Bible in a Year
“Truly, truly, I say to you, whoever believes in me will also do the works that I do; and greater works than these will he do, because I am going to the Father. Whatever you ask in my name, this I will do, that the Father may be glorified in the Son. If you ask me anything in my name, I will do it.”John 14:12-14 ESV“Truly, truly, I say to you, whoever believes in me will also do the works that I do; and greater works than these will he do, because I am going to the Father. Whatever you ask in my name, this I will do, that the Father may be glorified in the Son. If you ask me anything in my name, I will do it.”John 14:12-14 ESV

Day 254 / 365

Lamentações 1–4

Lamentações 1–4

1Como se senta solitária a cidade que era tão populosa! A grande entre as nações tornou-se como viúva, a senhora de províncias passou a ser escrava.

2Amargamente chora na noite, suas lágrimas em seu rosto; entre todos os seus amantes não há quem a console; todos os seus amigos a traíram, inimigos se tornaram.

3Judá foi ao cativeiro com aflição e grande servidão; ela habita entre as nações, mas não acha descanso; todos os seus perseguidores a alcançam em meio ao aperto.

4Os caminhos de Sião estão em pranto, pois ninguém vem aos festivais; todas as suas portas estão desertas, seus sacerdotes gemem, suas virgens se afligem, e ela sofre de amargura.

5Seus oponentes estão no comando, seus inimigos prosperam; pois o SENHOR a afligiu por causa das suas muitas transgressões; suas crianças foram em cativeiro adiante do adversário.

6Partiu-se toda a beleza da filha de Sião; seus líderes estão como cervos, não acham pasto algum; eles andam fracos, fugindo do perseguidor.

7Nos dias da sua aflição, e de suas andanças perdidas, Jerusalém lembra-se de todas as suas preciosidades, que tinha nos tempos antigos; quando seu povo caiu na mão do adversário, não houve quem a ajudasse; os adversários a viram, e zombaram da sua queda.

8Jerusalém pecou gravemente; por isso ela se tornou impura; todos os que a honravam a desprezam, porque viram a sua nudez; ela geme, e se vira para trás.

9Sua imundície estava até nas roupas; nunca se importou com o seu futuro ; por isso caiu espantosamente, sem ter quem a consolasse. Olha, SENHOR, a minha aflição, porque o inimigo está engrandecido.

10O adversário tomou todas as suas coisas de valor; ela viu as nações entrarem no seu templo - aquelas que proibiste de entrarem na tua congregação.

11Todo o seu povo anda suspirando em busca de pão; trocaram todas os seus bens por comida a fim de sobreviverem. Olha, SENHOR, e vê que estou desprezada.

12Todos vós que estais passando, não vos importais ? Olhai, e vede se há dor como a minha, que me foi imposta, que o SENHOR me afligiu no dia da sua ira ardente.

13Desde o alto ele enviou fogo em meus ossos, o qual os dominou; ele estendeu uma rede a meus pés, fez-me voltar para trás; tornou-me assolada, sofrendo dores o dia todo.

14O jugo de minhas transgressões está amarrado por sua mão, elas estão ligadas, postas sobre o meu pescoço; ele abateu minhas forças. O Senhor me entregou nas suas mãos daqueles contra quem não posso me levantar.

15O Senhor derrotou todos os meus fortes em meio de mim; convocou contra mim um ajuntamento para quebrar os meus rapazes; o Senhor tem pisado a virgem filha de Judá como se fosse em uma prensa de uvas.

16Por estas coisas que eu choro; meus olhos, de meus olhos correm águas; pois afastou-se de mim consolador que daria descanso à minha alma: meus filhos estão desolados, porque o inimigo prevaleceu.

17Sião estendeu suas mãos, não há quem a console; o SENHOR deu ordens contra Jacó, para que seus inimigos o cercassem: Jerusalém se tornou imunda entre eles.

18O SENHOR é justo; eu que me rebelei contra sua boca. Ouvi, pois, todos os povos, e vede minha dor; minhas virgens e meus rapazes foram em cativeiro.

19Clamei a meus amantes, porém eles me enganaram; meus sacerdotes e meus anciãos pereceram na cidade; pois buscam comida para si tentarem sobreviver. )

20Olha, SENHOR, que estou angustiada; tormentam-se minhas entranhas, meu coração está transtornado em meio de mim, pois gravemente me rebelei; de fora desfilhou -me a espada, de dentro está como a morte.

21Eles me ouvem gemendo, porém não tenho consolador. Todos meus inimigos, quando ouvem minha aflição se alegram, pois tu o fizeste. Quando tu trouxeres o dia que anunciaste, eles serão como eu.

22Toda a maldade deles venha diante de ti, e faze com eles assim como fizeste comigo por causa de todas as minhas transgressões; pois meus gemidos são muitos, e meu coração está desfalecido.

1Como o Senhor cobriu a filha de Sião com sua ira! Ele derrubou a formosura de Israel do céu à terra, e não se lembrou do estrado de seus pés no dia de sua ira.

2O Senhor, destruiu sem compaixão todas as moradas de Jacó; derrubou em seu furor as fortalezas da filha de Judá, desonrou o reino e seus príncipes.

3Cortou no furor de sua ira todo o poder de Israel; tirou sua mão direita de diante do inimigo; e se acendeu contra Jacó como labareda de fogo que consome ao redor.

4Armou seu arco como inimigo, pôs sua mão direita como adversário, e matou todas as coisas agradáveis à vista; derramou sua indignação como fogo na tenda da filha de Sião.

5O Senhor tornou-se como inimigo, destruiu a Israel; destruiu todos os seus palácios, arruinou as suas fortalezas; e multiplicou na filha de Judá a lamentação e a tristeza.

6E com violência arrancou sua tenda, como se fosse de uma horta, destruiu o lugar de sua congregação; o SENHOR fez esquecer em Sião as solenidades e os sábados, E tem lançado no furor de sua ira rei e sacerdote.

7O Senhor rejeitou seu altar, detestou seu santuário, entregou na mão do inimigo os muros de seus palácios; levantaram gritaria na casa do SENHOR como em dia de festa.

8O SENHOR determinou destruir o muro da filha de Sião; estendeu o cordel, não deteve sua mão de destruir; tornou em lamento o antemuro e o muro; juntamente foram destruídos.

9Suas portas foram lançadas por terra, destruiu e quebrou seus ferrolhos; sua rei e seus príncipes estão entre as nações onde não há a Lei; nem seus profetas acham visão alguma do SENHOR.

10Sentados na terra e calados estão os anciãos da filha de Sião; lançaram pó sobre suas cabeças, vestiram-se de saco; as virgens de Jerusalém baixaram suas cabeças à terra.

11Meus olhos se consumiram de lágrimas, atormentam-se minhas entranhas; meu fígado se derramou por terra por causa do quebrantamento da filha de meu povo, porque crianças e bebês de mama desfalecem pelas ruas da cidade.

12Eles dizem às suas mães: Onde está o trigo e o vinho?, enquanto desfalecem como feridos pelas ruas da cidade, derramando suas almas no colo de suas mães.

13Que testemunho te trarei, ou a quem te compararei, ó filha de Jerusalém? A quem te assemelharei para te consolar, ó virgem, filha de Sião? Pois teu quebrantamento é tão grande quanto o mar; quem te curará?

14Teus profetas previram para ti futilidades e enganos; e não expuseram tua maldade para evitar teu cativeiro; em vez disso te predisseram profecias mentirosas e ilusórias.

15Todos os que passam pelo caminho, batem palmas para zombar de ti; assoviaram, e moveram suas cabeças por causa da filha de Jerusalém, dizendo: É esta a cidade que diziam ser a perfeita beleza, a alegria de toda a terra?

16Todos os teus inimigos abrem suas bocas contra ti, assoviam, e rangem os dentes; dizem: Nós a devoramos; pois este é o dia que esperávamos; nós o achamos, e o vimos.

17O SENHOR fez o que tinha determinado; cumpriu sua palavra que ele havia mandado desde os dias antigos; destruiu sem ter compaixão; e alegrou o inimigo sobre ti, e levantou o poder de teus adversários.

18O coração deles clamou ao Senhor. Ó muralha da filha de Sião, derrama lágrimas como um ribeiro dia e noite; não te dês descanso, nem cessem as meninas de teus olhos.

19Levanta-te, grita de noite, no começo das vigílias; derrama teu coração como águas diante da presença do Senhor; levanta tuas mãos a ele pela vida de tuas criancinhas, que desfalecem de fome nas entradas de todas as ruas.

20Olha, SENHOR, e considera a quem fizeste de tal modo; por acaso as mulheres comerão do seu próprio fruto, as criancinhas que carregam nos braços? Por acaso serão o sacerdote e o profeta mortos no santuário do Senhor?

21Jovens e velhos jazem por pelas ruas; minhas virgens e meus rapazes caíram à espada; tu os mataste no dia de tua ira, degolaste sem ter compaixão.

22Convocaste meus temores ao redor, como se fosse um dia solene; não houve quem escapasse no dia do ira do SENHOR, nem que restasse vivo; aos que criei e sustentei, meu inimigo os consumiu.

1Eu sou o homem que viu a aflição pela vara de seu furor.

2Guiou-me e levou-me a trevas, e não à luz.

3Com certeza se virou contra mim, revirou sua mão o dia todo.

4Fez envelhecer minha carne e minha pele, quebrou meus ossos.

5Edificou contra mim, e cercou -me de fel e de trabalho.

6Fez-me habitar em lugares escuros, como os que já morrera há muito tempo.

7Cercou-me por todos lados, e não posso sair; tornou pesados os meus grilhões.

8Até quando clamo e dou vozes, fechou os ouvidos à minha oração.

9Cercou meus caminhos com pedras lavradas, retorceu as minhas veredas.

10Foi para mim como um urso que espia, como um leão escondido.

11Desviou meus caminhos, e fez-me em pedaços; deixou-me desolado.

12Armou seu arco, e me pôs como alvo para a flecha.

13Fez entrar em meus rins as flechas de sua aljava.

14Servi de escárnio a todo o meu povo, de canção ridícula deles o dia todo.

15Fartou-me de amarguras, embebedou-me de absinto.

16Quebrou os meus dentes com cascalho, cobriu-me de cinzas.

17E afastou minha alma da paz, fez-me esquecer da boa vida.

18Então eu disse: Pereceram minha força e minha esperança no SENHOR.

19Lembra-te da minha aflição e do meu sofrimento, do absinto e do fel.

20Minha alma se lembra e se abate em mim.

21Disto me recordarei na minha mente, por isso terei esperança:

22É pelas bondades do SENHOR que não somos consumidos, porque suas misericórdias não têm fim.

23Elas são novas a cada manhã; grande é a tua fidelidade.

24O SENHOR é minha porção, diz a minha alma; portanto nele esperarei.

25Bom é o SENHOR para os que nele esperam, para a alma que o busca.

26É bom esperar e tranquilo aguardar a salvação do SENHOR.

27É bom ao homem levar o jugo em sua juventude.

28Sente-se só, e fique quieto; pois ele o pôs sobre si.

29Ponha sua boca no pó; talvez haja esperança.

30Dê a face ao que o ferir; farte-se de insultos.

31Pois o Senhor não rejeitará para sempre:

32Mesmo que cause aflição, ele também se compadecerá segundo a grandeza de suas misericórdias.

33Pois não é sua vontade afligir nem entristecer os filhos dos homens.

34Esmagar debaixo de seus pés a todos os prisioneiros da terra,

35Perverter o direito do homem diante da presença do Altíssimo,

36Prejudicar ao homem em sua causa: o Senhor não aprova ) tais coisas .

37Quem é que pode fazer suceder algo que diz, se o Senhor não tiver mandado?

38Por acaso da boca do Altíssimo não sai tanto a maldição como a bênção?

39Por que o homem vivente se queixa da punição de seus próprios pecados?

40Examinemos nossos caminhos, investiguemos, e nos voltemos ao SENHOR.

41Levantemos nossos corações e as mãos a Deus nos céus,

42Dizendo: Nós transgredimos e fomos rebeldes; tu não perdoaste.

43Cobriste-te de ira, e nos perseguiste; mataste sem teres compaixão.

44Cobriste-te de nuvens, para que nossa oração não passasse.

45Tu nos tornaste como escória e rejeito no meio dos povos.

46Todos os nossos inimigos abriram sua boca contra nós.

47Medo e cova vieram sobre nós, devastação e destruição.

48Rios de águas correm de meus olhos, por causa da destruição da filha de meu povo.

49Meus olhos destilam, e não cessam; não haverá descanso,

50Até que o SENHOR preste atenção, e veja desde os céus.

51Meus olhos afligem minha alma, por causa de todas as filhas de minha cidade.

52Sem motivo meus inimigos me caçam como a um passarinho.

53Tentaram tirar minha vida na masmorra, e lançaram pedras sobre mim.

54As águas inundaram sobre minha cabeça; eu disse: É o meu fim.

55Invoquei o teu nome, SENHOR, desde a cova profunda.

56Ouviste minha voz: não escondas o teu ouvido ao meu suspiro, ao meu clamor.

57Tu te achegaste no dia em que te invoquei; disseste: Não temas.

58Defendeste, Senhor, as causas de minha alma; redimiste minha vida.

59Viste, SENHOR, a maldade que me fizeram; julga minha causa.

60Viste toda a vingança deles, todos os seus pensamentos contra mim.

61Ouvido os seus insultos, ó SENHOR, todos os seus pensamentos contra mim;

62As coisas ditas pelos que se levantam contra mim, e seu planos contra mim o dia todo.

63Olha para tudo quanto eles fazem; com canções zombam de mim.

64Retribui-lhes, SENHOR, conforme a obra de suas mãos.

65Dá-lhes angústia de coração, tua maldição a eles.

66Persegue-os com ira, e destrua-os de debaixo dos céus do SENHOR.

1Como se escureceu o ouro! Como mudou o bom e fino ouro! As pedras do Santuário estão espalhadas pelas esquinas de todas as ruas.

2Os preciosos filhos de Sião, estimados como o ouro puro, como agora são considerados como vasos de barro, obra das mãos de oleiro!

3Até os chacais dão o peito para amamentar a seus filhotes; porém a filha de meu povo se tornou cruel, como os avestruzes no deserto.

4Por causa da sede a língua da criança de peito se grudou a seu céu da boca; os meninos pedem pão, e ninguém há lhes reparta.

5Os que comiam das melhores iguarias, agora desfalecem nas ruas; os que se criaram em carmesim abraçam o lixo.

6Pois maior é o castigo da filha de meu povo do que o do pecado de Sodoma, Que foi transtornada em um momento, e não assentaram sobre ela companhias.

7Seus nazireus eram mais alvos que a neve, mais brancos que o leite. Seus corpos eram mais avermelhados que rubis, e mais polidos que a safira;

8Mas agora sua aparência se escureceu mais que o carvão; não são mais reconhecidos nas ruas; sua pele está apegada a seus ossos, ficou seca como um pau.

9Mais felizes foram os mortos pela espada do que os mortos pela fome; porque estes se abatem traspassados pela falta dos frutos do campo.

10As mãos das mulheres compassivas cozeram a seus filhos; serviram-lhes de comida na destruição da filha de meu povo.

11O SENHOR cumpriu o seu furor, derramou o ardor de sua ira; e acendeu fogo em Sião, que consumiu seus fundamentos.

12Nem os reis da terra, nem todos os que habitam no mundo, criam que o adversário e o inimigo entraria pelas portas de Jerusalém.

13Assim foi por causa dos pecados de seus profetas, por causa das maldades de seus sacerdotes, que derramaram o sangue dos justos em meio dela.

14Titubearam como cegos nas ruas, andaram contaminados de sangue, de maneira que ninguém podia tocar suas vestes.

15Gritavam-lhes: Afastai-vos, imundos! Afastai-vos, afastai-vos, não toqueis. Quando fugiram e andaram sem rumo, foi dito entre as nações: Aqui não morarão.

16A face do SENHOR os dispersou, não os olhará mais: não respeitaram a face dos sacerdotes, nem tiveram compaixão dos velhos.

17Quanto a nós, desfaleceram-se nossos olhos esperando por socorro para nós; aguardávamos atentamente uma nação que não podia salvar.

18Caçaram nossos passos, de modo que não podíamos andar por nossas ruas; achegou-se o nosso fim, nossos dias se completaram, pois nosso fim veio.

19Nossos perseguidores foram mais velozes que as águias do céu; sobre os montes nos perseguiram, no deserto armaram ciladas para nós.

20O fôlego de nossas narinas, o ungido do SENHOR, do qual dizíamos: Abaixo de sua sombra teremos vida entre as nações; foi preso em suas covas.

21Goza-te e alegra-te, filha de Edom, que habitas na terra de Uz: porém o cálice também passará por ti; tu te embriagarás, e te desnudarás.

22Cumpriu-se o castigo por tua maldade, ó filha de Sião; nunca mais te levará em cativeiro. Ele punirá tua maldade, ó filha de Edom; revelará os teus pecados.

"A fé é crer no que não se vê; a recompensa dessa fé é ver aquilo em que se crê."

Augustine of Hippo

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