Day 214 / 365
Provérbios 30–31 · Eclesiastes 1–2
Provérbios 30–31
1Palavras de Agur, filho de Jaque, o de fala solene; Este homem diz a Itiel; a Itiel e a Ucal:
2Certamente eu sou o mais bruto dos homens, e não tenho entendimento humano.
3Não aprendi sabedoria, nem tenho conhecimento do Santo Deus .
4Quem subiu ao céu, e desceu? Quem juntou os ventos com suas mãos? Quem amarrou as águas numa capa? Quem estabeleceu todos os limites da terra? Qual é o seu nome? e qual é o nome de seu filho, se tu o sabes?
5Toda palavra de Deus é pura; é escudo para os que nele confiam.
6Nada acrescentes às suas palavras, para que ele não te repreenda, e sejas mostrado como mentiroso.
7Duas coisas eu te pedi; não as negues a mim antes que eu morra.
8Afasta de mim a inutilidade e palavra mentirosa; e não me dês nem pobreza nem riqueza, mantém-me com o pão que me for necessário.
9Para que não aconteça de eu ficar farto e te negar, dizendo: Quem é o SENHOR?Nem também que eu empobreça, e venha a furtar, e desonre o nome do meu Deus.
10Não difames do servo ao seu senhor, para que ele não te amaldiçoe e fiques culpado.
11Há gente que amaldiçoa a seu pai e não bendiz à sua mãe;
12Há gente que é pura aos seus próprios olhos, mas que não foi lavada de sua imundície;
13Há gente cujos olhos são arrogantes, e cujas sobrancelhas são levantadas;
14Há gente cujos dentes são espadas, e cujos queixos são facas, para devorarem aos aflitos da terra aos aflitos, e aos necessitados dentre os homens.
15A sanguessuga tem duas filhas: “Dá” e “Dá”; estas três coisas nunca se fartam, e quatro nunca dizem “É o suficiente”:
16O Xeol, o útero estéril, a terra que não se farta de água, e o fogo que nunca diz estar satisfeito.
17Os olhos que zombam do pai ou desprezam obedecer à mãe, os corvos do riacho os arrancarão, e os filhotes de abutre os comerão.
18Estas três coisas me maravilham, e quatro que não entendo:
19O caminho da águia no céu, o caminho da serpente na rocha, o caminho do navio no meio do mar, e o caminho do homem com uma moça.
20Assim é o caminho da mulher adúltera: ela come, limpa sua boca, e diz: Não fiz mal algum.
21Por três coisas a terra se alvoroça, e por quatro que não pode suportar:
22Pelo servo que governa como rei; pelo tolo que se enche de comida;
23Pela mulher odiada, quando se casa; e pela serva quando toma o lugar de sua senhora.
24Estas quatro coisas são pequenas sobre a terra, porém muito sábias:
25As formigas não são criaturas fortes, mas no verão preparam sua comida;
26Os roedores são um “povo” fraco, mas fazem suas casas nas rochas;
27Os gafanhotos não têm rei; mas todos saem em bandos;
28As lagartixas podem ser pegas com as mãos, e mesmo assim estão nos palácios dos reis.
29Estes três tem um bom andar, e quatro que se movem muito bem:
30O leão, forte entre os animais, que não foge de ninguém;
31O galo, o bode, e o rei com seu exército.
32Se agiste como tolo, exaltando-te, e se planejaste o mal, põe tua mão sobre a boca;
33Porque como o forçar do leite produz manteiga, e o forçar do nariz produz sangue, assim também o forçar da ira produz briga.
1Palavras do rei Lemuel, a profecia que sua mãe o ensinava.
2O que posso te dizer ,meu filho, ó filho do meu ventre? O que te direi ,filho de minhas promessas?
3Não dês tua força às mulheres, nem teus caminhos para coisas que destroem reis.
4Lemuel, não convém aos reis beber vinho; nem aos príncipes desejar bebida alcoólica.
5Para não acontecer de que bebam, e se esqueçam da lei, e pervertam o direito de todos os aflitos.
6Dai bebida alcoólica aos que estão a ponto de morrer, e vinho que têm amargura na alma,
7Para que bebam, e se esqueçam de sua pobreza, e não se lembrem mais de sua miséria.
8Abre tua boca no lugar do mudo pela causa judicial de todos os que estão morrendo.
9Abre tua boca, julga corretamente, e faze justiça aos oprimidos e necessitados.
10Mulher virtuosa, quem a encontrará? Pois seu valor é muito maior que o de rubis.
11O coração de seu marido confia nela, e ele não terá falta de bens.
12Ela lhe faz bem, e não o mal, todos os dias de sua vida.
13Ela busca lã e linho, e com prazer trabalha com suas mãos.
14Ela é como um navio mercante; de longe traz a sua comida.
15Ainda de noite ela se levanta, e dá alimento a sua casa; e ordens às suas servas.
16Ela avalia um campo, e o compra; do fruto de suas mãos planta uma vinha.
17Ela prepara seus lombos com vigor, e fortalece seus braços.
18Ela prova que suas mercadorias são boas, e sua lâmpada não se apaga de noite.
19Ela estende suas mãos ao rolo de linha, e com suas mãos prepara os fios.
20Ela estende sua mão ao aflito, e estica os braços aos necessitados.
21Ela não terá medo da neve por sua casa, pois todos os de sua casa estão agasalhados.
22Ela faz cobertas para sua cama; de linho fino e de púrpura é o seu vestido.
23Seu marido é famoso às portas da cidade ,quando ele se senta com os anciãos da terra.
24Ela faz panos de linho fino, e os vende; e fornece cintos aos comerciantes.
25Força e glória são suas roupas, e ela sorri pelo seu futuro.
26Ela abre sua boca com sabedoria; e o ensinamento bondoso está em sua língua.
27Ela presta atenção aos rumos de sua casa, e não come pão da preguiça.
28Seus filhos se levantam e a chamam de bem-aventurada; seu marido também a elogia, dizendo :
29Muitas mulheres agem com virtude, mas tu és melhor que todas elas.
30A beleza é enganosa, e a formosura é passageira; mas a mulher que teme ao SENHOR, essa será louvada.
31Dai a ela conforme o fruto de suas mãos, e que suas obras a louvem às portas da cidade .
Eclesiastes 1–2
1Palavras do Pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém.
2Futilidade das futilidades! - diz o Pregador - futilidade das futilidades! Tudo é fútil!
3Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho que ele trabalha abaixo do sol?
4Geração vai, e geração vem; porém a terra permanece para sempre.
5O sol nasce, e o sol se põe; e se apressa ao seu lugar onde nasceu.
6O vento vai ao sul, e rodeia para o norte; continuamente o vento vai rodeando e voltando aos lugares onde circulou.
7Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar onde os ribeiros correm, para ali eles voltam a correr.
8Todas estas coisas são tão cansativas, que ninguém consegue descrever; os olhos não ficam satisfeitos de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir.
9O que foi, isso será; e o que se fez, isso será feito; de modo que nada há de novo abaixo do sol.
10Existe algo que se possa dizer: Vê isto, que é novo?Isso já existia nos tempos passados, que foram antes de nós.
11Não há lembrança das coisas que já aconteceram; e das coisas que vão acontecer, também delas não haverá lembrança entre aqueles que vierem depois.
12Eu o Pregador, me tornei rei sobre Israel em Jerusalém.
13E dei meu coração a investigar e pesquisar com sabedoria sobre tudo o que acontece abaixo do céu; esta cansativa ocupação Deus deu aos filhos dos homens, para que nela fossem forçados.
14Vi todas as obras que são feitas abaixo do sol, e eis que tudo é futilidade e aflição de espírito.
15O que é torto não pode ser endireitado; o que está em falta não pode ser contado.
16Eu falei ao meu coração, dizendo: Eis que eu me tornei grande, e aumentei em sabedoria, sobre todos os que tinham sido antes de mim em Jerusalém; e meu coração experimentou uma abundância de sabedoria e conhecimento.
17E dei meu coração para entender sabedoria, e para entender loucuras e tolices; e percebi que também isto era aflição.
18Porque na muita sabedoria há muito aborrecimento, e aquele que aumenta em conhecimento aumenta em angústia.
1Disse eu em meu coração: Vamos! Eu te provarei com alegria, por isso dá atenção ao que é bom! Porém eis que isto também era futilidade.
2Eu disse ao riso: Estás doido; e à alegria: De que esta serve?
3Decidi como experiência entregar minha carne ao vinho (guiando porém meu coração com sabedoria) e praticar a loucura, para eu ver o que era melhor aos filhos dos homens fazerem abaixo do céu durante os dias de suas vidas.
4Fiz para mim obras grandiosas; construí casas para mim; plantei vinhas para mim.
5Fiz para mim pomares e jardins; e plantei neles árvores de toda espécie de frutos.
6Fiz para mim tanques de águas, para regar com eles o bosque em que se plantavam as árvores.
7Adquiri escravos e escravas, e tive escravos nascidos em casa; também tive grande rebanho de vacas e ovelhas, mais do que todos os que houve antes de mim em Jerusalém.
8Também juntei para mim prata, ouro, e tesouros de reis e de províncias; reservei para mim cantores e cantoras, e dos prazeres dos filhos dos homens: várias mulheres.
9Então me engrandeci e aumentei, mais do que todos quantos houve antes de mim em Jerusalém; além disto minha sabedoria ficou comigo.
10E tudo quanto meus olhos desejaram, eu não lhes neguei; nem privei meu coração de alegria alguma, pois meu coração se alegrou de todo o meu trabalho; e esta foi minha parte que obtive de todo o meu trabalho.
11E eu olhei para todas as obras que minhas mãos fizeram, como também para o trabalho ao qual me dispus a trabalhar; e eis que tudo era fútil como perseguir o vento, e que não havia proveito algum abaixo do sol.
12Então passei a observar a sabedoria, as loucuras e a tolice; porque o que o homem pode fazer depois do rei, que já não tenha sido feito?
13Então eu vi que a sabedoria é melhor do que a tolice, assim como a luz é melhor do que as trevas.
14Os olhos do sábio estão em sua cabeça, mas o tolo anda em trevas; então eu também entendi que o mesmo futuro acontece a todos eles.
15Por isso eu disse em meu coração: Assim como acontece ao tolo, também acontecerá a mim; por que então eu me tornei mais sábio? Então disse em meu coração que isto também era inútil.
16Porque não haverá lembrança para sempre, nem do sábio, nem do tolo; porque de tudo quanto agora há, nos dias futuros será esquecido; e o sábio morre assim como o tolo.
17Por isso detestei a vida, porque a obra que é feita abaixo do sol me faz sofrer; pois tudo é fútil como perseguir o vento.
18Eu também detestei todo o meu trabalho em que trabalhei abaixo do sol, porque o deixarei ao homem que virá depois de mim.
19Pois quem sabe se ele será sábio ou tolo? Contudo ele terá controle de todo o meu trabalho em que trabalhei, e que sabiamente conduzi abaixo do sol; também isso é futilidade.
20Por isso eu fiz meu coração perder a esperança de todo o meu trabalho em que trabalhei abaixo do sol.
21Porque há um tipo de homem que trabalha com sabedoria, conhecimento e habilidade; porém deixará tudo como herança a um outro homem que não trabalhou naquilo; também isto é fútil e muito desagradável.
22Pois que proveito o homem tem por todo o seu trabalho e cansaço de seu coração em que ele trabalha abaixo do sol?
23Porque todos os seus dias são dores, e aflição é sua rotina; até de noite seu coração não descansa; também isto é futilidade.
24Não há nada melhor ao homem do que comer, beber, e fazer sua alma se alegrar de seu trabalho; eu também vi que isto vem da mão de Deus.
25(Pois quem melhor comeria ou teria pressa, a não ser eu mesmo?)
26Porque ao homem bom perante sua face, Deus dá sabedoria, conhecimento e alegria; porém ao pecador ele dá trabalho cansativo, para juntar e recolher, para o dar ao bom diante da sua face; também isto é fútil como perseguir o vento.
"Fomos criados por Deus e para Deus; até entendermos isso, a vida nunca fará sentido."
— Rick Warren