Day 159 / 365
Jó 39–41
Jó 39–41
1Sabes tu o tempo em que as cabras montesas dão filhotes? Ou observaste tu as cervas quando em trabalho de parto?
2Contaste os meses que elas cumprem, e sabes o tempo de seu parto?
3Quando se encurvam, produzem seus filhos, e lançam de si suas dores.
4Seus filhos se fortalecem, crescem como o trigo; saem, e nunca mais voltam a elas.
5Quem despediu livre ao asno montês? E quem ao asno selvagem soltou das ataduras?
6Ao qual eu dei a terra desabitada por casa, e a terra salgada por suas moradas.
7Ele zomba do tumulto da cidade; não ouve os gritos do condutor.
8A extensão dos montes é seu pasto; e busca tudo o que é verde.
9Por acaso o boi selvagem quererá te servir, ou ficará junto de tua manjedoura?
10Ou amarrarás ao boi selvagem com sua corda para o arado? Ou lavrará ele aos campos atrás de ti?
11Confiarás nele, por ser grande sua força, e deixarás que ele faça teu trabalho?
12Porás tua confiança nele, para que ele colha tua semente, e a junte em tua eira?
13As asas da avestruz batem alegremente, mas são suas asas e penas como as da cegonha?
14Ela deixa seus ovos na terra, e os esquenta no chão,
15E se esquece de que pés podem os pisar, e os animais do campo podem os esmagar.
16Age duramente para com seus filhos, como se não fossem seus, sem temer que seu trabalho tenha sido em vão.
17Porque Deus a privou de sabedoria, e não lhe repartiu entendimento.
18Porém quando se levanta para correr, zomba do cavalo e do seu cavaleiro.
19És tu que dás força ao cavalo, ou que vestes seu pescoço com crina?
20Podes tu o espantar como a um gafanhoto? O sopro de suas narinas é terrível.
21Ele escarva a terra, alegra-se de sua força, e sai ao encontro das armas;
22Ele zomba do medo, e não se espanta; nem volta para trás por causa da espada.
23Contra ele rangem a aljava, o ferro brilhante da lança e do dardo;
24Sacudido-se com furor, ele escarva a terra; ele não fica parado ao som da trombeta.
25Ao som das trombetas diz: Eia! E desde longe cheira a batalha, o grito dos capitães, e o barulho.
26Por acaso é por tua inteligência que o gavião voa, e estende suas asas para o sul?
27Ou é por tua ordem que a água voa alto e põe seu ninho na altura?
28Nas penhas ela mora e habita; no cume das penhas, e em lugares seguros.
29Desde ali espia a comida; seus olhos avistam de longe.
30Seus filhotes sugam sangue; e onde houver cadáveres, ali ela está.
1Então o SENHOR respondeu mais a Jó, dizendo:
2Por acaso quem briga contra o Todo-Poderoso pode ensiná-lo? Quem quer repreender a Deus, responda a isto.
3Então Jó respondeu ao SENHOR, dizendo:
4Eis que eu sou insignificante; o que eu te responderia? Ponho minha mão sobre minha boca.
5Uma vez falei, porém não responderei; até duas vezes, porém não prosseguirei.
6Então o SENHOR respondeu a Jó desde o redemoinho, dizendo:
7Cinge-te agora os teus lombos como homem; eu te perguntarei, e tu me explica.
8Por acaso tu anularias o meu juízo? Tu me condenarias, para te justificares?
9Tens tu braço como Deus? Ou podes tu trovejar com tua voz como ele?
10Orna-te, pois, de excelência e alteza; e veste-te de majestade e glória.
11Espalha os furores de tua ira; olha a todo soberbo, e abate-o.
12Olha a todo soberbo, e humilha-o; e esmaga aos perversos em seu lugar.
13Esconde-os juntamente no pó; ata seus rostos no oculto.
14E eu também te reconhecerei; pois tua mão direita te terá livrado.
15Observa o beemote, ao qual eu fiz contigo; ele come erva come como o boi.
16Eis que sua força está em seus lombos, e seu poder na musculatura de seu ventre.
17Ele torna sua cauda dura como o cedro, e os nervos de suas coxas são entretecidos.
18Seus ossos são como tubos de bronze; seus membros, como barras de ferro.
19Ele é a obra-prima dos caminhos de Deus; aquele que o fez o proveu de sua espada.
20Pois os montes lhe produzem pasto; por isso todos os animais do campo ali se alegram.
21Ele se deita debaixo das árvores sombrias; no esconderijo das canas e da lama.
22As árvores sombrias o cobrem, cada uma com sua sombra; os salgueiros do ribeiro o cercam.
23Ainda que o rio se torne violento, ele não se apressa; confia ainda que o Jordão transborde até sua boca.
24Poderiam, por acaso, capturá-lo à vista de seus olhos, ou com laços furar suas narinas?
1Poderás tu pescar ao leviatã com anzol, ou abaixar sua língua com uma corda?
2Podes pôr um anzol em seu nariz, ou com um espinho furar sua queixada?
3Fará ele súplicas a ti, ou falará contigo suavemente?
4Fará ele pacto contigo, para que tu o tomes por escravo perpétuo?
5Brincarás tu com ele como com um passarinho, ou o atarás para tuas meninas?
6Os companheiros farão banquete dele? Repartirão dele entre os mercadores?
7Poderás tu encher sua pele de espetos, ou sua cabeça com arpões de pescadores?
8Põe tua mão sobre ele; te lembrarás da batalha, e nunca mais voltarás a fazer.
9Eis que a esperança de alguém de vencê-lo falhará; pois, apenas ao vê-lo será derrubado.
10Ninguém há tão ousado que o desperte; quem pois, ousa se opor a mim?
11Quem me deu primeiro, para que eu o recompense? Tudo o que há debaixo dos céus é meu.
12Eu não me calarei a respeito de seus membros, nem de suas forças, e da graça de sua estatura.
13Quem descobrirá sua vestimenta superficial? Quem poderá penetrar sua couraça dupla?
14Quem poderia abrir as portas de seu rosto? Ao redor de seus dentes há espanto.
15Seus fortes escudos são excelentes; cada um fechado, como um selo apertado.
16Um está tão próximo do outro, que vento não pode entrar entre eles.
17Estão grudados uns aos outros; estão tão travados entre si, que não se podem separar.
18Cada um de seus roncos faz resplandecer a luz, e seus olhos são como os cílios do amanhecer.
19De sua boca saem tochas, faíscas de fogo saltam dela.
20De suas narinas sai fumaça, como de uma panela fervente ou de um caldeirão.
21Seu fôlego acende carvões, e de sua boca sai chama.
22A força habita em seu pescoço; diante dele salta-se de medo.
23As dobras de sua carne estão apegadas entre si ; cada uma está firme nele, e não podem ser movidas.
24Seu coração é rígido como uma pedra, rígido como a pedra de baixo de um moinho.
25Quando ele se levanta, os fortes tremem; por seus abalos se recuam.
26Se alguém lhe tocar com a espada, não poderá prevalecer; nem arremessar dardo, ou lança.
27Ele considera o ferro como palha, e o aço como madeira podre.
28A flecha não o faz fugir; as pedras de funda são para ele como sobras de cascas.
29Considera toda arma como sobras de cascas, e zomba do mover da lança.
30Por debaixo de si tem conchas pontiagudas; ele esmaga com suas pontas na lama.
31Ele faz ferver as profundezas como a uma panela, e faz do mar como um pote de unguento.
32Ele faz brilhar o caminho atrás de si; faz parecer ao abismo com cabelos grisalhos.
33Não há sobre a terra algo que se possa comparar a ele. Ele foi feito para não temer.
34Ele vê tudo que é alto; ele é rei sobre todos os filhos dos animais soberbos.
"Fé é dar o primeiro passo mesmo quando você não vê toda a escada."
— Martin Luther King Jr.