Day 229 / 365
Isaías 32–34
Isaías 32–34
1Eis que um rei reinará com justiça, e príncipes governarão conforme o juízo.
2E cada homem será como um abrigo contra o vento, e refúgio contra a tempestade; como ribeiros de águas em lugares secos, como a sombra de uma grande rocha num lugar deserto.
3E os olhos dos que vem não se ofuscarão; e os ouvidos dos que ouvem estarão atentos.
4E o coração dos imprudentes entenderá o conhecimento, e a língua dos gagos estará pronta para falar com clareza.
5Nunca mais o tolo será chamado de nobre, nem o avarento de generoso;
6Pois o tolo fala tolices, e seu coração opera maldade, para praticar perversidade e falar enganos contra o SENHOR, para deixar vazia a alma do faminto, e fazer com que o sedento não tenha o que beber.
7Os instrumentos do avarento são maléficos; ele trama planos malignos para destruir aos aflitos com palavras falsas, mesmo quando o pobre fala com justiça.
8Mas o nobre pensa em coisas nobres, e em coisas nobres ele permanece.
9Levantai-vos, mulheres que estais em repouso, e ouvi a minha voz; ó filhas, que estais tão confiantes, dai ouvidos às minhas palavras:
10Daqui a um ano e alguns dias, sereis perturbadas, vós, que estais tão confiantes; porque a produção de uvas não terá sucesso, e a colheita não virá.
11Tremei vós que estais em repouso, e sede perturbadas, vós que estais tão confiantes; despi-vos, e ficai nuas, e vesti vossos lombos com roupa de saco .
12Lamentai-vos batendo em vossos peitos por causa dos campos agradáveis e das vides frutíferas;
13Por causa da terra do meu povo, na qual espinhos e cardos crescerão; e por causa das casas de alegria na cidade alegre.
14Pois o palácio será abandonado, a cidade ruidosa ficará deserta; a colina e as torres de guarda serão esvaziadas para sempre, para alegria dos jumentos selvagens, e servirão de pasto para o gado;
15Até que seja derramado sobre nós o Espírito do alto; então o deserto se tornará um lugar fértil, e o lugar fértil será considerado uma floresta.
16E o juízo habitará no deserto, e a justiça morará no campo fértil.
17E a consequência da justiça será paz; e o produto da justiça, repouso e segurança para sempre.
18E meu povo habitará na morada da paz, em moradias bem seguras, em tranquilos lugares de descanso.
19(Granizo, porém, derrubará a floresta, e a cidade será abatida).
20Bem-aventurados sois vós, os que semeais sobre todas as águas; e deixais livres os pés do boi e do jumento.
1Ai de ti, assolador, que não foste assolado, e que enganas sem ter sido enganado! Quando terminares de assolar, tu é que serás assolado; quando terminares de enganar, então te enganarão.
2Ó SENHOR, tem misericórdia de nós! Em ti temos esperança. Que tu sejas nossa força nas madrugadas, e nossa salvação no tempo de aflição.
3Ao som do ruído estrondoso, fugirão; quando tu te levantas, as nações se dispersam.
4Então, nações ,vossos despojos serão colhidos tal como os insetos colhem; tal como os gafanhotos saltam, assim saltarão.
5Exaltado é o SENHOR, pois habita nas alturas; ele encheu a Sião de juízo e justiça.
6Ele é a segurança de teus tempos, e a fonte de tua salvação, sabedoria e conhecimento; o temor ao SENHOR é seu tesouro.
7Eis que os embaixadores deles estão gritando de fora; os mensageiros de paz estão chorando amargamente.
8As estradas estão vazias, não há quem passe pelos caminhos; o pacto foi desfeito, cidades foram desprezadas, ninguém é considerado importante.
9A terra lamenta e se definha; o Líbano se envergonha e se seca; Sarom se tornou com um deserto; e Basã e Carmelo foram sacudidos, tiradas suas folhas .
10Agora eu me levantarei,diz o SENHOR; agora me elevarei; agora serei exaltado.
11Concebestes palha, gerais restos de cascas; vosso sopro vos consumirá como o fogo.
12E os povos serão como incêndios de cal; tal como espinhos cortados, eles se queimarão no fogo.
13Vós que estais longe, ouvi o que eu tenho feito; e vós que estais perto, conhecei o meu poder.
14Os pecadores em Sião estão assombrados; o tremor tomou os perversos; eles dizem : Quem dentre nós pode conviver com o fogo consumidor? Quem dentre nós pode conviver com as labaredas eternas?
15O que anda em justiça, e que fala o que é correto; que rejeita o ganho proveniente de opressões, que com suas mãos faz o gesto de “não” aos subornos, que tapa seus ouvidos para não ouvir sobre crimes de sangue, e fecha seus olhos para não ver o mal.
16Este morará nas alturas; fortalezas de rochas serão seu abrigo; ele será provido de pão, e suas águas serão garantidas.
17Teus olhos verão o rei em sua formosura; e verão uma terra que se estende até longe.
18Teu coração pensará sobre o assombro, dizendo: Onde está o escriba? Onde está o tesoureiro? Onde está o que contava as torres?
19Não verás mais aquele povo atrevido, povo de fala tão profunda, que não se pode compreender, de língua tão estranha, que não se pode entender.
20Olhai para Sião, a cidade de nossas solenidades; teus olhos verão Jerusalém, morada tranquila, tenda que não será derrubada, cujas estacas nunca serão arrancadas, e nenhuma de suas cordas se arrebentará.
21Mas ali o SENHOR será grandioso para nós: ele será um lugar de rios e correntes largas; nenhum barco a remo passará por eles, nem navio grande navegará por eles.
22Pois o SENHOR é nosso juiz; o SENHOR é nosso legislador; o SENHOR é nosso Rei, ele nos salvará.
23Tuas cordas se afrouxaram; não puderam manter firme o seu mastro, nem estenderam a vela; então uma grande quantidade de despojos será repartida; até os aleijados tomarão despojos.
24E nenhum morador dirá: Estou enfermo; porque o povo que nela habitar será perdoado de sua perversidade.
1Vós nações, achegai-vos para ouvir; e vós povos, escutai; que a terra ouça, e tudo quanto ela contém; o mundo, e tudo quanto ele produz.
2Pois a ira do SENHOR está sobre todas as nações, e seu furor sobre todo os exércitos delas; ele as destruirá, e as entregará à matança.
3E seus mortos serão lançados fora, e de seus corpos sairá seu fedor; e os montes se derreterão com seu sangue.
4E todo o exército do céu se desfará, e os céus se enrolarão como um rolo de pergaminho; e todo o seu exército cairá, como cai a folha da vide, como cai o figo da figueira.
5Pois minha espada se embebedou no céu; eis que descerá sobre Edom, sobre o povo a quem condenei à destruição, para o julgamento.
6A espada do SENHOR está cheia de sangue, está untada de gordura de sangue de cordeiros e de bodes, da gordura de rins de carneiros; porque o SENHOR tem sacrifício em Bozra, e grande matança na terra dos edomitas.
7E os bois selvagens descerão com eles, e os bezerros com os touros; e a terra deles beberá sangue até se fartar, e seu pó da terra de gordura será untado;
8Porque será o dia da vingança do SENHOR, ano de pagamentos pela briga contra Sião.
9E seus ribeiros se tornarão em piche, e seu solo em enxofre; e sua terra em piche ardente.
10Nem de noite, nem de dia se apagará, para sempre sua fumaça subirá; de geração em geração será assolada; para todo o sempre ninguém passará por ela.
11Mas o pelicano e a coruja tomarão posse dela, a ave selvagem e o corvo nela habitarão; poiso SENHOR estenderá sobre ela o cordel da assolação e o prumo da ruína.
12Chamarão ao seus nobres ao reino, porém nenhum haverá ali; e todos os seus príncipes se tornarão coisa nenhuma.
13E em seus palácios crescerão espinhos; urtigas e cardos em suas fortalezas; e será habitação de chacais e habitação de avestruzes.
14E os animais do deserto se encontrarão com os lobos, e o bode berrará ao seu companheiro; os animais noturnos ali pousarão, e acharão lugar de descanso para si.
15Ali a coruja fará seu ninho e porá ovos ,e tirará seus filhotes, e os recolherá debaixo de sua sombra; também ali os abutres se ajuntarão uns com os outros.
16Buscai no livro do SENHOR, e lede; nenhuma destas criaturas falhará, nenhuma destas faltará com sua companheira; pois de minha própria boca ele mandou, e seu próprio Espírito as ajuntará.
17Pois ele mesmo lhes deu terreno, e sua mão repartiu para elas com o cordel; para sempre terão posse dela, geração após geração nela habitarão.
"A Bíblia não nos foi dada para nossa informação, mas para nossa transformação."
— Dwight L. Moody