Day 271 / 365
Daniel 8–10
Daniel 8–10
1No terceiro ano do reinado do rei Belsazar, apareceu uma visão a mim, Daniel, depois daquela que tinha me aparecido no princípio.
2E vi em uma visão, (e aconteceu quando vi, que eu estava na fortaleza de Susã, que é na província de Elão) vi pois em uma visão, enquanto eu estava junto ao rio Ulai.
3E levantei meus olhos, e vi, e eis um carneiro que estava diante do rio, o qual tinha dois chifres; e os dois chifres eram altos, porém um era mais alto que o outro; e o mais alto subiu por último.
4Vi que o carneiro dava golpes com os chifres para o ocidente, para o norte, e para o sul; nenhum dos animais podia lhe resistir, nem havia quem se livrasse de seu poder; e fazia conforme sua vontade, e se engrandecia.
5E enquanto eu estava considerando, eis um bode que vinha do ocidente sobre a face de toda a terra, e ele não tocava a terra; e aquele bode tinha um chifre muito visível entre seus olhos;
6E ele veio até o carneiro que tinha os dois chifres, o qual eu havia visto que estava diante do rio, e correu contra ele com o ímpeto de sua força.
7E o vi chegar junto ao carneiro, e irritou-se contra ele, feriu o carneiro, e quebrou seus dois chifres, pois não havia no carneiro força para resistir-lhe; então o derrubou por terra, e o pisou; não houve quem livrasse o carneiro de seu poder.
8E o bode se engrandeceu muito; porém, quando estava em sua maior força, aquele grande chifre foi quebrado, e em seu lugar subiram outros quatro muito visíveis, na direção dos quatro ventos do céu.
9E de um deles saiu um chifre pequeno, o qual cresceu muito ao sul, ao oriente, e à terra formosa.
10E engrandeceu-se até o exército do céu; e lançou por terra a alguns do exército e das estrelas, e as pisou.
11Engrandeceu-se até contra o príncipe do exército, e por ele foi tirado o contínuo sacrifício , e o lugar de seu santuário foi derrubado.
12E por causa da transgressão, o exército lhe foi entregue, assim como o contínuo sacrifício ; e lançou a verdade em terra, e teve sucesso naquilo que fez.
13Depois ouvi um santo que falava; e outro santo disse ao que falava: Até quando durará a visão do contínuo sacrifício , e da transgressão assoladora, de modo que o santuário e o exército são entregues para serem pisoteados?
14E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.
15E aconteceu que, tendo eu, Daniel visto a visão, e buscando entendê-la, eis que alguém semelhante a um homem se pôs diante de mim.
16E ouvi uma voz de homem entre as margens de Ulai, que gritou e disse: Gabriel, explica a visão a este.
17Então ele veio para perto de onde eu estava; e quando ele veio, me assombrei, e caí sobre meu rosto. Porém ele me disse: Entende, filho do homem; porque esta visão será para o tempo do fim.
18E enquanto ele estava falando comigo, adormeci sobre meu rosto em terra; então ele me tocou, e fez ficar de pé.
19E disse: Eis que eu te farei saber o que irá acontecer no fim da ira; pois será no tempo certo, o fim.
20Aquele carneiro que viste com dois chifres, são os reis da Média e da Pérsia.
21Porém o bode peludo é o rei da Grécia; e o chifre grande que tinha entre seus olhos é o primeiro rei.
22E quanto a ter sido quebrado, e terem surgido quatro em seu lugar, significa que quatro reinos surgirão daquela nação, mas não com a força dele.
23E ao fim do império deles, quando os transgressores se acabarem, se levantará um rei de rosto feroz, e entendido em astúcias.
24E sua força ganhará vigor, mas não com sua própria força; e destruirá terrivelmente, e terá sucesso naquilo que fizer; e destruirá os fortes e o povo dos santos.
25E com sua inteligência fará prosperar o engano em seu poder; e em seu coração se engrandecerá, e com tranquilidade destruirá a muitos; e se levantará contra o Príncipe dos príncipes, porém sem mão será quebrantado.
26E a visão da tarde e a manhã que foi dita é verdadeira; tu, porém guarda em segredo a visão, porque é para muitos dias.
27E eu, Daniel, enfraqueci, e fiquei doente por alguns dias; depois me levantei, e tratei dos negócios do do rei; porém continuei espantado acerca da visão, e não havia quem a entendesse.
1No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da nação dos medos, o qual foi posto por rei sobre o reino dos caldeus;
2No primeiro ano de seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros o número de anos, dos quais o SENHOR falara ao profeta Jeremias, que havia de acabar a assolação de Jerusalém, era setenta anos.
3Então dirigi meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e rogos, em jejum, saco, e cinza.
4E orei ao SENHOR meu Deus, e declarei, dizendo: Ó Senhor, Deus grande e temível, que guarda o pacto e a misericórdia com os que o amam e guardam seus mandamentos;
5Nós pecamos, cometemos maldade; agimos perversamente, e fomos rebeldes, por termos nos desviado de teus mandamentos e de teus juízos.
6Não demos ouvido a teus servos, os profetas, que em teu nome falaram a nossos reis, nossos príncipes, nossos pais, e a todo o povo da terra.
7A ti, Senhor, pertence a justiça, mas a nós a vergonha de rosto, tal como hoje estamos ,todo homem de Judá, os moradores de Jerusalém, e todo Israel, os de perto e os de longe, em todas as terras para onde os tens lançado por causa de sua transgressão com que transgrediram contra ti.
8Ó SENHOR, a nós pertence a vergonha de rosto, a nossos reis, nossos príncipes, e nossos pais; porque contra ti pecamos.
9Ao SENHOR nosso Deus, pertence a misericórdia e os perdões, ainda que contra ele tenhamos nos rebelado;
10E não obedecemos à voz do SENHOR nosso Deus, para andar em suas leis, as quais ele nos deu por meio de seus servos os profetas.
11E todo Israel transgrediu tua lei, desviando-se para não ouvir tua voz; por isso a maldição, e o juramento que está escrito na lei de Moisés, servo de Deus, foram derramados sobre nós; porque contra ele pecamos.
12E ele confirmou sua palavra que falou sobre nós, e sobre nossos juízes que nos julgavam, trazendo sobre nós tão grande mal, que nunca havia sido feito debaixo do céu como o que foi feito em Jerusalém.
13Assim como está escrito na Lei de Moisés, todo aquele mal veio sobre nós; contudo não suplicamos à face do SENHOR nosso Deus, para nos convertermos de nossas maldades, e entender a tua verdade.
14O SENHOR vigiou sobre o mal, e o trouxe sobre nós; porque justo é o SENHOR nosso Deus em todas suas obras que fez; pois não obedecemos a sua voz.
15Agora pois, ó Senhor nosso Deus, que tiraste teu povo da terra do Egito com mão poderosa, e fizeste famoso o teu nome até hoje; temos pecado, agimos com maldade.
16Ó Senhor, segundo todas tuas justiças, desvie agora tua ira e teu furor de sobre a tua cidade Jerusalém, teu santo monte; pois por causa de nossos pecados, e pela maldades de nossos pais, Jerusalém e teu povo foram humilhados por todos os que estão ao nosso redor.
17Agora pois, ó Deus nosso, ouve a oração de teu servo, e suas súplicas, e faze que teu rosto resplandeça sobre teu santuário assolado, por causa do Senhor.
18Inclina, ó Deus meu, teus ouvidos, e ouve; abre teus olhos, e olha para nossas assolações, e para a cidade que é chamada pelo teu nome; pois não apresentamos nossas súplicas diante de ti confiando em nossas justiças, mas sim em tuas muitas misericórdias.
19Ouve, Senhor; ó Senhor, perdoa; presta atenção, Senhor, e faze sem demorar, por causa de ti mesmo, Deus meu; pois a tua cidade e teu povo são chamados pelo teu nome.
20Enquanto eu ainda estava falando e orando, e confessando meu pecado e o pecado de meu povo Israel, e apresentando minha súplica diante do SENHOR meu Deus, pelo monte santo de meu Deus;
21Estava eu falando em oração, e aquele varão Gabriel, ao qual eu tinha visto em visão antes, veio voando apressadamente, e me tocou cerca da hora do sacrifício da tarde.
22E me explicou, e falou comigo, dizendo: Daniel, agora saí para te fazer entender o sentido.
23No princípio de tuas súplicas a palavra saiu, e eu vim para te declarar, pois tu és muito querido. Considera, pois a palavra, e entende a visão.
24Setenta semanas estão determinadas sobre teu povo e sobre tua santa cidade, para acabar a transgressão, para encerrar o pecado, para expiar a maldade, e para trazer a justiça eterna; para selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos santos
25Sabe pois e entendas: desde a saída da palavra para restaurar e edificar a Jerusalém até o Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; voltará a ser construída com praças e muro, porém em tempos angustiosos.
26E depois das sessenta e duas semanas o Messias será exterminado, e nada terá para si; e o povo do príncipe que virá destruirá à cidade e o santuário; o fim dela será com inundação, e até o fim da guerra estão determinadas assolações.
27E firmará um pacto com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de alimentos; depois sobre a asa das abominações será o assolador, e isto até que seja derramado o fim determinado sobre o assolador.
1No terceiro ano de Ciro rei da Pérsia, foi revelada uma palavra a Daniel, cujo nome era chamado Beltessazar; e a palavra é verdadeira, e sobre uma grande guerra; e ele entendeu a palavra, e teve entendimento da visão.
2Naqueles dias eu, Daniel, me entristeci durante três semanas completas.
3Não comi alimento agradável, nem carne nem vinho entrou em minha boca, nem me untei com unguento, até que se completassem três semanas.
4E aos vinte e quatro dias do primeiro mês, estava eu na margem do grande rio Tigre;
5Então levantei meus olhos, e olhei, e eis um homem vestido de linho, e cingidos seus lombos de ouro fino de Ufaz;
6E seu corpo era como berilo, seu rosto parecia um relâmpago; seus olhos eram como tochas de fogo, e seus braços e seus pés como de cor de bronze polido; e a voz de suas palavras era como a voz de uma multidão.
7E somente eu, Daniel, vi aquela visão, e os homens que estavam comigo não a viram; porém caiu sobre eles um grande temor, de tal modo que fugiram e se esconderam.
8Fiquei, pois, eu só, e vi esta grande visão, e não ficou em mim força alguma; antes minha boa aparência se tornou em palidez, sem reter força alguma.
9Porém ouvi a voz de suas palavras; e enquanto ouvia a voz de suas palavras, eu caí em profundo sono sobre meu rosto, com meu rosto em terra.
10E eis que uma mão me tocou, e fez que eu me movesse sobre meus joelhos, e sobre as palmas de minhas mãos.
11E disse-me: Daniel, homem muito querido, entende as palavras que falarei contigo, e levanta-te sobre teus pés; porque agora sou enviado a ti. E enquanto ele falava comigo esta palavra, eu estava tremendo.
12E ele me disse: Não temas, Daniel; porque desde o primeiro dia em que deste teu coração a entender, e a te afligir na presença de teu Deus, foram ouvidas tuas palavras; e foi por causa de tuas palavras que eu vim.
13Mas o príncipe do reino da Pérsia se pôs contra mim por vinte e um dias; e eis que Miguel, um dos principais chefes, veio para me ajudar, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia.
14Agora vim para te fazer entender o que irá acontecer a teu povo nos últimos dias; porque a visão ainda é para muitos dias;
15E tendo ele falado comigo estas palavras, abaixei meu rosto em terra, e emudeci.
16E eis que alguém semelhante aos filhos dos homens tocou meus lábios. Então abri minha boca, e falei, e disse ao que estava diante de mim: Meu senhor, por causa da visão minhas dores se tornam sobre mim, sem que eu retenha força alguma.
17Como pode, pois, o servo de meu senhor falar com este meu senhor? Pois desde agora não resta força em mim, e não me ficou fôlego.
18E aquele que parecia com um homem me tocou outra vez, e me confortou;
19E disse: Não temas, homem querido, paz seja contigo; sê forte! Sê forte! E tendo ele falado comigo, fortaleci-me, e disse: Fale meu senhor, pois tu me fortaleceste.
20E ele disse: Sabes por que vim ti? Pois agora voltarei para lutar contra o príncipe da Pérsia; e quando eu sair, eis que virá o príncipe da Grécia.
21Porém eu te declararei o que está escrito na escritura de verdade; e ninguém há que se esforce comigo contra eles, a não ser Miguel, vosso príncipe.
"Ser amado sem ser conhecido é reconfortante, mas superficial. Ser conhecido e não amado é nosso maior medo. Mas ser plenamente conhecido e verdadeiramente amado é o que mais precisamos."
— Timothy Keller