Day 217 / 365
Eclesiastes 10–12
Eclesiastes 10–12
1Assim como as moscas mortas fazem cheirar mal do óleo do perfumador, assim também um pouco de tolice se sobrepõe à sabedoria e honra.
2O coração do sábio está à sua direita; mas o coração do tolo está à sua esquerda.
3E até quando o tolo vai pelo caminho, falta-lhe bom-senso em seu coração, e diz a todos que é ele é tolo.
4Se o espírito de um chefe se levantar contra ti, não deixes teu lugar, porque a calma aquieta grandes ofensas.
5Há um mal que vi abaixo do sol, um tipo de erro que é proveniente dos que têm autoridade:
6Põem o tolo em cargos elevados, mas os ricos sentam em lugares baixos.
7Vi servos a cavalo, e príncipes que andavam a pé como se fossem servos sobre a terra.
8Quem cavar uma cova, nela cairá; e quem romper um muro, uma cobra o morderá.
9Quem extrai pedras, por elas será ferido; e quem parte lenha, correrá perigo por ela.
10Se o ferro está embotado, e não afiar o corte, então deve se pôr mais forças; mas a sabedoria é proveitosa para se ter sucesso.
11Se a cobra morder sem estar encantada, então proveito nenhum tem a fala do encantador.
12As palavras da boca do sábio são agradáveis; porém os lábios do tolo o devoram.
13O princípio das palavras de sua boca é tolice; e o fim de sua boca é uma loucura ruim.
14O tolo multiplica as palavras, porém ninguém sabe o que virá no futuro; e quem lhe fará saber o que será depois dele?
15O trabalho dos tolos lhes traz cansaço, porque não sabem ir à cidade.
16Ai de ti, ó terra cujo rei é um menino, e cujos príncipes comem pela madrugada!
17Bem-aventurada é tu, ó terra, cujo rei é filho de nobres, e cujos príncipes comem no tempo devido , para se fortalecerem, e não para se embebedarem!
18Pela muita preguiça o teto se deteriora; e pala frouxidão das mãos a casa tem goteiras.
19Para rir se fazem banquetes, e o vinho alegra aos vivos; mas o dinheiro responde por tudo.
20Nem mesmo em pensamento amaldiçoes ao rei, nem também no interior de teu quarto amaldiçoes ao rico, porque as aves dos céus levam o que foi falado, e os que tem asas contam o que foi dito.
1Lança teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias tu o encontrarás.
2Dá uma parte a sete, e até a oito; porque não sabes que mal haverá sobre a terra.
3Se as nuvens estiverem cheias, há chuva sobre a terra; e se a árvore cair, seja para ou sul ou seja para o norte, no lugar em que a árvore cair, ali ela ficará.
4Quem ficar dando atenção ao vento, nunca semeará; e o que olhar para as nuvens nunca ceifará.
5Assim como tu não sabes qual é o caminho do vento, nem como se formam os ossos do feto no ventre da grávida, assim também tu não sabes a obra de Deus, que faz todas as coisas.
6Pela manhã semeia tua semente, e à tarde não retires tua mão; pois tu não sabes qual tentativa dará certo, se uma, se outra, ou se ambas as tentativas serão boas.
7Certamente a luz é agradável, e ver o sol é bom para os olhos.
8Mesmo se o homem viver muitos anos, e em todos eles se alegrar, ele também deve se lembrar dos dias de trevas, porque serão muitos. Tudo o que acontece é futilidade.
9Alegra-te, rapaz, em tua juventude; e agrada o teu coração nos dias de tua juventude; e anda pelos caminhos do teu coração, e na vista de teus olhos; sabe, porém, que por todas estas coisas, Deus te trará a julgamento.
10Portanto afasta o desagrado de teu coração, e tira de tua carne o mal; pois a adolescência e a juventude são futilidade.
1Portanto lembra-te de teu Criador nos dias de tua juventude, antes que venham os dias ruins, e cheguem os anos, dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento;
2Antes que se escureçam o sol, a luz, a lua e as estrelas; e voltem as nuvens após a chuva.
3No dia em que os guardas da casa tremerem, e os homens fortes se encurvarem; e cessarem os moedores, por terem diminuído, e se escurecerem os que olham pelas janelas;
4E as portas da rua se fecharem, enquanto se abaixa o ruído da moedura; e se levantar a voz das aves, e todas as vozes do canto se encurvarem.
5Como também quando temerem as coisas altas, e houver espantos no caminho; e florescer a amendoeira, e o gafanhoto se tornar pesado, e acabar o apetite; porque o homem vai para sua casa eterna, e os que choram andarão ao redor da praça;
6Antes que se afrouxe a correia de prata, e de despedace a vasilha de ouro; e se quebre o vaso junto à fonte, e se despedace a roda junto ao poço.
7E o pó volte à terra, assim como era; e o espírito volte a Deus, que o deu.
8Futilidade das futilidades! - diz o pregador - Tudo é futilidade.
9Além do Pregador ter sido sábio, ele também ensinou conhecimento ao povo. Ele ouviu, investigou e pôs em ordem muitos provérbios.
10O Pregador procurou achar palavras agradáveis, e escreveu coisas corretas, palavras de verdade.
11As palavras dos sábios são como aguilhões, e como pregos bem fixados pelos mestres das congregações, que foram dadas pelo único Pastor.
12Além destas coisas, filho meu, tem cuidado; fazer muitos livros é algo que não tem fim; e estudar muito cansa a carne.
13De tudo o que foi ouvido, a conclusão é: teme a Deus, e guarda os mandamentos dele; porque isto é o dever de todo homem.
14Porque Deus trará a julgamento toda obra, até mesmo tudo o que está encoberto, seja bom ou mal.
"Fizeste-nos para ti, Senhor, e o nosso coração está inquieto enquanto não repousa em ti."
— Augustine of Hippo