Day 215 / 365
Eclesiastes 3–5
Eclesiastes 3–5
1Para todas as coisas há um tempo determinado, e todo propósito abaixo do céu tem seu tempo.
2Tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que foi plantado.
3Tempo de matar e tempo de curar; tempo de derrubar e tempo de construir.
4Tempo de chorar e tempo de rir; tempo de lamentar, e tempo de saltar.
5Tempo de espalhar pedras e tempo de juntar pedras; tempo de abraçar e tempo de evitar abraçar.
6Tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de jogar fora.
7Tempo de rasgar e tempo de costurar; tempo de ficar calado e tempo de falar.
8Tempo de amar e tempo de odiar; tempo de guerra e tempo de paz.
9Que proveito tem o trabalhador naquilo em que ele trabalha?
10Tenho visto a ocupação que Deus deu aos filhos dos homens, para com ela os manter ocupados.
11Tudo ele fez belo ao seu tempo; também pôs a sensação de eternidade no coração deles, sem que o homem consiga entender a obra que Deus fez, desde o princípio até o fim.
12Tenho percebido que não há coisa melhor para eles do que se alegrarem e fazerem o bem em suas vidas;
13E também que todo homem coma, beba e fique contente com todo o seu trabalho; isto é um presente de Deus.
14Eu sei que tudo quanto Deus faz durará para sempre; a isso nada será acrescentado e nada será diminuído; e Deus faz assim para que haja temor perante sua presença.
15O que tem sido agora, já foi antes; e o que vier a ser também já foi; Deus busca de volta o que foi passado.
16Vi mais abaixo do sol: que no lugar do juízo havia ali perversidade; e que no lugar da justiça havia ali perversidade.
17Eu disse em meu coração: Deus julgará ao justo e ao perverso, porque ali há tempo para todo propósito e para toda obra.
18Eu disse em meu coração quanto aos filhos dos homens, que Deus lhes provaria, para lhes mostrar que eles são como animais.
19Porque o que acontece aos filhos dos homens, isso mesmo também acontece aos animais; o mesmo acontece a eles todos ; assim como um morre, assim também morre o outro; e todos tem uma mesma respiração; e a vantagem dos homens sobre os animais é nenhuma, pois todos são fúteis.
20Todos vão a um mesmo lugar; todos vieram do pó da terra , e todos voltarão ao pó.
21Quem tem certeza de que o fôlego de vida dos homens sobe para cima, e que o fôlego de vida dos animais desce para debaixo da terra?
22Por isso tenho visto que não há coisa melhor do que o homem se alegrar de suas obras, porque essa é a parte que lhe pertence; pois quem pode levá-lo a ver o que será depois de sua morte ?
1Depois me virei, e observei todas as opressões que são feitas abaixo do sol; e eis que vi as lágrimas dos oprimidos, que não tinham consolador; a força estava do lado dos seus opressores, porém eles não tinham quem os consolasse.
2Por isso eu considerei os mortos, que já morreram, serem mais merecedores de elogios do que os vivos, que ainda vivem.
3E melhor que estes ambos, é aquele que ainda não existe; que não viu as más obras, que são feitas abaixo do sol.
4Também vi eu que todo o trabalho, e toda a habilidade em obras, causa ao homem a inveja de seu próximo; também isto é fútil como perseguir o vento.
5O tolo junta suas mãos, e come sua própria carne.
6É melhor uma mão cheia com descanso, do que ambas as mãos cheias com trabalho e perseguição ao vento.
7Então eu me voltei, e vi uma futilidade abaixo do sol:
8Havia um que era sozinho, sem filho, nem irmão; e seu trabalho não tem fim, nem seus olhos se fartam de riquezas; nem diz : Para quem estou trabalhando, e privando minha alma do que é bom? Também isso é futilidade e enfadonha ocupação.
9Dois são melhores do que um, porque eles têm melhor recompensa por seu trabalho.
10Porque se vierem a cair, um levanta ao seu companheiro; mas ai daquele que está só, pois caso caia, não há outro que o levante.
11Também, se dois se deitarem juntos, eles se aquecem; mas como alguém sozinho poderá se aquecer?
12E se alguém prevalecer contra um, dois podem resistir contra ele; porque o cordão de três dobras não se rompe tão depressa.
13Melhor é o jovem pobre e sábio do que o rei velho e tolo, que não sabe dar ouvidos aos conselhos,
14porque esse jovem pode sair até da prisão para se tornar rei, ainda que tenha nascido pobre em seu reino.
15Vi todos os vivos, que andam abaixo do sol, estarem com o jovem, o sucessor, que ficaria em seu lugar.
16Não havia fim todo o povo, todo o que houve antes deles; porém os que vêm depois não se alegrarão nele. Também isso é fútil como perseguir o vento.
1Guarda os teus passos quando entrares na casa de Deus, e te achegues a ouvir em vez de oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal.
2Não te precipites com tua boca, nem te apresses com teu coração, a pronunciar palavra alguma perante a face de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estás na terra; por isso, que tuas palavras sejam poucas.
3Pois, como os sonhos vêm das muitas ocupações, assim também o excesso de palavras vem da voz do tolo.
4Quando fizeres algum voto a Deus, não demores em pagá-lo; porque ele não se agrada de tolos. Paga o voto que fizeres.
5Melhor é que não faças voto, do que fazeres um voto, e não o pagares.
6Não permitas que a tua boca faça a tua carne pecar; nem digas perante o mensageiro que foi um mero erro; por que provocarias a ira de Deus com a tua voz, para que ele destrua a obra de tuas mãos?
7Porque, como na abundância de sonhos há futilidades, assim, também, há abundância de palavras; tu, porém, teme a Deus.
8Se vires em algum território a opressão dos pobres, e a violência contra o direito e a justiça, não te surpreendas de tal caso; porque o oficial tem uma autoridade maior que o supervisiona; e acima de ambos há outros que têmautoridade ainda maior.
9E o proveito da terra é para todos; até o rei se serve do campo.
10O que amar o dinheiro nunca se saciará do dinheiro; e quem amar a riqueza, nunca se saciará do lucro; isso também é futilidade.
11Onde os bens se multiplicam, ali se multiplicam também os que os cosomem; e que proveito pois tem seus donos, a não ser somente ver as riquezas com seus próprios olhos?
12Doce é o sono do trabalhador, quer coma pouco, quer muito; porém a fartura do rico não o deixa dormir.
13Há um mal causador de sofrimentos que vi abaixo do sol: as riquezas que seus donos guardam para seu próprio mal.
14Porque as mesmas riquezas se perdem com negócios malsucedidos; e quando gera algum filho, nada lhe fica em sua mão.
15Assim como ele saiu do ventre de sua mãe, nu ele voltará, indo-se como veio; e nada tomará de seu trabalho, que possa levar em sua mão.
16De maneira que isto também é um mal causador de sofrimentos, que exatamente como veio, assim se vai; e que proveito ele teve em trabalhar para o vento?
17Além disso, ele comeu em trevas todos os seus dias; sofreu muito, e teve enfermidades e irritações.
18Eis o que eu vi, algo bom e belo: comer, beber, e experimentar o que é bom de todo o seu trabalho em que trabalhou abaixo do sol, durante os dias de sua vida, que Deus lhe deu; porque isto é a parte que lhe pertence.
19E todo homem a quem Deus deu riquezas e bens, e lhe deu poder para comer delas, e tomar sua parte, e se alegrar de seu trabalho; isto é presente de Deus.
20Pois ele não se lembrará muito dos dias de sua vida, porque Deus lhe responde com alegria de seu coração.
"Deus ama você exatamente como você é, mas se recusa a deixá-lo assim."
— Max Lucado