Day 216 / 365
Eclesiastes 6–9
Eclesiastes 6–9
1Há um mal que vi abaixo do sol, e é muito frequente entre os homens:
2Um homem a quem Deus deu riquezas, bens, e honra; e nada lhe falta de tudo quanto a sua alma deseja; porém Deus não lhe dá poder para dessas coisas comer; em vez disso, um estranho as come; isso é futilidade e um mal causador de sofrimento.
3Se o homem gerar cem filhos , e viver muitos anos, e os dias de seus anos forem muitos, porém se sua alma não se saciar daquilo que é bom, nem tiver sepultamento, digo que ter sido abortado teria sido melhor para ele.
4Pois veio em futilidade, e se vai em trevas; e nas trevas seu nome é encoberto.
5Alguém que nunca tivesse visto o sol, nem o conhecido, teria mais descanso do que ele.
6E ainda que vivesse mil anos duas vezes, e não experimentasse o que é bom, por acaso não vão todos para o mesmo lugar?
7Todo o trabalho do homem é para sua boca; porém sua alma nunca se satisfaz.
8Pois que vantagem tem o sábio sobre o tolo? E que mais tem o pobre que sabe como se comportar diante dos vivos?
9Melhor é a vista dos olhos do que o vaguear da cobiça; também isto é fútil como perseguir o vento.
10Seja o que for, seu nome já foi chamado; e já se sabe o que o homem é; e que não pode disputar contra aquele que é mais poderoso do que ele.
11Pois quanto mais palavras há, maior é a futilidade; e que proveito há nelas para o homem?
12Pois quem sabe o que é bom nesta vida para o homem, durante os dias de sua vida de futilidade, os quais ele gasta como sombra? Pois quem contará ao homem o que haverá depois dele abaixo do sol?
1Melhor é uma boa reputação do que o bom óleo perfumado; e o dia da morte é melhor que o dia de seu nascimento
2Melhor é ir à casa do luto do que a casa do banquete, porque isto é o fim de todos os homens; e os vivos tomam isto em seus corações.
3Melhor é o sofrimento do que o riso, porque com a tristeza do rosto o coração se aperfeiçoa.
4O coração dos sábios está na casa do luto, mas o coração dos tolos está na casa da alegria.
5Melhor é ouvir a repreensão do sábio do que alguém ouvir a canção dos tolos;
6Pois o riso dos tolos é como o ruído de espinhos debaixo de uma panela; também isto é futilidade.
7Verdadeiramente a opressão faz até o sábio enlouquecer, e o suborno corrompe o coração.
8Melhor é o fim das coisas do que o princípio delas; melhor é o paciente de espírito do que o arrogante de espírito.
9Não te apresses em teu espírito para te irares, porque a ira repousa no colo dos tolos.
10Nunca digas: Por que os dias passados foram melhores que os atuais? Pois nunca com sabedoria perguntarias isso.
11A sabedoria é tão boa quanto uma herança; ela é um proveito para os que veem a luz do sol;
12porque a sabedoria serve de proteção, assim como o dinheiro serve de proteção; mas a vantagem do conhecimento é que a sabedoria dá vida ao seu dono.
13Observa a obra de Deus, pois quem poderá endireitar o que ele entortou?
14No dia da prosperidade, alegra-te; mas no dia da adversidade, considera; pois Deus faz um em contraposição ao outro, para que o homem não consiga descobrir o que haverá depois dele.
15Tudo isto vi nos meus dias de futilidade: há justo que perece em sua justiça, e há perverso que prolonga sua vida em sua maldade.
16Não sejas justo demais, nem sejas sábio demais; para que destruirias a ti mesmo?
17Não sejas perverso demais, nem sejas tolo; para que morrerias antes de teu tempo?
18É bom que retenhas isto, e também não retires tua mão disto, pois quem teme a Deus escapa de tudo isto.
19A sabedoria fortalece ao sábio, mais do que dez homens de autoridade que estejam na cidade.
20Verdadeiramente não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque.
21Além disso, não dês atenção a todas as palavras que forem ditas, para que não venhas a ouvir que teu servo te amaldiçoa;
22Pois teu coração sabe que também tu já amaldiçoaste a outros.
23Tudo isto investiguei com sabedoria. Eu disse: Terei para mim mais sabedoria;porém ela ficava ainda mais longe de mim.
24Quem pode encontrar o que está distante e tão profundo?
25Decidi em meu coração conhecer, investigar e buscar a sabedoria e a razão; e saber o mal que há na tolice e na loucura das maluquices.
26E eu encontrei uma coisa mais amarga que a morte: a mulher cujo coração são redes e armadilhas, e suas mãos são amarras; quem for bom perante Deus escapará dela; mas o pecador ficará preso nela.
27Olha isto:(diz o pregador, enquanto ele procurava entender as coisas ,uma por uma)
28Aquilo que minha alma tem buscado, ainda não achei; um homem entre mil eu achei; mas uma mulher entre todas estas não achei.
29Eis que somente achei isto: que Deus fez os homens corretos, porém foram eles que buscaram muitos desejos ruins.
1Quem é semelhante ao sábio? E quem sabe a interpretação das coisas? A sabedoria do homem faz seu rosto brilhar, e a dureza de seu rosto é alterada.
2Eu digo: obedece às ordens do rei, por causa do juramento que fizeste a Deus.
3Não te apresses de sair da presença dele, nem persistas em alguma coisa má; pois tudo que ele deseja, ele faz.
4Naquilo que há a palavra do rei, ali há autoridade; e quem lhe dirá: O que estás fazendo?
5Quem obedecer ao mandamento não experimentará mal algum; e o coração do sábio sabe a hora e a maneira corretas .
6Porque para todo propósito há uma hora e uma maneira correta ; por isso o mal do homem é muito sobre ele:
7Pois ele não sabe o que irá acontecer. Quem pode lhe avisar o que vai acontecer, e quando?
8Não há homem nenhum que tenha domínio sobre o espírito, para reter ao espírito; nem tem domínio sobre dia da morte, nem meios de escapar d esta guerra; nem a perversidade livrará a seus donos.
9Tudo isto vi quando fiz coração considerar toda obra que se faz abaixo do sol: há um tempo em que um homem passa a dominar outro homem, para sua própria ruína.
10Também assim vi os perversos sepultados, e vinham, e saíam do lugar santo; e eles foram esquecidos na cidade em que assim fizeram; isso também é futilidade.
11Dado que o julgamento pela obra má não é feito imediatamente, por causa disso o coração dos filhos dos homens está cheio de vontade neles, para fazer o mal.
12Ainda que um pecador faça o mal cem vezes e sua vida se prolongue, mesmo assim eu sei, que as coisas boas acontecerão aos que temem a Deus, aos que temerem diante da sua face.
13Porém ao perverso não sucederá o bem, e não prolongará seus dias, que serão como uma sombra, pois ele não tem temor diane de Deus.
14Há outra futilidade que é feita sobre a terra: que há justos a quem acontece conforme as obras dos perversos, e há perversos a quem acontece conforme as obras dos justos. Digo que isso também é futilidade.
15Assim elogiei a alegria, pois o homem não tem nada melhor abaixo do sol do que comer, beber e se alegrar; que isso acompanhe seu trabalho nos dias de sua vida, que Deus lhe dá abaixo do sol.
16Enquanto entregava meu coração a entender a sabedoria, e ver a ocupação que é feita abaixo do sol (ainda que nem de dia, nem de noite, o homem veja sono em seus olhos),
17Então vi toda a obra de Deus, que o homem não pode compreender a obra que é feita abaixo do sol; mesmo que o homem trabalhe para a buscar, ele não a encontrará; ainda que o sábio diga que a conhece, ele não pode compreendê -la .
1Por isso fiz meu coração considerar todas estas coisas, para entender com clareza tudo isto: que os justos, e os sábios, e suas obras, estão nas mãos de Deus; até o amor e o ódio, o homem nada sabe o que há à sua frente.
2Tudo acontece de modo semelhante a todos; o mesmo acontece ao justo e ao perverso; ao bom e ao puro, assim como ao impuro; tanto ao que sacrifica, como ao que não sacrifica; tanto ao bom, como ao pecador; ao que jura, assim como ao que teme fazer juramento.
3Esta coisa má existe entre tudo o que é feito abaixo do sol, que a todos aconteça o mesmo; e que o coração dos filhos homens esteja cheio de maldade, e que haja loucuras em seus corações durante suas vidas, e depois eles vão para entre os mortos.
4Porque para aquele que está junto a todos os vivos há esperança (pois melhor é um cão vivo do que um leão morto).
5Porque os vivos sabem que vão morrer; mas os mortos não sabem coisa alguma, nem também tem mais recompensa; pois a lembrança deles já foi esquecida.
6Até seu amor, até seu ódio, e até sua inveja já pereceu e nenhuma parte nunca mais lhes pertence, em tudo quanto se faz abaixo do sol.
7Vai, come com alegria teu pão, e bebe com bom coração o teu vinho; pois Deus se agrada de tuas obras.
8Em todo tempo sejam brancas as tuas roupas, e nunca falte óleo sobre tua cabeça.
9Aproveite a vida com a mulher que tu amas, todos os dias da tua fútil vida, que Deus te deu abaixo do sol, todos os teus fúteis dias; porque esta é a parte que te pertence nesta vida e em teu trabalho no qual trabalhaste abaixo do sol.
10Tudo quanto vier à tua mão para fazer, faze conforme as tuas forças; porque no Xeol, para onde vais, não há trabalho, nem planos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.
11Voltei-me, e vi abaixo do sol, que a corrida não é dos velozes, nem dos guerreiros a batalha, nem dos sábios o pão, nem dos prudentes as riquezas, nem dos conhecedores o favor; mas que o tempo e a ocasião imprevista acontece a todos estes.
12Porque também o homem não sabe seu tempo, assim como os peixes que são capturados pela maligna rede; e como os passarinhos que são presos na armadilha; assim também os filhos dos homens são pegos pelo tempo mau, quando cai de repente sobre eles.
13Também vi esta sabedoria abaixo do sol, que considerei grande:
14Havia uma pequena cidade, em que havia poucas pessoas; e veio contra ela um grande rei, e a cercou, e levantou contra ela grandes barreiras.
15E se achou nela um homem pobre sábio, que livrou aquela cidade com sua sabedoria; porém ninguém se lembrou daquele pobre homem.
16Então eu disse: Melhor é a sabedoria do que a força; ainda que a sabedoria do pobre tenha sido desprezada, e suas palavras não tenham sido ouvidas.
17As palavras dos sábios devem ser ouvidas em quietude, mais do que o grito daquele que domina sobre os tolos.
18Melhor é a sabedoria do que as armas de guerra; porém um só pecador destrói muitas coisas boas.
"A ansiedade não esvazia o amanhã de suas tristezas; apenas esvazia o hoje de sua força."
— Charles H. Spurgeon