Bible in a Year
“Truly, truly, I say to you, whoever believes in me will also do the works that I do; and greater works than these will he do, because I am going to the Father. Whatever you ask in my name, this I will do, that the Father may be glorified in the Son. If you ask me anything in my name, I will do it.”John 14:12-14 ESV“Truly, truly, I say to you, whoever believes in me will also do the works that I do; and greater works than these will he do, because I am going to the Father. Whatever you ask in my name, this I will do, that the Father may be glorified in the Son. If you ask me anything in my name, I will do it.”John 14:12-14 ESV

Day 151 / 365

Jó 15–17

15–17

1Então Elifaz, o temanita, respondeu, dizendo:

2Por acaso o sábio dará como resposta vão conhecimento, e encherá seu ventre de vento oriental?

3Repreenderá com palavras que nada servem, e com argumentos que de nada aproveitam?

4Porém tu destróis o temor, e menosprezas a oração diante de Deus.

5Pois tua perversidade conduz tua boca, e tu escolheste a língua dos astutos.

6Tua boca te condena, e não eu; e teus lábios dão testemunho contra ti.

7Por acaso foste tu o primeiro ser humano a nascer? Ou foste gerado antes dos morros?

8Ouviste tu o segredo de Deus? Reténs tu apenas contigo a sabedoria?

9O que tu sabes que nós não saibamos? O que tu entendes que não tenhamos entendido ?

10Entre nós também há os que tenham cabelos grisalhos, também há os que são muito mais idosos que teu pai.

11Por acaso as consolações de Deus te são poucas? As mansas palavras voltadas a ti?

12Por que o teu coração te arrebata, e por que centelham teus olhos,

13Para que vires teu espírito contra Deus, e deixes sair tais tais palavras de tua boca?

14O que é o homem, para que seja puro? E o nascido de mulher, para que seja justo?

15Eis que Deus não confia em seus santos, nem os céus são puros diante de seus olhos;

16Quanto menos o homem, abominável e corrupto, que bebe a maldade como água?

17Escuta-me; eu te mostrarei; eu te contarei o que vi.

18(O que os sábios contaram, o que não foi encoberto por seus pais,

19A somente os quais a terra foi dada, e estranho nenhum passou por meio deles):

20Todos os dias do perverso são sofrimento para si, o número de anos reservados ao opressor.

21Ruídos de horrores estão em seus ouvidos; até na paz lhe sobrevém o assolador.

22Ele não crê que voltará da escuridão; ao contrário, a espada o espera.

23Anda vagueando por comida, onde quer que ela esteja. Ele sabe que o dia das trevas está prestes a acontecer.

24Angústia e aflição o assombram, e prevalecem contra ele como um rei preparado para a batalha;

25Porque ele estendeu sua mão contra Deus, e se embraveceu contra o Todo-Poderoso,

26Corre contra ele com dureza de pescoço, e como seus escudos grossos e levantados.

27Porque cobriu seu rosto com sua gordura, e engordou as laterais de seu corpo.

28E habitou em cidades desoladas cidades, em casas desabitadas; que estavam prestes a desmoronar.

29Ele não enriquecerá, nem seu patrimônio subsistirá, nem suas riquezas se estenderão pela terra.

30Não escapará das trevas; a chama secará seus ramos, e ao sopro de sua boca desparecerá.

31Não confie ele na ilusão para ser enganado; pois a sua recompensa será nada.

32Não sendo ainda seu tempo, ela se cumprirá; e seu ramo não florescerá.

33Sacudirá suas uvas antes de amadurecerem como a vide, e derramará sua flor como a oliveira.

34Pois a ajuntamento dos hipócritas será estéril, e fogo consumirá as tendas do suborno.

35Eles concebem a maldade, e dão à luz a perversidade; e o ventre deles prepara enganos.

1Porém Jó respondeu, dizendo:

2Ouvi muitas coisas como estas; todos vós sois consoladores miseráveis.

3Por acaso terão fim as palavras de vento? Ou o que é que te provoca a responderes?

4Também eu poderia falar como vós, se vossa alma estivesse no lugar da minha alma; eu poderia amontoar palavras contra vós, e contra vós sacudir minha cabeça.

5Porém eu vos confortaria com minha boca, e a consolação de meus lábios serviria para aliviar.

6Ainda que eu fale, minha dor não cessa; e se eu me calar, em que me alivio?

7Na verdade agora ele me tornou exausto; tu assolaste toda a minha companhia.

8Testemunha disto é que já me enrugaste; e minha magreza já se levanta contra mim para em meu rosto dar testemunho contra mim .

9Sua ira me despedaça, e ele me odeia; range seus dentes contra mim; meu adversário aguça seus olhos contra mim.

10Abrem sua boca contra mim; com desprezo esbofeteiam meu rosto, e todos se ajuntam contra mim.

11Deus me entregou ao perverso, e me fez cair nas mãos dos malignos.

12Tranquilo eu estava, porém ele me quebrantou; e pegou-me pelo pescoço, e me despedaçou; e fez de mim seu alvo de pontaria.

13Seus flecheiros me cercaram-me, partiu meus rins, e não me poupou; meu fel derramou em terra.

14Quebrantou-me de quebrantamento sobre quebrantamento; correu contra mim como um guerreiro.

15Costurei saco sobre minha pele, e revolvi minha cabeça no pó.

16Meu rosto está vermelho de choro, e minhas pálpebras estão escurecidas ao extremo;

17Apesar de não haver injustiça em minhas mãos, e de minha oração ser pura.

18Ó terra! Não cubras o meu sangue, e não haja lugar para meu clamor!

19Eis que mesmo agora minha testemunha está nos céus, e meu defensor nas alturas.

20Meus amigos zombam de mim, mas meus olhos estão derramando para Deus.

21Ah, se fosse possível defender a causa com Deus em favor do homem, como o filho do homem em favor de seu amigo!

22Pois poucos anos restam, e seguirei o caminho por onde não voltarei.

1Meu espírito está arruinado, meus dias vão se extinguindo, e a sepultura já etá pronta para mim.

2Comigo há ninguém além de zombadores, e meus olhos são obrigados a ficar diante de suas provocações.

3Concede-me, por favor, uma garantia para comigo; quem outro há que me dê a mão?

4Pois aos corações deles tu encobriste do entendimento; portanto não os exaltarás.

5Aquele que denuncia a seus amigos em proveito próprio, também os olhos de seus filhos desfalecerão.

6Ele tem me posto por ditado de povos, e em meu rosto é onde eles cospem.

7Por isso meus olhos se escureceram de mágoa, e todos os membros de meu corpo são como a sombra.

8Os íntegros pasmarão sobre isto, e o inocente se levantará contra o hipócrita.

9E o justo prosseguirá seu caminho, e o puro de mãos crescerá em força.

10Mas, na verdade, voltai-vos todos vós, e vinde agora, pois sábio nenhum acharei entre vós.

11Meus dias se passaram, meus pensamentos foram arrancados, os desejos do meu coração.

12Tornaram a noite em dia; a luz se encurta por causa das trevas.

13Se eu esperar, o Xeol será minha casa; nas trevas estenderei minha cama.

14À cova chamo: Tu és meu pai; e aos vermes: Sois minha mãe e minha irmã.

15Onde, pois, estaria agora minha esperança? Quanto à minha esperança, quem a poderá ver?

16Será que ela descerá aos ferrolhos do Xeol? Descansaremos juntos no pó da terra?

"Tive muitas coisas em minhas mãos e todas perdi; mas o que coloquei nas mãos de Deus, ainda possuo."

Martin Luther

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