Day 230 / 365
Isaías 35–38
Isaías 35–38
1O deserto e o lugar seco terão prazer disto; e o lugar desabitado se alegrará e florescerá como a rosa.
2Abundantemente florescerá, e também se encherá de alegria e júbilo; a glória do Líbano lhe será dada, a honra do Carmelo e de Sarom; eles verão a glória do SENHOR, a honra de nosso Deus.
3Fortalecei as mãos fracas, e firmai os joelhos que tremem.
4Dizei aos perturbados de coração: Fortalecei-vos! Não temais! Eis que nosso Deus virá para a vingança, aos pagamentos de Deus; ele virá e vos salvará.
5Então os olhos dos cegos serão abertos, e os ouvidos dos surdos se abrirão.
6Então os aleijados saltarão como cervos, e a língua dos mudos falará alegremente; porque águas arrebentarão no deserto, e ribeiros no lugar desabitado.
7E a terra seca se tornará em lagoas, e a terra sedenta em mananciais de águas; nas habitações em que repousavam os chacais, haverá erva com canas e juncos.
8E ali haverá uma estrada, e um caminho que se chamará caminho da santidade; o impuro não passará por ele, mas será para os que podem andar pelo caminho; até mesmo os tolos que por ele passarem não errarão.
9Ali não haverá leão, nem animal selvagem subirá a ele, nem se achará nele; porém os redimidos por ele andarão.
10E os resgatados do SENHOR voltarão, e virão a Sião com júbilo, e alegria eterna haverá sobre suas cabeças; eles terão prazer e alegria, e a tristeza e o gemido deles fugirão.
1E aconteceu no décimo quarto ano do rei Ezequias, que Senaqueribe, rei da Assíria, subiu contra todas as cidades fortificadas de Judá, e as tomou.
2Então o rei da Assíria enviou a Rabsaqué, de Laquis a Jerusalém, ao rei Ezequias, com um grande exército; e ele parou junto ao duto do tanque superior, junto ao caminho do campo do lavandeiro.
3Então saíram ao encontro dele Eliaquim, filho de Hilquias, o administrador da casa real; Sebna, o escriba, e Joá, filho de Asafe, o cronista.
4E Rabsaqué lhes disse: Dizei, pois, a Ezequias: Assim diz o grande rei, o rei da Assíria: Que confiança é essa, em que confias?
5Eu, de fato, digo, que teus conselhos e poder de guerra são apenas palavras vazias. Em quem, pois, confias, para te rebelares contra mim?
6Eis que confias no Egito, aquele bastão de cana quebrada, em quem se alguém se apoiar, entrará pela mão e a perfurará; assim é Faraó, rei do Egito, para com todos os que nele confiam.
7Porém, se me disseres: Confiamos no SENHOR, nosso Deus; Por acaso não é este aquele cujos altos e cujos altares Ezequias tirou, e disse a Judá e a Jerusalém: Perante este altar adorareis?
8Agora, pois, submeta-te à proposta do meu senhor, o rei da Assíria; e eu te darei dois mil cavalos, se tu podes dar dois mil cavaleiros para eles.
9Como, pois, te oporias a um chefe dentre os menores servos do meu senhor, apenas confiando nas carruagens e cavaleiros do Egito?
10Ora, subi eu sem o SENHOR contra esta terra, para destruí-la? O próprio SENHOR me disse: Sobe contra esta terra, e destrói-a.
11Então Eliaquim, Sebna e Joá disseram a Rabsaqué: Pedimos que fale a teus servos em aramaico, porque nós o entendemos; e não nos fale na língua judaica, aos ouvidos do povo, que está sobre o muro.
12Porém Rabsaqué disse: Por acaso meu senhor me mandou falar estas palavras só a teu senhor e a ti, e não também aos homens que estão sentados sobre o muro, que juntamente convosco comerão suas próprias fezes, e beberão sua própria urina?
13Então Rabsaqué se pôs de pé, clamou em alta voz na língua judaica, e disse: Ouvi as palavras do grande rei, o rei da Assíria!
14Assim diz o rei: Que Ezequias não vos engane, pois ele não poderá vos livrar.
15Nem deixeis que Ezequias vos faça confiar no SENHOR, dizendo: Com certeza o SENHOR nos livrará; esta cidade não será entregue nas mãos do rei da Assíria.
16Não escuteis a Ezequias; porque assim diz o rei da Assíria: fazei as pazes comigo, e saí até mim; e cada um com de sua vide, e de sua figueira, e cada um beba a água de sua própria cisterna;
17Até que eu venha, e vos leve a uma terra como a vossa, terra de trigo e de suco de uva, terra de pão e de vinhas.
18Que Ezequias não vos engane, dizendo: O SENHOR nos livrará; por acaso os deuses das nações livraram cada um sua terra das mãos do rei da Assíria?
19Onde estão os deuses de Hamate e de Arpade? Onde estão os deuses de Sefarvaim? Por acaso eles livraram a Samaria das minhas mãos?
20Quem são dentre todos os deuses destas terras, que livraram sua terra das minhas mãos? Como, pois, o SENHOR livrará a Jerusalém das minhas mãos?
21Porém eles ficaram calados, e nenhuma palavra lhe responderam; porque tinham ordem do rei, dizendo: Não lhe respondereis.
22Então Eliaquim, filho de Hilquias, o administrador da casa real, e Sebna, o escriba, e Joá filho de Asafe, o cronista, vieram a Ezequias com as roupas rasgadas, e lhe contaram as palavras de Rabsaqué.
1E aconteceu que, quando o rei Ezequias ouviu isso ,ele rasgou suas roupas, cobriu-se de saco, e entrou na casa do SENHOR.
2Então ele enviou Eliaquim o administrador da casa real, Sebna o escriba, e os anciãos dos sacerdotes, cobertos de sacos, ao profeta Isaías, filho de Amoz.
3E lhe disseram: Assim diz Ezequias: Este dia é um dia de angústia, de repreensão, e de blasfêmia; pois os filhos chegaram ao parto, porém não há força para que possam nascer.
4Talvez o SENHOR venha a ouvir as palavras de Rabsaqué, a quem seu senhor, o rei da Assíria, enviou, para afrontar ao Deus vivente; e repreenda as palavras que o SENHOR teu Deus tem ouvido. Faze, pois, oração pelos restantes, que ainda se encontram.
5E os servos do rei vieram até Isaías,
6E Isaías lhes disse: Assim direis a vosso senhor: Assim diz o SENHOR: Não temas das palavras que ouviste, com as quais os servos do rei da Assíria me blasfemaram.
7Eis que porei nele um espírito de tal maneira que, quando ouvir um rumor, ele voltará à sua terra; e eu o derrubarei pela espada em sua própria terra.
8Então Rabsaqué voltou, e achou ao rei da Assíria lutando contra Libna, pois tinha ouvido que ele já tinha saído de Laquis.
9E ele, ao ouvir dizer que Tiraca, rei de Cuxe, tinha saído para fazer guerra contra ele, então, após ouvir, enviou mensageiros a Ezequias, dizendo:
10Assim falareis a Ezequias, rei de Judá, dizendo: Que teu Deus, em quem confias, não te engane, dizendo: Jerusalém não será entregue nas mãos do rei da Assíria.
11Eis que tens ouvido o que os reis da Assíria fizeram a todas as terras, destruindo-as por completo. E tu, escaparias?
12Por acaso as livraram os deuses das nações as quais meus pais destruíram, tal como Gozã, Harã e Rezefe, e os filhos de Éden que estavam em Telassar?
13Onde está o rei da Hamate, o rei de Arpade, o rei de Sefarvaim, ou Hena e Iva?
14E Ezequias, recebendo as cartas das mãos dos mensageiros, e tendo as lido, subiu à casa do SENHOR, e Ezequias as estendeu perante o SENHOR.
15Então Ezequias orou ao SENHOR, dizendo:
16Ó SENHOR dos exércitos, Deus de Israel, que habitas entre os querubins; tu, só tu, és Deus de todos os reinos da terra; tu fizeste os céus e a terra.
17Inclina teu ouvido, ó SENHOR, e ouve; abre os teus olhos, SENHOR, e olha; e ouve todas as palavras de Senaqueribe que ele enviou para afrontar o Deus vivente.
18É verdade, SENHOR, que os reis da Assíria assolaram a todas as terras e seus territórios,
19E lançaram seus deuses ao fogo, porque não eram deuses, mas sim obras de mãos humanas, madeira e pedra; por isso os destruíram.
20Agora, SENHOR nosso Deus, livra-nos das mãos dele, e assim todos os reinos da terra saberão que tu, só tu, és o SENHOR.
21Então Isaías, filho de Amós, mandou dizer a Ezequias: Assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Quanto ao que me pediste sobre Senaqueribe, rei da Assíria,
22Esta é a palavra que o SENHOR falou sobre ele: A virgem, a filha de Sião, te despreza, zomba de ti; a filha de Jerusalém balança a cabeça após ti.
23A quem afrontaste? De quem blasfemaste? E contra quem levantaste a voz, e levantaste aos olhos arrogantemente? Contra o Santo de Israel!
24Por meio de teus servos afrontaste ao Senhor, e disseste: Com a minha multidão de carruagens eu subi aos cumes dos montes, aos lugares remotos do Líbano; e cortarei seus altos cedros, e seus melhores ciprestes, e virei a seu extremo cume, ao bosque de seu campo fértil.
25Eu cavei, e bebi as águas; e com as plantas dos meus pés secarei todos os rios do Egito.
26Por acaso não ouviste que desde muito antes eu fiz isto, e deste os dias antigos o tinha planejado? Agora eu fiz isto acontecer, para que tu fosses o que destruirias as cidades fortificadas, reduzindo-as a amontoados de ruínas.
27Por isso os moradores delas, com as mãos impotentes, ficaram atemorizados e envergonhados; eram como a erva do campo, e a grama verde, o capim dos telhados e o trigo queimado antes de crescer.
28Porém eu sei o teu sentar, o teu sair, o teu entrar, e o teu furor contra mim.
29Por causa de teu furor contra mim, e teu tumulto que subiu aos meus ouvidos, por isso porei meu anzol em teu nariz, e meu freio em tua boca; e te farei voltar pelo caminho em que vieste.
30E isto será por sinal para ti, Ezequias : este ano se comerá daquilo que nascer de si mesmo, e no segundo ano do que daí proceder; porém no terceiro ano semeai e colhei; e plantai vinhas, e comei seus frutos.
31Pois os sobreviventes da casa de Judá, o remanescente, voltará a formar raízes abaixo, e dará fruto acima.
32Porque de Jerusalém sairá o remanescente, e do monte de Sião os que sobreviverem; o zelo do SENHOR dos exércitos fará isto.
33Portanto assim diz o SENHOR quanto ao rei da Assíria: Ele não entrará nesta cidade, nem lançará flecha nela; nem também virá diante dela com escudo, nem levantará cerco contra ela.
34Pelo mesmo caminho que veio, nele voltará; mas nesta cidade ele não entrará, diz o SENHOR;
35Porque eu defenderei esta cidade para a livrar, por causa de mim e por causa do meu servo Davi.
36Então o anjo do SENHOR saiu, e feriu no acampamento dos assírios cento e oitenta mil deles ; e levantando-se pela manhã cedo, eis que todos eram cadáveres.
37Assim Senaqueribe, rei da Assíria, partiu-se, e foi embora, voltou, e ficou em Nínive.
38E sucedeu que, enquanto ele estava prostrado na casa de seu deus Nisroque, seus filhos Adrameleque e Sarezer o feriram a espada; então eles escaparam para a terra de Ararate; e Esar-Hadom, seu filho, reinou em seu lugar.
1Naqueles dias Ezequias ficou doente, perto de morrer. E veio até ele Isaías, filho de Amoz, e lhe disse: Assim diz o SENHOR: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás.
2Então Ezequias virou o seu rosto para a parede, e orou ao SENHOR,
3E disse: Ó SENHOR, lembra-te, eu te peço, de que andei diante de ti com fidelidade e com coração íntegro, e fiz o que era agradável aos teus olhos! E Ezequias chorou com muito lamento.
4Então veio a palavra do SENHOR a Isaías, dizendo:
5Vai, e diz a Ezequias: Assim diz o SENHOR, o Deus de teu pai Davi: Eu ouvi tua oração, e vi tuas lágrimas. Eis que acrescento quinze anos aos teus dias de vida .
6E das mãos do rei da Assíria eu livrarei a ti, e a esta cidade; e defenderei esta cidade.
7E isto te será por sinal da parte do SENHOR, de que o SENHOR cumprirá esta palavra que falou:
8Eis que voltarei voltar a sombra dos degraus nos quais o sol desceu na escadaria de Acaz; dez degraus atrás.Assim voltou o sol dez degraus, pelos degraus que já tinha descido.
9Escritura de Ezequias, rei de Judá, quando ficou doente, e se sarou de sua enfermidade:
10Disse eu: No meio da minha vida, irei às portas do Xeol; privado estou do resto dos meus anos.
11Eu disse: Não verei mais ao SENHOR, o SENHOR na terra dos viventes; não mais olharei aos homens com os que habitam o mundo.
12Minha morada foi removida e tirada de mim, como uma tenda de pastor; enrolei minha vida como um tecelão; ele me cortará fora do tear; desde o dia até a noite tu me acabarás.
13Fiquei esperando até a manhã; como um leão ele quebrou todos os meus ossos; desde o dia até a noite tu me acabarás.
14Como o grou, ou a andorinha, assim eu fazia barulho; e gemia como uma pomba; ao alto eu levantava meus olhos. Ó SENHOR, estou oprimido! Sê tu minha segurança!
15Que direi? Tal como ele me falou, assim fez; passarei lentamente por todos os meus anos, por causa da amargura de minha alma.
16Ó Senhor, por estas coisas é que se vive, e em todas elas está a vida de meu espírito. Então cura-me, e deixa-me viver.
17Eis que para meu próprio bem tive grande amargura; tu, porém, com amor livraste minha alma da cova do perecimento; porque lançaste para trás de ti todos os meus pecados.
18Porque o Xeol não te louvará, nem a morte te glorificará; nem esperarão em tua fidelidade os que descem a cova.
19O vivente, o vivente, esse é o que te louvará, tal como hoje eu faço; o pai ensinará aos filhos tua fidelidade.
20O SENHOR tem me salvado! Por isso tocaremos canções com instrumentos de cordas todos os dias de nossa vida na casa do SENHOR!
21Pois Isaías havia dito: Tomem uma pasta de figos, e passem-na sobre a inflamação, que ele sarará.
22Ezequias também tinha dito: Qual será o sinal de que subirei à casa do SENHOR?
"Caráter é o que você é no escuro."
— Dwight L. Moody