pois a quem tem, lhe será dado, e terá em abundância; mas a quem não tem, até aquilo que tem lhe será tirado.
13Por isso falo a eles por parábolas; porque vendo, não veem; e ouvindo, não ouvem, nem entendem.
14Assim neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: De fato ouvireis, mas não entendereis; De fato vereis, mas não percebereis.
15Porque o coração deste povo está insensível; Com seus ouvidos dificilmente ouvem, e seus olhos fecharam; A fim de não haver que seus olhos vejam, seus ouvidos ouçam, Seus corações entendam, e se arrependam, E eu os cure. Isaías 6:9-10
16Mas benditos são os vossos olhos, porque veem; e os vossos ouvidos, porque ouvem.
17Pois em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes, mas não viram; e desejaram ouvir o que vós ouvis, mas não ouviram.
18Portanto, ouvi vós a parábola do semeador:
19Quando alguém ouve a palavra do Reino e não a entende, o maligno vem e arranca o que foi semeado em seu coração; este é o que foi semeado junto ao caminho.
20E o que foi semeado entre as pedras é o que ouve a palavra, e logo a recebe com alegria,
21mas não tem raiz em si mesmo. Em vez disso, dura um pouco, mas quando vem a aflição ou a perseguição pela palavra, logo tropeça na fé.
22E o que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, mas a ansiedade com o tempo presente e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica sem dar fruto.
23Mas o que foi semeado em boa terra, este é o que ouve e entende a palavra, e o que dá e produz fruto, um a cem, outro a sessenta, e outro a trinta.
24E ele lhes declarou outra parábola, dizendo: O Reino dos céus é semelhante a um homem que semeia boa semente em seu campo,
25Mas, enquanto as pessoas dormiam, o inimigo dele veio, semeou joio entre o trigo, e foi embora.
26E, quando a erva cresceu e produziu fruto, então apareceu também o joio.
27Então os servos do dono da propriedade chegaram, e lhe perguntaram: “Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? De onde, pois, veio o joio?”
28E ele lhes respondeu: “Um inimigo fez isto”. Em seguida, os servos lhe perguntaram: “Queres, pois, que vamos e o tiremos?”
29Ele, porém, lhes respondeu: “Não, para não haver que, enquanto tirais o joio, arranqueis com ele também o trigo.
30Deixai-os crescer ambos juntos até a colheita; e no tempo da colheita direi aos que colhem: ‘Recolhei primeiro o joio, e amarrai-o em molhos, para o queimarem; mas ao trigo ajuntai no meu celeiro’.”
31Ele lhes propôs outra parábola: O Reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda que alguém tomou e semeou no seu campo.
32De fato, dentre todas as sementes, esta é a menor. Mas quando cresce, é a maior das hortaliças; e se torna tamanha árvore, que as aves do céu vêm e se aninham em seus ramos.
33Ele lhes disse outra parábola: O Reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou e misturou em três medidas de farinha, até que tudo ficasse fermentado.
34Tudo isto Jesus falou por parábolas às multidões. Sem parábolas ele não lhes falava,
35para que se cumprisse o que foi falado pelo profeta, que disse: Abrirei a minha boca em parábolas; Pronunciarei coisas escondidas desde a fundação do mundo. Salmos 78:2
36Então Jesus despediu as multidões, e foi para casa. Seus discípulos se aproximaram dele, e disseram: Explica-nos a parábola do joio do campo.
37E ele lhes respondeu: O que semeia a boa semente é o Filho do homem.
38E o campo é o mundo; e a boa semente, estes são os filhos do Reino; e o joio são os filhos do maligno.
39E o inimigo, que o semeou, é o diabo; e a colheita é o fim da era; e os que colhem são os anjos.
40Portanto, como o joio é colhido e queimado no fogo, assim também será no fim desta era.
41O Filho do homem enviará seus anjos, e eles recolherão do seu Reino todas as causas do pecado, assim como os que praticam injustiça,
42e os lançarão na fornalha de fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes.
43Então os justos brilharão como o sol, no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
44O Reino dos céus também é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem, depois de achá-lo, escondeu. Então, em sua alegria, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo.
45O Reino dos céus também é semelhante a um homem negociante, que buscava boas pérolas.
46Quando este achou uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e a comprou.
47O Reino dos céus também é semelhante a uma rede lançada ao mar, que colhe toda espécie de peixes .
48E quando está cheia, os pescadores puxam-na à praia, sentam-se, e recolhem os bons em cestos, mas os ruins lançam fora.
49Assim será ao fim da era; os anjos sairão, e separarão dentre os justos os maus,
50e os lançarão na fornalha de fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes.
51E Jesus lhes perguntou: Entendestes todas estas coisas?Eles lhe responderam: Sim, Senhor.
52E ele lhes disse: Portanto todo escriba que se tornou discípulo no Reino dos céus é semelhante a um chefe de casa, que do seu tesouro tira coisas novas e velhas.
53E aconteceu que, quando Jesus acabou essas parábolas, retirou-se dali.
54E vindo à sua terra, ensinava-os na sinagoga deles, de tal maneira que ficavam admirados, e diziam: De onde vêm a este tal sabedoria, e os milagres?
55Não é este o filho do carpinteiro? E não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão, e Judas?
56Não estão todas as suas irmãs conosco? Ora, de onde vem a este tudo isto?
57E ofenderam-se por causa dele. Mas Jesus lhes disse: Não há profeta sem honra, a não ser em sua terra, e em sua casa.
58E não fez ali muitos milagres por causa da incredulidade deles.
1Naquele tempo Herodes, o tetrarca, ouviu relato a respeito de Jesus,
2e disse aos seus servos: Este é João Batista; ele ressuscitou dos mortos, e por isso os milagres operam nele.
3Porque Herodes havia prendido a João, acorrentado-o, e posto na prisão, por causa de Herodias, mulher do seu irmão Filipe;
4pois João lhe dizia: Não te lícito que a tenhas.
5Herodes queria matá-lo, mas tinha medo do povo, pois o consideravam profeta.
6Porém, enquanto era celebrado o aniversário de Herodes, a filha de Herodias dançou no meio das pessoas , e agradou a Herodes.
7Por isso prometeu a ela dar tudo o que pedisse.
8E ela, tendo sido induzida por sua mãe, disse: Dá-me aqui num prato a cabeça de João Batista.
9E o rei se entristeceu; mas devido ao juramento, e aos que estavam presentes, ordenou que isso fosse concedido.
10Então mandou degolarem João na prisão.
11Sua cabeça foi trazida num prato, e dada à garota, e ela a levou à sua mãe.
12E seus discípulos vieram, tomaram o corpo, e o enterraram; e foram avisar a Jesus.
13Depois de Jesus ouvir, retirou-se dali num barco, a um lugar deserto, sozinho; mas assim que as multidões ouviram acerca disso, seguiram-no a pé das cidades.
14Quando Jesus saiu, viu uma grande multidão. Ele se compadeceu deles, e curou dentre eles os enfermos.
15E chegando o entardecer, os seus discípulos se aproximaram dele, e disseram: O lugar é deserto, e já é tarde. Despede as multidões, para irem às aldeias, e comprarem para si de comer.
16Mas Jesus lhes respondeu: Eles não precisam ir. Vós mesmos, dai-lhes de comer.
17E eles lhe disseram: Nada temos aqui além de cinco pães e dois peixes.
18Então disse: Trazei-os aqui a mim.
19Ele mandou às multidões que se sentassem sobre a grama. Então tomou os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos ao céu, e os abençoou. Em seguida partiu os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos às multidões.
20E todos comeram, e se fartaram. E do que sobrou dos pedaços levantaram doze cestos cheios.
21E os que comeram foram quase cinco mil homens, sem contar as mulheres e as crianças.
22E logo Jesus mandou os seus discípulos entrarem no barco, e que fossem adiante dele para a outra margem, enquanto ele despedia as multidões.
23Depois de despedir as multidões, subiu ao monte, à parte, para orar. Tendo chegado a noite, ele estava ali sozinho.
24E o barco já estava no meio do mar, atormentado pelas ondas, porque o vento era contrário.
25Mas à quarta vigília da noite Jesus foi até eles, andando sobre o mar.
26Quando os discípulos o viram andar sobre o mar, apavoraram-se, dizendo: É um fantasma! E gritaram de medo.
27Mas Jesus logo lhes falou, dizendo: Tende coragem! Sou eu, não tenhais medo.
28E Pedro lhe respondeu, dizendo: Senhor, se és tu, manda-me vir a ti sobre as águas.
29E ele disse: Vem. Então Pedro desceu do barco e andou sobre as águas, para vir em direção a Jesus.
30Mas quando viu o vento forte, teve medo; e começando a afundar, gritou: Senhor, salva-me!
31Imediatamente Jesus estendeu a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste?
32E quando subiram no barco, o vento se aquietou.
33Então os que estavam no barco vieram e o adoraram, dizendo: Verdadeiramente tu és o Filho de Deus.
34E havendo passado para a outra margem, chegaram à terra de Genesaré.
35E quando os homens daquele lugar o reconheceram, deram aviso por toda aquela região em redor, e lhe trouxeram todos os que estavam enfermos.
36E rogavam-lhe que tão somente tocassem a borda de sua roupa; e todos os que tocavam ficaram curados.
1Então alguns escribas e fariseus de Jerusalém se aproximaram de Jesus, e perguntaram:
2Por que os teus discípulos transgridem a tradição dos anciãos? Pois não lavam suas mãos quando comem pão.
3Porém ele lhes respondeu: E vós, por que transgredis o mandamento de Deus por vossa tradição?
4Pois Deus mandou, dizendo: Honra ao teu pai e à tua mãe; e quem maldisser ao pai ou à mãe seja sentenciado à morte. Êxodo 21:17, Levítico 20:9
5Mas vós dizeis: “Qualquer um que disser ao pai ou à mãe: ‘Todo o proveito que terias de mim é oferta exclusiva para Deus ’, não precisa honrar seu pai ou à sua mãe”.
6E assim invalidastes o mandamento de Deus por vossa tradição.
7Hipócritas! Isaías bem profetizou sobre vós, dizendo:
8Este povo com sua boca se aproxima de mim, e com os lábios me honra; mas o seu coração está longe de mim.
9Em vão, porém, me veneram, ensinando doutrinas que são regras humanas. Isaías 29:13
10Assim chamou a multidão para si, e disse-lhes: Ouvi e entendei.
11Não é o que entra na boca que contamina o ser humano; mas sim o que sai da boca, isso contamina o ser humano.
12Então os seus discípulos aproximaram-se dele, e lhe perguntaram: Tu sabes que os fariseus se ofenderam quando ouviram essa palavra?
13Mas ele respondeu: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada pela raiz.
14Deixai-os, são guias cegos de cegos. E se o cego guiar outro cego, ambos cairão na cova.
15E Pedro lhe disse: Explica-nos esta parábola.
16Porém Jesus disse: Até vós ainda estais sem entender?
17Não percebeis ainda que tudo o que entra na boca vai ao ventre, mas depois é lançado na privada?
18Porém as coisas que saem da boca procedem do coração; e elas contaminam o ser humano.
19Pois do coração procedem maus pensamentos, mortes, adultérios, pecados sexuais, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias.
20Estas coisas são as que contaminam o ser humano; mas comer sem lavar as mãos não contamina o ser humano.
21E, tendo Jesus partido dali, foi para as partes de Tiro e de Sidom.
22E eis que uma mulher Cananeia, que tinha saído daquela região, clamou-lhe: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim! Minha filha está miseravelmente endemoninhada.
23Mas ele não lhe respondeu palavra. Então seus discípulos se aproximaram dele, e rogaram-lhe, dizendo: Manda-a embora, porque ela está gritando atrás de nós.
24E ele respondeu: Não fui enviado para ninguém além das ovelhas perdidas da casa de Israel.
25Então ela veio e se prostrou diante dele, dizendo: Senhor, socorre-me.
26Mas ele respondeu: Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos.
27Ela, porém, disse: Sim, Senhor. Porém os cachorrinhos também comem, das migalhas que caem da mesa dos seus senhores.
28Então Jesus lhe respondeu: Ó mulher, grande é a tua fé. A ti seja feito como tu queres. E desde aquela hora sua filha ficou curada.
29E tendo Jesus partido dali, veio ao mar da Galileia. Ele subiu a um monte, e ali se sentou.
30E vieram a ele muitas multidões, que tinham consigo mancos, cegos, mudos, aleijados, e muitos outros; e os lançaram aos pés de Jesus, e ele os curou.
31Desta maneira, as multidões se maravilhavam quando viam os mudos falarem, os aleijados ficarem sãos, os mancos andarem, e os cegos verem; então glorificaram ao Deus de Israel.
32Jesus chamou a si os seus discípulos, e disse: Estou compadecido com a multidão, porque já há três dias que estão comigo, e não têm o que comer. E não quero os deixar ir em jejum, para que não desmaiem no caminho.
33E os seus discípulos lhe responderam: De onde conseguiremos tantos pães no deserto, para saciar tão grande multidão?
34Jesus lhes perguntou: Quantos pães tendes? E eles disseram: Sete; e uns poucos peixinhos.
35Então mandou as multidões que se sentassem pelo chão.
36Tomou os sete pães e os peixes, deu graças e os partiu. Em seguida, ele os deu aos seus discípulos, e os discípulos à multidão.
37E todos comeram e se saciaram; e levantaram dos pedaços que sobraram sete cestos cheios.
38E foram os que comeram quatro mil homens, sem contar as mulheres e as crianças.
39Depois de despedir as multidões, Jesus entrou em um barco, e veio à região de Magdala.
"Tive muitas coisas em minhas mãos e todas perdi; mas o que coloquei nas mãos de Deus, ainda possuo."
— Martin Luther