Day 226 / 365
Isaías 21–24
Isaías 21–24
1Revelação sobre o deserto do mar:Assim como os turbilhões de vento passam pelo Negueve, assim algo vem do deserto, de uma terra temível.
2Uma visão terrível me foi informada: o enganador engana, e o destruidor destrói. Levanta-te, Elão! Faze o cerco, Média! Pois estou pondo fim em todos os gemidos que ela causou .
3Por isso meus lombos estão cheios de sofrimento; fui tomado por dores, tais como as dores de parto; fiquei perturbado ao ouvir, e estou horrorizado de ver.
4Meu coração se estremece, o terror me apavora; o anoitecer, que eu desejava, agora me causa medo.
5Eles preparam a mesa, estendem tapetes, comem e bebem. Levantai-vos, príncipes! Passai óleo nos escudos!
6Porque assim me disse o Senhor: Vai, põe um vigilante, e ele diga o que estiver vendo.
7Caso ele veja uma carruagem, um par de cavaleiros, pessoas montadas em asnos, ou pessoas montadas em camelos, ele deve prestar atenção, muita atenção.
8E ele gritou como um leão: Senhor, na torre de vigia estou continuamente de dia; e em minha guarda me ponho durante noites inteiras.
9E eis que está vindo uma carruagem de homens, um par de cavaleiros.Então ele respondeu: Caiu! Caiu a Babilônia, e todas as imagens esculpidas de seus deuses foram quebradas contra a terra.
10Ó meu povo debulhado por batidas, e trigo de minha eira! O que ouvi do SENHOR dos exércitos, Deus de Israel, isso eu vos disse.
11Revelação sobre Dumá: Alguém está gritando de Seir. Guarda, o que houve de noite? Guarda, o que houve de noite?
12O guarda disse: Vem a manhã, e também a noite; se quereis perguntar, perguntai; voltai-vos, e vinde.
13Revelação sobre a Arábia:Nos matos da Arábia passareis a noite, ó caravanas de dedanitas.
14Saí ao encontro dos sedentos com água; os moradores da terra de Temá com seu pão encontram aos que estavam fugindo;
15Pois fogem de diante de espadas, de diante da espada desembainhada, e diante do arco armado, e de diante do peso da guerra.
16Porque assim me disse o Senhor: Dentro de um ano (tal como ano de empregado), será arruinada toda a glória de Quedar.
17E os que restarem do número de flecheiros, os guerreiros dos filhos de Quedar, serão reduzidos a poucos.Pois assim disse o SENHOR, Deus de Israel.
1Revelação sobre o vale da visão:O que há contigo, agora, para que tenhas subido toda aos terraços?
2Tu cheia de barulhos, cidade tumultuada, cidade alegre! Teus mortos não morreram pela espada, nem morreram na guerra.
3Todos os teus líderes juntamente fugiram; foram presos sem nem usarem o arco; todos os teus que foram achados juntamente foram amarrados, ainda que tenham fugido para longe.
4Por isso eu disse: Desviai vossa vista de mim, pois chorarei amargamente; não insistais em me consolar pela destruição da filha do meu povo.
5Pois foi dia de alvoroço, de atropelamento, e de confusão, proveniente do Senhor DEUS dos exércitos, no vale da visão; dia de muros serem derrubados, e de gritarem ao monte.
6E Elão tomou a aljava, e houve homens em carruagens, e cavaleiros. Quir descobriu os escudos.
7E foi que teus melhores vales se encheram de carruagens de guerra; e cavaleiros se puseram em posição de ataque junto ao portão.
8E tiraram a cobertura de Judá; e naquele dia olhastes para as armas da casa do bosque.
9E vistes as brechas dos muros da cidade de Davi, que eram muitas; e ajuntastes águas no tanque de baixo.
10Também contastes as casas de Jerusalém; e derrubastes casas para fortalecer os muros.
11Fizestes também um reservatório entre os dois muros para as águas do tanque velho; porém não destes atenção para aquele que fez estas coisas, nem olhastes para aquele que as formou desde a antiguidade.
12E naquele dia o Senhor DEUS dos exércitos chamou ao choro, ao lamento, ao raspar de cabelos, e ao vestir de saco.
13E eis aqui alegria e festejo, matando vacas e degolando ovelhas, comendo carne, bebendo vinho, e dizendo : Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos!
14Mas o SENHOR dos exércitos se revelou a meus ouvidos, dizendo : Certamente esta maldade não vos será perdoada até que morrais, diz o Senhor DEUS dos exércitos.
15Assim disse o Senhor DEUS dos exércitos: Vai, visita este mordomo, Sebna, que administra a casa real ,
16E dize-lhe : O que é que tens aqui? Ou quem tu tens aqui, que te dá direito a cavares aqui tua sepultura, como quem cava em lugar alto sua sepultura, e talha na rocha morada para si?
17Eis que o SENHOR te lançará fora, ó homem, e te agarrará!
18Certamente ele te lançará rodando, como uma bola numa terra larga e espaçosa. Ali morrerás, e ali estarão tuas gloriosas carruagens, para desonra da casa do teu senhor.
19E te removerei de tua posição, e te arrancarei de teu assento.
20E será naquele dia, que chamarei a meu servo Eliaquim, filho de Hilquias.
21E eu o vestirei com tua túnica, e porei nele o teu cinto, e entregarei teu governo nas mãos dele, e ele será como um pai aos moradores de Jerusalém e à casa de Judá.
22E porei a chave da casa de Davi sobre seu ombro; quando ele abrir, e ninguém fechará; e quando ele fechar, ninguém abrirá.
23E eu o fincarei como a um prego em um lugar firme; e ele será um trono de honra à casa de seu pai.
24E nele pendurarão toda a honra da casa de seu pai, dos renovos e dos descendentes, todos as vasilhas menores; desde as vasilhas de taças, até todas as vasilhas de jarros.
25Naquele dia, - diz o SENHOR dos exércitos, - o prego fincado em lugar firme será tirado; e será cortado, e cairá; e a carga que nele está será cortada; porque assim o SENHOR disse.
1Revelação sobre Tiro:Uivai, navios de Társis, pois ela está arruinada, sem sobrar casa alguma, nem entrada nela . Desde a terra do Chipre isto lhes foi informado.
2Calai-vos, moradores do litoral; vós mercadores de Sidom, que vos enchíeis pelos que atravessavam o mar.
3E sua renda era os grãos de Sior, a colheita do Nilo, que vinha por muitas águas. Ela era o centro de comércio das nações.
4Envergonha-te, Sidom; pois o mar falou, a fortaleza do mar disse: Eu não tive dores de parto, nem de mim nasceu criança; nunca criei meninos nem eduquei virgens.
5Quando as notícias chegarem ao Egito, eles se angustiarão com as informações de Tiro.
6Passai-vos a Társis; uivai, moradores do litoral!
7É esta a vossa alegre cidade? A que existia desde os tempos antigos? Eram os pés dela que a levavam para alcançar lugares distantes?
8Quem foi, pois, que determinou isto contra Tiro, a que dava coroas, que cujos mercadores eram príncipes, e cujos comerciantes eram os mais ilustres da terra?
9Foi o SENHOR dos exércitos que determinou isto, para envergonhar o orgulho de sua beleza, e humilhar a todos os ilustres da terra.
10Passa-te como o rio à tua terra, ó filha de Társis, pois já não há mais fortaleza.
11Ele estendeu sua mão sobre o mar, e abalou aos reinos; o SENHOR deu uma ordem contra Canaã, para destruir suas fortalezas.
12E disse: Nunca mais te encherás de alegria, ó oprimida virgem, filha de Sidom; levanta-te, passa ao Chipre; e alinda ali não terás descanso.
13Olhai para a terra dos Caldeus, este que deixou de ser povo. A Assíria a fundou para os que moravam no deserto; levantaram suas fortalezas, e derrubaram seus palácios; transformou-a em ruínas.
14Uivai, navios de Társis; porque destruída está vossa fortaleza.
15E será naquele dia, que Tiro será esquecida por setenta anos, como dias de um rei; mas ao fim de setenta anos, haverá em Tiro algo como a canção da prostituta:
16Toma uma harpa, rodeia a cidade, ó prostituta esquecida; toca boa música, e canta várias canções, para que tu sejas lembrada.
17Pois será que, ao fim de setenta anos, o SENHOR visitará a Tiro, e voltará à sua atividade, prostituindo-se com todos os reinos do mundo que há sobre a face da terra.
18Mas seu comércio e seus ganhos como prostituta serão consagrados ao SENHOR; não serão guardados nem depositados; mas seu comércio será para os que habitam perante o SENHOR, para que comam até se saciarem, e tenham roupas de boa qualidade.
1Eis que o SENHOR esvazia a terra, e a assola; e transtorna sua superfície, e espalha seus moradores.
2E isso acontecerá, tanto ao povo, como ao sacerdote; tanto ao servo, como a seu senhor; tanto à serva, como a sua senhora; tanto ao comprador, como ao vendedor; tanto a quem empresta, como ao que toma emprestado; tanto ao credor, como ao devedor.
3A terra será esvaziada por completo, e será saqueada por completo; pois o SENHOR pronunciou esta palavra.
4A terra chora e se murcha; o mundo enfraquece e se murcha; estão enfraquecidos os mais elevados do povo da terra;
5Pois a terra está contaminada por causa de seus moradores; pois transgridem as leis, mudam os estatutos, e anulam o pacto eterno.
6Pois isso, a maldição consome a terra; e os que nela habitam pagam por sua culpa; por isso serão queimados os moradores da terra, e poucos homens restarão.
7O suco de uva chora, a vinha se enfraquece; todos os alegres de coração agora suspiram.
8A alegria dos tamborins parou, acabou o ruído dos que saltavam de prazer; a alegria da harpa parou.
9Não beberão vinho com canções; a bebida alcoólica será amarga aos que a beberem.
10A cidade da confusão está quebrada; todas as casas estão fechadas; ninguém pode entrar.
11Um clamor de lamento por causa do vinho se ouve nas ruas; toda a alegria se escureceu; o prazer da terra sumiu.
12Só restou assolação na cidade; o portão foi feito em ruínas.
13Porque assim será por entre a terra, e no meio destes povos; como quando se sacode a oliveira, e como as uvas que sobram depois de terminada a vindima.
14Eles levantarão sua voz, e cantarão com alegria; por causa da glória do SENHOR, gritarão de alegria desde o mar.
15Por isso glorificai ao SENHOR no oriente; e no litoral ao nome do SENHOR, o Deus de Israel.
16Dos confins da terra ouvimos canções para a glória do Justo; mas eu digo: Fraqueza minha, fraqueza minha; ai de mim! Os enganadores enganam, e com enganação os enganadores agem enganosamente.
17Temor, cova e laço vem sobre ti, ó morador da terra.
18E será que, aquele que fugir do som de temor cairá na cova; e aquele que subir da cova, o laço o prenderá; pois as janelas do alto se abrem; e os fundamentos da terra tremerão.
19A terra será quebrada por completo; a terra será totalmente partida, e será muito abalada.
20A terra balançará como um bêbado; e será abalada como uma choupana; e sua transgressão pesará sobre ela; cairá, e nunca mais se levantará.
21E será que naquele dia o SENHOR visitará para punir aos exércitos do alto na altura, e aos reis da terra sobre a terra.
22E juntamente serão amontoados como presos numa masmorra; e serão encarcerados num cárcere; e muitos dias depois serão visitados.
23E a lua será envergonhada, e o sol humilhado, quando o SENHOR dos exércitos reinar no monte de Sião, e em Jerusalém; e então perante seus anciãos haverá glória.
"Dê-me cem pregadores que não temam nada senão o pecado e não desejem nada senão a Deus, e não me importa se são clérigos ou leigos; só esses abalarão as portas do inferno."
— John Wesley