Day 182 / 365
Salmos 68–71
Salmos 68–71
1Deus se levantará, e seus inimigos serão dispersos, e os que o odeiam fugirão de sua presença.
2Assim como a fumaça se espalha, tu os espalharás; assim como a cera que se derrete diante do fogo, assim também os perversos perecerão diante de Deus.
3Mas os justos se alegrarão, e saltarão de prazer perante Deus, e se encherão de alegria.
4Cantai a Deus, cantai louvores ao seu nome; exaltai aquele que anda montado sobre as nuvens, pois EU-SOU é o seu nome; e alegrai -vos diante dele.
5Ele é o pai dos órfãos, e juiz que defende as viúvas; Deus na habitação de sua santidade.
6Deus que faz os solitários viverem em uma família, e liberta os prisioneiros; mas os rebeldes habitam em terra seca.
7Deus, quando tu saías perante teu povo, enquanto caminhavas pelo deserto (Selá),
8A terra se abalava, e os céus se derramavam perante a presença de Deus; neste Sinai, diante da presença de Deus, o Deus de Israel.
9Tu fizeste a chuva cair abundantemente, e firmaste tu herança, que estava cansada.
10Nela o teu rebanho habitou; por tua bondade, Deus, sustentaste ao miserável.
11O Senhor falou; grande é o exército das que anunciam as boas novas.
12Reis de exércitos fugiam apressadamente; e aquela que ficava em casa repartia os despojos.
13Ainda que estivésseis cercados por ambos os lados, estais protegidos como que por asas de pomba, cobertas de prata, e suas penas revestidas de ouro.
14Quando o Todo-Poderoso espalhou os reis, houve neve em Salmom.
15O monte de Deus é como o monte de Basã; é um monte bem alto, como o monte de Basã.
16Por que olhais com inveja, ó montes altos? A este monte Deus desejou para ser sua habitação; e o SENHOR habitará nele para sempre.
17As carruagens de Deus são várias dezenas de milhares; o Senhor está entre elas, como em Sinai, em seu santuário.
18Tu subiste ao alto, levaste cativos, recebeste bens dos homens, até dos rebeldes, para que ali o SENHOR Deus habitasse.
19Bendito seja o Senhor; dia após dia ele nos carrega; Deus é nossa salvação. (Selá)
20Nosso Deus é um Deus de salvação; e com o Senhor DEUS há livramento para a morte;
21Pois Deus ferirá a cabeça de seus inimigos, o topo da cabeça, onde ficam os cabelos, daquele que anda na prática de suas transgressões.
22O Senhor disse: Eu os farei voltar de Basã; eu os farei voltar das profundezas do mar.
23Para que metas teu pé no sangue dos teus inimigos; e nele também terá uma parte a língua de cada um de teus cães.
24Viram teus caminhos, ó Deus; os caminhos de meu Deus, meu Rei, no santuário.
25Os cantores vieram adiante, depois os instrumentistas; entre eles as virgens tocadoras de tamborins.
26Bendizei a Deus nas congregações; bendizei ao SENHOR, desde a fonte de Israel.
27Ali está o pequeno Benjamim, que domina sobre eles; os chefes de Judá e a congregação deles; os chefes de Zebulom, e os chefes de Nafitali.
28Teu Deus ordenou tua força; fortalece, ó Deus, o que já operaste por nós.
29Ao teu templo, em Jerusalém, os Reis te trarão presentes.
30Repreende a fera das canas, a multidão de touros, juntamente com as bezerras dos povos; aos que humilham a si mesmos em troca de peças e prata; dissipa aos povos que gostam da guerra.
31Embaixadores virão do Egito; Cuxe correrá para estender suas mãos a Deus.
32Reinos da terra, cantai a Deus; cantai louvores ao Senhor. (Selá)
33Ele anda montado por entre os céus desde os tempos antigos; eis que sua voz fala poderosamente.
34Reconhecei o poder de Deus; sobre Israel está sua exaltação, e sua força está nas altas nuvens.
35Deus, tu és temível desde teus santuários; o Deus de Israel é o que dá força e poder ao povo. Bendito seja Deus!
1Salva-me, ó Deus, porque as águas têm entrado e encoberto a minha alma.
2Afundei-me em um profundo lamaçal, onde não se pode ficar em pé; entrei nas profundezas das águas, e a corrente está me levando.
3Já estou cansado de clamar, minha garganta enrouqueceu; meus olhos desfaleceram, enquanto espero pelo meu Deus.
4Os que me odeiam sem motivo são mais numerosos que os cabelos de minha cabeça; são poderosos os que procuram me arruinar, os que por falsidades se fazem meus inimigos; tive que pagar de volta aquilo que não furtei.
5Tu, Deus, sabes como sou tolo; e meus pecados não estão escondidos perante ti.
6Não sejam envergonhados por minha causa aqueles que te esperam, ó Senhor DEUS dos exércitos; não sejam humilhados por minha causa os que te buscam, ó Deus de Israel.
7Porque por causa de ti aguentei ser insultado; a humilhação cobriu o meu rosto.
8Tornei-me estranho aos meus irmãos; e desconhecido aos filhos de minha mãe;
9Porque o zelo por tua casa me devorou; e os insultos dos que te insultam caíram sobre mim;
10Minha alma chorou e jejuou; porém mais insultos vieram sobre mim.
11Vesti-me de saco, mas fui ridicularizado por eles num ditado.
12Os que se sentam à porta falam mal de mim; e os bebedores de álcool cantam piadas contra mim.
13Mas eu oro a ti, SENHOR, no tempo aceitável. Pela grandeza de tua bondade, responde-me, ó Deus, pela fidelidade de tua salvação.
14Livra-me do lamaçal, e não me deixes afundar; seja eu resgatado dos que me odeiam, e das profundezas das águas.
15Não permitas que as correntes de águas me cubram, e que a profundeza não me devore, nem o poço feche sua boca sobre mim.
16Responde-me, SENHOR; pois boa é tua bondade; olha para mim conforme tua piedade.
17E não escondas teu rosto de teu servo; porque estou angustiado; ouve-me depressa.
18Vem para perto de minha alma, e a liberta; resgata-me por causa de meus inimigos.
19Tu conheces como me insultam, me envergonham e me humilham; diante de ti estão todos os meus adversários.
20Insultos têm quebrado meu coração, e estou fraquíssimo; e esperei compaixão, porém houve nenhuma; também esperei por pessoas que me consolassem, mas não os achei.
21Deram-me fel como alimento; e em minha sede me deram vinagre para beber.
22Torne-se a mesa diante deles como que um laço; e aquilo que lhes dá segurança lhes seja uma armadilha.
23Sejam escurecidos os olhos deles, para que não possam ver; e que seus quadris vacilem continuamente.
24Derrama tua indignação sobre eles; e que sejam tomados pelo ardor de tua ira.
25A habitação deles seja desolada; e que não haja morador nas tendas deles;
26Porque perseguem aquele a quem tu feriste, e contam histórias da dor daqueles a quem tu machucaste.
27Conta como maldade a maldade deles; e não sejam eles agraciados por tua justiça.
28Sejam riscados dos livro da vida; e não estejam eles escritos junto com os justos.
29Mas eu estou miserável e em dores; ó Deus, que tua salvação me proteja.
30Louvarei o nome de Deus com cântico; e o engrandecerei com agradecimentos.
31Isto agradará ao SENHOR mais do que o sacrifício de um boi ou de um bezerro com chifres e unhas.
32Os mansos verão, e se alegrarão; vós que buscais a Deus, vosso coração viverá.
33Porque o SENHOR ouve aos necessitados, e não despreza os prisioneiros que lhe pertencem.
34Louvem a ele os céus, a terra, os mares, e tudo que neles se move;
35Porque Deus salvará a Sião, e construirá as cidades de Judá; e habitarão ali, e a terão como posse.
36E a semente de seus servos a herdará; e os que amam o nome dele habitarão nela.
1Livra-me Deus; apressa-te para me socorrer, SENHOR.
2Envergonhem-se, e sejam confundidos os que procuram matar a minha alma; voltem-se para trás, e sejam humilhados os que gostam de me fazer o mal.
3Virem-se para trás por causa de sua vergonha os que dizem: “Há, há!”
4Alegrem-se e fiquem contentes em ti todos aqueles que te buscam; aqueles que amam tua salvação digam continuamente: Engrandecido seja Deus!
5Eu, porém, estou miserável e necessitado; ó Deus, apressa-te a mim; tu és meu socorro e meu libertador; não demores, SENHOR.
1Em ti, SENHOR, confio; nunca me deixes ser envergonhado.
2Resgata-me e livra-me por tua justiça; inclina a mim teus ouvidos, e salva-me.
3Sê tu minha rocha e minha habitação, para continuamente eu me abrigar nela; tu tens ordenado que eu seja salvo, porque tu és minha rocha forte e minha fortaleza.
4Meu Deus, livra-me da dominação do perverso, das mãos do injusto e cruel;
5Pois tu és minha esperança, ó Senhor DEUS; tu és minha confiança desde minha juventude.
6Tenho me apoiado em ti desde o ventre de minha mãe; das entranhas dela me tiraste; eu louvo continuamente a ti.
7Para muitos fui como prodígio, porém tu és meu forte refúgio.
8Minha boca seja cheia de louvores a ti por tua glória o dia todo.
9Não me rejeites no tempo da velhice; não me desampares quando minha força se acabar;
10Porque meus inimigos falam contra mim, e os que espiam minha alma tomam conselhos juntos uns com os outros;
11Dizendo: Deus o desamparou; persegui, e o tomai, pois já não há quem o livre.
12Deus, não fiques longe de mim; Deus meu, apressa-te para me socorrer.
13Sejam envergonhados e pereçam os adversários de minha alma; cubram-se de humilhação e confusão aqueles que procuram fazer mal a mim.
14Porém eu continuamente manterei a esperança, e darei todo o louvor a ti ainda mais.
15Minha boca contará tua justiça, e tua salvação o dia todo, ainda que eu não saiba sua medida.
16Irei adiante pelos poderes do Senhor DEUS; anunciarei tua justiça, que é somente tua.
17Deus, tu tens me ensinado desde minha juventude; e até agora conto tuas maravilhas.
18E agora, que estou velho e de cabelos grisalhos, não me desampares, Deus; enquanto eu não tiver anunciado a força de teu braço a esta geração, e teu poder a todos que vierem.
19E tua justiça, Senhor, alcança as alturas; porque tu tens feito grandes coisas. Quem é como tu, ó Deus?
20Tu, que me fizeste ver muitos males e aflições, voltarás a me dar vida; e voltarás a me tirar dos abismos da terra.
21Tu aumentarás minha honra e voltarás para me consolar.
22Eu também te louvarei com instrumento de cordas pela tua fidelidade, ó meu Deus; cantarei a ti com harpa, ó Santo de Israel.
23Meus lábios terão muita alegria, porque cantarei a ti; e também se alegrará a minha alma, que tu tens resgatado.
24Minha língua também falará de tua justiça o dia todo, pois já estão envergonhados e humilhados aqueles que procuram me fazer mal.
"A fé é crer no que não se vê; a recompensa dessa fé é ver aquilo em que se crê."
— Augustine of Hippo