Bible in a Year
“Truly, truly, I say to you, whoever believes in me will also do the works that I do; and greater works than these will he do, because I am going to the Father. Whatever you ask in my name, this I will do, that the Father may be glorified in the Son. If you ask me anything in my name, I will do it.”John 14:12-14 ESV“Truly, truly, I say to you, whoever believes in me will also do the works that I do; and greater works than these will he do, because I am going to the Father. Whatever you ask in my name, this I will do, that the Father may be glorified in the Son. If you ask me anything in my name, I will do it.”John 14:12-14 ESV

Day 148 / 365

Jó 6–8

6–8

1Mas Jó respondeu, dizendo:

2Oh se pesassem justamente minha aflição, e meu tormento juntamente fosse posto em uma balança!

3Pois na verdade seria mais pesada que a areia dos mares; por isso minhas palavras têm sido impulsivas.

4Porque as flechas do Todo-Poderoso estão em mim, cujo veneno meu espírito bebe; e temores de Deus me atacam.

5Por acaso o asno selvagem zurra junto à erva, ou o boi berra junto a seu pasto?

6Por acaso se come o insípido sem sal? Ou há gosto na clara do ovo?

7Minha alma se recusa tocar essas coisas ,que são para mim como comida detestável.

8Ah se meu pedido fosse realizado, e se Deus me desse o que espero!

9Que Deus me destruísse; ele soltasse sua mão, e acabasse comigo!

10Isto ainda seria meu consolo, um alívio em meio ao tormento que não me poupa; pois eu não tenho escondido as palavras do Santo.

11Qual é minha força para que eu espere? E qual meu fim, para que eu prolongue minha vida?

12É, por acaso, a minha força a força de pedras? Minha carne é de bronze?

13Tenho eu como ajudar a mim mesmo, se todo auxílio me foi tirado?

14Ao aflito, seus amigos deviam ser misericordiosos, mesmo se ele tivesse abandonado o temor ao Todo-Poderoso.

15Meus irmãos foram traiçoeiros comigo, como ribeiro, como correntes de águas que transbordam,

16Que estão escurecidas pelo gelo, e nelas se esconde a neve;

17Que no tempo do calor se secam e, ao se aquecerem, desaparecem de seu lugar;

18Os cursos de seus caminhos se desviam; vão se minguando, e perecem.

19As caravanas de Temã as veem; os viajantes de Sabá esperam por elas.

20Foram envergonhados por aquilo em que confiavam; e ao chegarem ali, ficaram desapontados.

21Agora, vós vos tornastes semelhantes a elas; pois vistes o terror, e temestes.

22Por acaso eu disse: Trazei-me algo ? Ou: Dai presente a mim de vossa riqueza?

23Ou: Livrai-me da mão do opressor? Ou: Resgatai-me das mãos dos violentos?

24Ensinai-me, e eu me calarei; e fazei-me entender em que errei.

25Como são fortes as palavras de boa razão! Mas o que vossa repreensão reprova?

26Pretendeis repreender palavras, sendo que os argumentos do desesperado são como o vento?

27De fato vós lançaríeis sortes sobre o órfão, e venderíeis vosso amigo.

28Agora, pois, disponde-vos a olhar para mim; e vede se eu minto diante de vós.

29Mudai de opinião, pois, e não haja perversidade; mudai de opinião, pois minha justiça continua.

30Há perversidade em minha língua? Não poderia meu paladar discernir as coisas más?

1Por acaso o ser humano não tem um trabalho duro sobre a terra, e não são seus dias como os dias de um assalariado?

2Como o servo suspira pela sombra, e como o assalariado espera por seu pagamento,

3Assim também me deram por herança meses inúteis, e me prepararam noites de sofrimento.

4Quando eu me deito, pergunto: Quando me levantarei? Mas a noite se prolonga, e me canso de me virar na cama até o amanhecer.

5Minha carne está coberta de vermes e de crostas de pó; meu pele está rachada e horrível.

6Meus dias são mais rápidos que a lançadeira do tecelão, e perecem sem esperança.

7Lembra-te que minha vida é um sopro; meus olhos não voltarão a ver o bem.

8Os olhos dos que me veem não me verão mais; teus olhos estarão sobre mim, porém deixarei de existir.

9A nuvem se esvaece, e passa; assim também quem desce ao Xeol nunca voltará a subir.

10Nunca mais voltará à sua casa, nem seu lugar o conhecerá.

11Por isso eu não calarei minha boca; falarei na angústia do meu espírito, e me queixarei na amargura de minha alma.

12Por acaso sou eu o mar, ou um monstro marinho, para que me ponhas guarda?

13Quando eu digo: Minha cama me consolará; meu leito aliviará minhas queixa,

14Então tu me espantas com sonhos, e me assombras com visões.

15Por isso minha alma preferia a asfixia e a morte, mais que meus ossos.

16Odeio a minha vida ; não viverei para sempre; deixa-me, pois que meus dias são inúteis.

17O que é o ser humano, para que tanto o estimes, e ponhas sobre ele teu coração,

18E o visites a cada manhã, e a cada momento o proves?

19Até quando não me deixarás, nem me liberarás até que eu engula minha saliva?

20Se pequei, o eu que te fiz, ó Guarda dos homens? Por que me fizeste de alvo de dardos, para que eu seja pesado para mim mesmo?

21E por que não perdoas minha transgressão, e tiras minha maldade? Porque agora dormirei no pó, e me buscarás de manhã, porém não mais existirei.

1Então Bildade, o suíta, respondeu, dizendo:

2Até quando falarás tais coisas, e as palavras de tua boca serão como um vento impetuoso?

3Por acaso Deus perverteria o direito, ou o Todo-Poderoso perverteria a justiça?

4Se teus filhos pecaram contra ele, ele também os entregou ao castigo por sua transgressão.

5Se tu buscares a Deus com empenho, e pedires misericórdia ao Todo-Poderoso;

6Se fores puro e correto, certamente logo ele se levantará em teu favor, e restaurará a morada de tua justiça.

7Ainda que teu princípio seja pequeno, o teu fim será muito grandioso.

8Pois pergunta agora à geração passada, e considera o que seus pais descobriram.

9Pois nós somos de ontem e nada sabemos, pois nossos dias sobre a terra são como a sombra.

10Por acaso eles não te ensinarão, e te dirão, e falarão palavras de seu coração?

11Pode o papiro crescer sem lodo? Ou pode o junco ficar maior sem água?

12Estando ele ainda verde, sem ter sido cortado, ainda assim se seca antes de toda erva.

13Assim são os caminhos de todos os que esquecem de Deus; e a esperança do corrupto perecerá;

14Sua esperança será frustrada, e sua confiança será como a teia de aranha.

15Ele se apoiará em sua casa, mas ela não ficará firme; ele se apegará a ela, mas ela não ficará de pé.

16Ele está bem regado diante do sol, e seus ramos brotam por cima de sua horta;

17Suas raízes se entrelaçam junto à fonte, olhando para o pedregal.

18Se lhe arrancarem de seu lugar, este o negará, dizendo : Nunca te vi.

19Eis que este é o prazer de seu caminho; e do solo outros brotarão.

20Eis que Deus não rejeita ao íntegro, nem segura pela mão aos malfeitores.

21Ainda ele encherá tua boca de riso, e teus lábios de júbilo.

22Os que te odeiam se vestirão de vergonha, e nunca mais haverá tenda de perversos.

"A glória de Deus é o ser humano plenamente vivo."

Irenaeus of Lyons

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