Day 276 / 365
Oseias 13–14 · Joel 1–2
Oseias 13–14
1Quando Efraim falava, havia tremor; ele era exaltado em Israel; mas se tornou culpado por causa de Baal, e morreu.
2Agora pecam cada vez mais, e de sua prata fizeram para si uma imagem de fundição, ídolos segundo seu entendimento, todos eles obra de artesãos; acerca dos quais dizem: As pessoas que sacrificam beijam bezerros!
3Por isso serão como a névoa da manhã, como o orvalho da madrugada que passa; como a palha que o vento leva da eira, e como a fumaça que sai da chaminé.
4Porém eu sou o SENHOR teu Deus, desde a terra do Egito; portanto não conhecerás a Deus algum a não ser a mim, porque não há Salvador além de mim.
5Eu te conheci no deserto, na terra seca.
6Depois se fartaram em seus pastos; quando ficaram fartos, seus corações se exaltaram; por isso se esqueceram de mim.
7Por isso eu serei para eles como leão; como leopardo os espiarei no caminho.
8Como ursa de quem tomaram os filhotes os encontrarei, e rasgareis os peitorais de seu coração; e ali os devorarei como leão; os animais do campo os despedaçarão.
9Estás perdido, ó Israel, porque é em mim que está tua ajuda.
10Onde está agora o teu rei, para que te proteja em todas as tuas cidades? E teus juízes, dos quais disseste: Dá-me um rei e príncipes?
11Eu te dei um rei em minha ira, e o tirei em meu furor.
12A maldade de Efraim está registrada; seu pecado está guardado.
13Dores de parto lhe virão; ele é um filho insensato, pois não deveria permanecer dentro na hora do parto.
14Eu os resgatarei do poder do Xeol e os livrarei da morte. Onde estão, Ó morte, tuas pestilências? Onde está, ó Xeol, tua perdição? A compaixão será escondida de meus olhos.
15Ainda que ele frutifique entre os irmãos, virá o vento oriental, vento do SENHOR, subindo do deserto, e sua fonte se secará, sua nascente se secará; ele saqueará o tesouro de tudo o que for precioso.
16Samaria levará sua culpa, porque se rebelou contra o seu Deus. Cairão a espada; suas crianças serão despedaçadas, e suas grávidas terão seus ventres abertos.
1Converte-te, ó Israel, ao SENHOR teu Deus; pois caíste por tua maldade.
2Tomai convosco palavras, e convertei-vos ao SENHOR; dizei-lhe: Tira toda a maldade, e aceita o que é bom; então ofereceremos nossos lábios como bezerros.
3Os assírios não nos salvarão; não cavalgaremos sobre cavalos, e nunca mais chamaremos à obra de nossas mãos de nossos deuses; porque em ti o órfão alcançará misericórdia.
4Eu curarei sua rebelião, eu os amarei voluntariamente, porque minha ira terá se afastado deles.
5Eu serei a Israel como o orvalho; ele florescerá como lírio, e estenderá suas raízes como o cedro do Líbano.
6Seus ramos se estenderão; sua beleza como a da oliveira, e sua fragrância como o cedro do Líbano.
7Voltarão, e habitarão abaixo de sua sombra: serão vivificados como o trigo, e florescerão como a videira; sua fama será como o vinho do Líbano.
8Ó Efraim, o que mais eu tenho a ver com os ídolos? Eu o responderei, e dele cuidarei; serei a ele como a faia verde; de mim vem o teu fruto.
9Quem é sábio entenda estas coisas, e o prudente as reconheça; porque os caminhos do SENHOR são retos, e os justos andarão neles; mas os transgressores neles cairão.
Joel 1–2
1Palavra do SENHOR que veio a Joel, filho de Petuel.
2Ouvi isto, anciãos, e escutai, todos os moradores desta terra. Por acaso isto aconteceu em vossos dias, ou nos dias dos vossos pais?
3Contai disso aos vossos filhos, e vossos filhos aos seus filhos, e seus filhos à outra geração.
4O que restou do gafanhoto cortador o gafanhoto comedor comeu; e o que restou do gafanhoto comedor o gafanhoto devorador comeu, e o que restou do gafanhoto devorador o gafanhoto destruidor comeu.
5Despertai, vós bêbados, e chorai; gemei todos vós que bebeis vinho, por causa do suco de uva, porque foi tirado de vossa boca.
6Porque uma nação subiu sobre minha terra, poderosa e sem número; seus dentes são dentes de leão, e têm presas de leoa.
7Assolou minha videira, e devastou minha figueira; desnudou-a por completo e a derrubou; seus ramos ficaram brancos.
8Chora tu como a virgem vestida de saco por causa do marido de sua juventude.
9As ofertas de cereais e de bebidas se acabaram da casa do SENHOR; os sacerdotes, servos do SENHOR, estão de luto.
10O campo foi assolado, a terra está de luto; porque o trigo foi destruído, o suco de uva se secou, o azeite está em falta.
11Envergonhai-vos, trabalhadores; gemei, plantadores de vinhas, pelo trigo e pela a cevada; porque a colheita do campo pereceu.
12A vide se secou, a figueira definhou, assim como a romeira, a palmeira, e a macieira; todas as árvores do campo se secaram; por isso a alegria se secou entre os filhos dos homens.
13Cingi-vos e lamentai, sacerdotes; gemei, ministros do altar; vinde e deitai em sacos, trabalhadores de meu Deus; porque as ofertas de alimentos e de bebidas foram tiradas da casa de vosso Deus.
14Santificai um jejum; convocai uma reunião solene; congregai os anciãos e todos os moradores desta terra na casa do SENHOR vosso Deus, e clamai ao SENHOR.
15Ai daquele dia! Porque perto está o dia do SENHOR, e virá do Todo-Poderoso como destruição.
16Por acaso não foi tirado o alimento de diante de nossos olhos, a alegria e o prazer da casa de nosso Deus?
17As sementes se apodreceram debaixo de seus torrões, os celeiros foram assolados, os depósitos foram derrubados; porque o trigo se secou.
18Como geme o gado! As manadas dos vacas estão confusas, porque não têm pasto! Os rebanhos das ovelhas estão desolados.
19A ti, ó SENHOR, eu clamo; porque o fogo consumiu os pastos do deserto, e chama incendiou todas as árvores do campo.
20Até os animais do campo clamam a ti, porque os rios de águas se secaram, e o fogo consumiu os pastos do deserto.
1Tocai a trombeta em Sião, e alertai em alta voz no meu santo monte; perturbem-se todos os moradores desta terra; porque o dia do SENHOR vem, porque perto está.
2Dia de trevas e de escuridão, dia de nuvens e densas trevas, como a madrugada espalhada sobre os montes; um povo grande e poderoso, como nunca houve desde a antiguidade, nem depois dele jamais haverá, de geração em geração.
3Diante dele o fogo consome, e atrás dele a chama arde; a terra adiante dele é como o jardim do Éden, mas atrás dele como deserto devastado; nada há que dele possa escapar.
4Sua aparência é como a aparência de cavalos, e correrão como cavaleiros.
5Saltarão como estrondo de carruagens sobre as topos dos montes, como som de chama de fogo que consome a palha, como povo poderoso, em posição de combate.
6Diante dele os povos se angustiarão, todos os rostos se afligirão.
7Como guerreiros correrão, como homens de guerra subirão a muralha; e cada um irá em seus caminhos, e não torcerão suas veredas.
8Nenhum apertará ao outro; irão cada um em seu percurso; irrompem sem desfazerem suas fileiras.
9Irão pela cidade, correrão pela muralha, subirão nas casas, entrarão pelas janelas como ladrão.
10A terra se abala diante deles, o céu se estremece; o sol e a lua se escurecem, e as estrelas retiram seu brilho.
11E o SENHOR levanta sua voz diante de seu exército; porque suas tropas são muito grandes; porque forte é aquele que cumpre sua palavra; porque o dia do SENHOR é grande, e muito terrível; quem poderá o suportar?
12Por isso agora o SENHOR diz: Convertei-vos a mim com todo o vosso coração, com jejum, choro e pranto.
13Rasgai vosso coração, e não vossas vestes.Convertei-vos ao SENHOR vosso Deus, porque ele é piedoso e misericordioso, que demora para se irar, e é grande em bondade, e que se arrepende de castigar.
14Quem sabe talvez ele volte atrás e se arrependa, e deixe após si uma bênção, uma oferta de alimento de de bebida ao SENHOR vosso Deus?
15Tocai a trombeta em Sião, santificai um jejum, convocai uma reunião solene.
16Reuni o povo, santificai a congregação, juntai os anciãos, reuni as crianças e os que mamam; saia o noivo de seu cômodo, e a noiva de seu quarto.
17Os sacerdotes, trabalhadores do SENHOR, chorem entre o pórtico e o altar, e digam: Poupa a teu povo, SENHOR, e não entregues tua herança à humilhação, para que as nações a dominem. Por que entre os povos diriam: Onde está o Deus deles?
18Então o SENHOR terá zelo por sua terra, e poupará a seu povo.
19E o SENHOR responderá e dirá a seu povo: Eis que eu vos envio pão, suco de uva, e azeite, e deles sereis saciados; e nunca mais vos entregarei à humilhação entre as nações.
20E afastarei de vós o exército do norte, e o lançarei na terra seca e deserta; sua frente será para o mar oriental, e sua retaguarda para o mar ocidental, e exalará seu mau cheiro; subirá sua podridão, porque fez grandes coisas.
21Não temas, ó terra; alegra-te e encha-te de alegria, porque o SENHOR tem feito grandes coisas.
22Não temais, vós animais do campo; porque os pastos do deserto voltarão a ficar verdes, porque as árvores darão seu fruto, a figueira e a videira mostrarão seu vigor.
23E vós, filhos de Sião, alegrai-vos e enchei-vos de alegria no SENHOR vosso Deus; porque ele vos dará a primeira chuva com justiça, e fará descer sobre vós as primeiras e últimas chuvas do ano, assim como era antes.
24E as eiras se encherão de trigo, e as prensas transbordarão de suco de uva e azeite.
25Assim vos restituirei dos anos em que comeram o cortador, o comedor, o devorador e o destruidor, o meu grande exército que enviei contra vós.
26E comereis abundantemente até vos saciar; e louvareis o nome do SENHOR vosso Deus, que fez maravilhas convosco; e nunca mais meu povo será envergonhado.
27E sabereis que eu estou no meio de Israel, e que eu sou o SENHOR vosso Deus, e não há outro; e meu povo nunca mais será envergonhado.
28E será depois que derramarei meu Espírito sobre toda carne; e vossos filhos e vossas filhas profetizarão; vossos velhos terão sonhos, e vossos jovens terão visões.
29E também sobre os servos e sobre as servas, naqueles dias derramarei o meu Espírito.
30E mostrarei maravilhas no céu e na terra; sangue, fogo, e colunas de fumaça.
31O sol se tornará em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e temível dia do SENHOR.
32E será que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo; porque no monte de Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como o SENHOR disse, entre os que restarem, aos quais o SENHOR chamar.
"A cruz é o para-raios da graça que desvia a ira de Deus para Cristo."
— A. W. Tozer