Day 255 / 365
Lamentações 5 · Ezequiel 1–2
Lamentações 5
1Lembra-te, SENHOR, do que tem nos acontecido; presta atenção e olha nossa humilhação.
2Nossa herança passou a ser de estrangeiros, nossas casas de forasteiros.
3Órfãos somos sem pai, nossas mães são como viúvas.
4Bebemos nossa água por dinheiro; nossa lenha temos que pagar.
5Perseguição sofremos sobre nossos pescoços; estamos cansados, mas não temos descanso.
6Nós nos rendemos aos egípcios e aos assírios para nos saciarmos de pão.
7Nossos pais pecaram, e não existem mais; porém nós levamos seus castigos.
8Servos passaram a nos dominar; ninguém há que nos livre de suas mãos.
9Com risco de vida trazemos nosso pão, por causa da espada do deserto.
10Nossa pele se tornou negra como um forno, por causa do ardor da fome.
11Abusaram das mulheres em Sião, das virgens nas cidades de Judá.
12Os príncipes foram enforcados por sua mãos; não respeitaram as faces dos velhos.
13Levaram os rapazes para moer, e os moços caíram debaixo da lenha que carregavam .
14Os anciãos deixaram de se sentarem junto as portas, os rapazes de suas canções.
15Acabou a alegria de nosso coração; nossa dança se tornou em luto.
16Caiu a coroa de nossa cabeça; ai agora de nós, porque pecamos.
17Por isso nosso coração ficou fraco, por isso nossos olhos escureceram;
18Por causa do monte de Sião, que está desolado; raposas andam nele.
19Tu, SENHOR, permanecerás para sempre; e teu trono de geração após geração.
20Por que te esquecerias de nós para sempre e nos abandonarias por tanto tempo?
21Converte-nos, SENHOR, a ti, e seremos convertidos; renova o nossos dias como antes;
22A não ser que tenhas nos rejeitado totalmente, e estejas enfurecido contra nós ao extremo.
Ezequiel 1–2
1E sucedeu que, aos trinta anos, no quarto mês , aos cinco do mês, estando eu em meio dos exilados, junto ao rio Quebar, os céus se abriram, e vi visões de Deus.
2Aos cinco do mês, que foi no quinto ano do cativeiro do rei Joaquim,
3verdadeiramente veio a palavra do SENHOR ao sacerdote Ezequiel, filho de Buzi, na terra dos caldeus, junto ao rio Quebar; e ali a mão do SENHOR esteve sobre ele.
4Então olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, e um fogo incandescente, e ao seu redor um resplendor, e no meio do fogo uma coisa que parecia como de âmbar,
5E no meio dela havia a semelhança de quatro animais; e esta era sua aparência; eles tinham semelhança humana.
6E cada um tinha quatro rostos, e cada um quatro asas.
7E suas pernas eram retas, e a planta de seus pés como a planta de pé de bezerro; e reluziam como o bronze polido.
8E tinham mãos humanas debaixo de suas asas, em seus quatro lados; assim os quatro tinham seus rostos e suas asas.
9Suas asas se juntavam umas às outras. Não viravam quando se moviam; cada um andava na direção de seu rosto.
10E a aparência de seus rostos era como rosto de homem; e rosto de leão à direita nos quatro; e à esquerda rosto de boi nos quatro; também havia nos quatro um rosto de águia;
11Assim eram seus rostos. E suas asas estavam estendidas por cima, cada um duas, as quais se juntavam; e as outras duas cobriam seus corpos.
12E cada um se movia na direção de seu rosto; para onde o espírito se dirigia, eles iam; não viravam quando se moviam.
13Quanto à semelhança dos animais, sua aparência era como pedaços de carvão acesos, como aparência de tochas acesas; o fogo se movia entre os animais; e brilhava intensamente, e do fogo saíam relâmpagos.
14E os animais corriam e voltavam, à semelhança de relâmpagos.
15E enquanto eu estava vendo os animais, eis que uma roda estava na terra junto aos animais, junto a seus quatro rostos.
16E a aparência das rodas, e sua feitura, era como da cor do berilo; e as quatro tinham uma mesma semelhança; sua aparência e sua obra era como se uma roda estivesse no meio de outra roda.
17Quando andavam, moviam-se sobre seus quatro lados; não viravam quando se moviam.
18E seus aros eram altos e espantosos; e seus aros estavam cheios de olhos ao redor das quatro rodas .
19E quando os animais andavam, as rodas andavam junto a eles: e quando os animais se levantavam da terra, levantavam-se também as rodas.
20Para onde o espírito queria ir, iam, para onde era o espírito ia; e as rodas também se levantavam com eles, pois o espírito dos animais estava nas rodas.
21Quando eles andavam, elas andavam; e quando eles paravam, elas paravam; e quando se levantavam da terra, as rodas se levantavam com eles; pois o espírito dos animais estava nas rodas.
22E sobre as cabeças dos animais havia algo semelhante a um firmamento, da cor de um cristal espantoso, estendido acima sobre suas cabeças.
23E debaixo do firmamento estavam suas asas deles estendidas uma à outra; a cada um tinha duas, e outras duas com que cobriam seus corpos.
24E ouvi o ruído de suas asas quando se moviam, como o som de muitas águas, como a voz do Onipotente, o ruído de uma multidão, como o som de um exército. Quando paravam, abaixavam suas asas.
25E quando se paravam e abaixavam suas asas, ouvia-se uma voz de cima do firmamento que estava sobre suas cabeças.
26E acima do firmamento que estava sobre suas cabeças, havia a figura de um trono, que parecia com a pedra de safira; e sobre a figura do trono havia uma semelhança que parecia com um homem sentado acima dele.
27E vi o que parecia com o bronze polido, com a aparência de fogo ao seu redor do lado de dentro, da aparência de sua cintura para cima; e de sua cintura para baixo, vi que parecia como fogo, e havia um resplendor ao redor dele;
28Tal como a aparência do arco celeste, que surge nas nuvens em dia de chuva, assim era o aparência do resplendor ao redor. Esta foi a visão da semelhança da glória do SENHOR. E quando eu a vi, caí sobre meu rosto, e ouvi voz de um que falava.
1E Disse-me: Filho do homem, fica de pé, e falarei contigo.
2Então entrou em mim o Espírito enquanto falava comigo, e fez-me ficar de pé, e ouvi àquele que estava falando comigo.
3E disse-me: Filho do homem, eu te envio aos filhos de Israel, às nações rebeldes que se rebelaram contra mim; eles e seus pais têm transgredido contra mim até este dia de hoje.
4Pois são filhos duros de rosto e obstinados de coração; eu te envio a eles; e tu lhes dirás: Assim diz o Senhor DEUS.
5E eles, quer ouçam, quer deixem de ouvir ,(pois são uma casa rebelde) mesmo assim saberão que houve profeta entre eles.
6E tu, filho do homem, não os temas, nem temas suas palavras, ainda que estejas entre sarças e espinheiros, e tu habites com escorpiões; não temas suas palavras, nem te espantes pela presença deles, ainda que sejam uma casa rebelde.
7Tu falarás minhas palavras, quer ouçam, quer deixem de ouvir ; pois são rebeldes.
8Porém tu, filho do homem, ouve o que eu te falo; não sejas rebelde como a casa rebelde; abre a tua boca, e come o que eu te dou.
9Então eu vi e eis que uma mão foi estendida para mim, e eis que nela havia um rolo de livro.
10E o estendeu diante de mim, e estava escrito pela frente, e por detrás: e nele estavam escritas lamentações, suspiros, e ais.
"Ore como se tudo dependesse de Deus; trabalhe como se tudo dependesse de você."
— Augustine of Hippo